quinta-feira, 30 de junho de 2011

Aceitar as coisas como elas são?

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“aceitar as coisas como elas são...”
muito bem...
mas o que são as coisas como elas são?
quais coisas?
e quem disse que tal coisa é assim
e não de outro jeito?
assim como?
quem é que define como devem ser?
o que é afinal que devem ser?
e quem disse que alguém pode definir?
e por que eu devo aceitar?

aceitar as coisas como elas são...
e como que são?
e o que é aceitar?
quem é que percebe as coisas como sendo elas?
estás certo de que as coisas são o que são?
conheces as coisas?
estás seguro de que não seria melhor
se não as aceitasses?

e ainda que as coisas sejam o que são
serão eternamente assim?
e ainda que sejam de alguma forma
(que forma?)
eternamente
aceitar ou não
não passa da minha opção

enfim
aceitar as coisas como elas são
é tão vago sem-sentido e estúpido
que nem sei mais do que estou falando...

prefiro aceitar as coisas
como elas não são

Alessandro Reiffer
http://artedofim.blogspot.com
Santiago, RS



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ATENÇÃO: A Casa do Poeta de Santiago não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos ou pelas idéias expressadas por estes. Os artigos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores, e expressam as idéias pessoais dos mesmos.

Descortine teu olho

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Descortine teu foco ordenado míope
abra-os singelamente honrando teu olhar
desvenda-os ao risco preto que os contorna
permita que eles façam zoom nos eixos
das premissas dos meus olhos astigmáticos

descortine esses fios de cílios alinhados
Aabra-os fervorosamente clamando teu brilho
desvenda-os à pasta que os mantêm alongados
permita que eles maximizem nos eixos
das gotas coadas das minhas pálpebras inchadas

Camila Canterle Jornada
camila.cj@globo.com

http://camilajornada2.blogspot.com
Santiago, RS



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Thin Air

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I. Pinturas, esculturas, peças musicais e outras obras já vistas, ouvidas, escutadas e sentidas, cada vez que se percebe uma delas nota-se algo distinto, já estava lá, mas a atenção do olhar e do pensamento cruza e dirige-se para uma outra direção. Há muitas obras primas, cada uma se destaca por seus traços e sons excepcionais.

II. Como descrever que seu cabelo não estando preso faz realçar o formato do seu rosto, ou como a luz brilhante do sol faz ressaltar a vivacidade dos seus fios, bem como a luminosidade da lua enfatiza a cor e o formato de seus olhos e as maçãs de seu rosto.

III. Nunca pensei que o sol e a lua pudessem me oferecer tamanho espetáculo, nunca os mesmos, mas sempre majestosos.

IV. Talvez você não saiba, mas agora venho a dizer – novamente quem sabe – o quanto seu sorriso pode fazer mudar o dia de alguém, como um castiçal com mil velas ardentes.

V. Tive um relâmpago da sua simpatia e gentileza, ainda pergunto como não havia te percebido antes?

VI. Quantos tons e sons ainda não vi, ou terei a oportunidade de presenciar?

VII. Não deixei de pensar se você já foi destinatária de algum escrito ou fala como essa, mas creio que isso que faço não pode ser retido.

VIII. Tens um andar leve e decidido como uma brisa a beira mar.

π=3,14. Todos os ângulos são favoráveis, mas como um bolero, depende de onde se olha.

X. Talvez não haja certo ou errado, possivelmente apenas existam movimentos diferentes, mas para haver o certo deve existir o errado, o igual e seu contrário, nenhum piano tem a mesma afinação que outro. Mas duas cores formam uma – o movimento é contínuo.

2.7. É possível descrever uma cor como o azul, o castanho como seus olhos ou a circulação de seus pensamentos? Há o que descrever ou simplesmente contemplar?

XI. O infinito já não é suficiente, a música não tem sons o bastante, o caos e o sem sentido não existem mais, palavras vão além do que elas um dia “quiseram” ir.

XII. Aquela música que sempre se quer ouvir! Na tua presença não há vazio, ou há pouco dele, o silêncio torna-se menos alto, tua voz preenche os espaços! O ambiente fica colorido, menos sombrio.

XIII. Os sentidos/sentimentos podem dar razão (?).

300. Por que prosseguir?

XIV. As ondas do mar chegam de maneira diferente à costa, os ventos mudam, mesmo sendo sempre ventos, seus efeitos nunca são os mesmos...

Davi Damian
http://twitter.com/Davi_Damian
Santiago, RS



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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Dona de si

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Poesia não fala
Apenas cala
Cala e absorve
Pega o poeta
E move
Para dentro de suas letras
E assim
Tinge aquela alma
Desce daquele coração
E voa à outro
Feito borboleta...

Ka Santos
http://menteflorida.blogspot.com
karinalimasantos@hotmail.com
Piracicaba, SP

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O olho do corvo

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Aquele domingo de primavera prenunciou chuva desde a madrugada. As janelas batiam e os pássaros, em bandos, voavam em busca de abrigo.

Como de costume, esquentei a cambona d'água para uns mates e salguei com calma e esmero uma costela de boi, para o churrasco. Liguei o rádio, em volume baixo, para não acordar as crianças. Com uma peneira cheia de milho fui alimentar os insetos do terreiro, que já se reuniam, ávidos de fome.

Sentei-me numa pedra, debaixo da figueira e ouvindo uma chamarra de Dom Ortaça, tomei uns goles, repensando a vida. Hoje, faz 6 anos que me aposentei e comprei este sítio, aqui, perto do rio Ijuí, nestas Missões de jesuítas e guaranis, berço do gauchismo. Cultivo uma pequena área de terra e crio galinhas, porcos e coelhos. Quieto, sorvia o meu chimarrão, enquanto São Pedro desenhava nuvens escuras nas alturas e alguns rabiscos negros que grasnavam e voavam em círculos.

Uma gota d'água verteu de uma nuvem e atingiu em cheio o olho de um enorme corvo. Cobriu-lhe toda a retina e novamente caiu no vazio.

- Bueno, se eu ficar mateando na chuva, além de nunca terminar o meu chimarrão, ele vira tererê! Voltei ao rancho com uma certa angústia e senti vontade de comer aquela costela assim mesmo, sem assar.

Após o almoço, preparei uma dose de bebida e fui descansar um pouco. Os meteorologistas precisam descobrir a ligação que existe entre chuva e sono, pois é incrível como é bom dormir numa tarde chuvosa. Poucos minutos depois, comecei a sonhar sonhos fantásticos. Eu era uma enorme ave preta e estava de cócoras num galho de árvore. Era estranho como me aceitava naquela situação inusitada. Olhava ao longe, num vale de árvores gigantescas e, em uma ravina, sobre o riacho, havia uma nuvem baixa de brumas translúcidas. Comecei a bater as asas e alcei um voo tranquilo, como um viajante aéreo, acostumado a pegar correntes de ar e se orientar pelo instinto.

Acordei com imagens de lugares que não me lembrava de algum dia ter conhecido, mas que seria capaz de descrever com perfeição os mínimos detalhes. Fui lavar o rosto e notei que os pelos dos braços e o meu cabelo grisalho estavam com um tom mais escurecido. A vida no campo está me rejuvenescendo!

Peguei a ração dos coelhos e fui até as gaiolas, para os alimentar e conferir se os filhotes estavam vivos. Ao contá-los, senti uma vontade de devorar um láparo, só para sentir a maciez da carne e o prazer de rasgá-la com os próprios dentes. Do alto de uma uma árvore seca, um corvo me olhava, e, o meu cachorro saiu em disparada, afugentando um bando de galinhas que ciscavam no terreiro.

O chão, repleto de penas, lembrou-me de uma traça, que devorou alguns livros de poesia e certa noite - inspirada - escreveu pajadas de fazer Jaime Caetano Braun sentir inveja.

Pensei em dar um tiro naquele corvo, mas lembrei que não se deve atirar nesta ave de mau agouro. Entorta o cano da arma ou o atirador perde a pontaria e nunca mais acerta o alvo.

Entrei e fui assistir televisão. O Faustão dizendo palavrões de fazer vergonha ao próprio Bocage. Desliguei o aparelho, e, ao fechar os olhos, me senti voando num 'céu de Brigadeiro', sendo levado pela brisa mansa. Com uma visão privilegiada, avistava insetos e pequenos roedores que corriam no campo e se escondiam nos arbustos. Calma-brisa-vento... vento-brisa-calma...

-Tá dormindo no sofá!? Vai deitar na cama e para de beber! - gritou minha esposa - enquanto sacudia uma garrafa vazia, de whisky paraguaio, chamado: Ojo del Cuervo.

Clodinei Silveira Machado
silveiraselva@ibest.com.br
Santo Ângelo, RS



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Noite dos Painéis (URI Santiago)

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Lançamento do livro Despalavra

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Hoje, em Santa Maria, acontecerá o lançamento do livro de hai-kais Despalavra, do Movimento Vir-Arte, organizado por Edinara Leão. Na obra constará um poema do escritor santiaguense, Breno Serafini:

Noite de lua cheia:
a pressa do siri
costura a areia.


O evento será na BPM Henrique Bastide, às 19h30min.



Clique nas imagens para ampliar.

terça-feira, 28 de junho de 2011

Renascer

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Sonhe...
Solta no ar
Numa finitude
Indecente
Breve
Densa como água
Escalando vidas
Que embalou as vigas
Antes roubadas

Chore...
Tristezas vividas
Que escorrem
Nos degraus
De flores plásticas
Emergem da mente
Silencia as correntes
Das madrugadas

Pulse...
Alegrias brancas
Batidas frenéticas
De um peito
Que dorme
E que consome
Ritmos ardentes
Olhares contentes
Daquelas calçadas

Esqueça...
Encaixote os finais
Borbulhados de Nãos
Caminhos perdidos
Ilusões velhas
Rasgando enfim
Fotos
Vidas
...Amarelas

Ai então: Ame...
Explodindo em verdade
Semeando gritos
Que ecoam em beleza
Buscando abrigo
Naquele intimo
Que se traduz
Em canção
Poesia
Leveza...

E na luz desse teu Eu
Repleto de um amor que a alma tinge
Nem sombras hão de vir
Porque esse amor
Transparece
Pleno revive
E ecoa
Como prece... Em ti!

Ka Santos
http://menteflorida.blogspot.com
karinalimasantos@hotmail.com
Piracicaba, SP

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Eu, coisificado

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Após a leitura do poema: “Eu, etiqueta”, de Carlos Drummond de Andrade, chega-se a triste conclusão que o protagonista é alguém extremamente perturbado com o consumismo que lhe é imposto pela mídia. Extremamente nós mesmos. Personifica a nossa geração, com excesso de vaidades, marcas e etiquetas ,e, que está se sentindo uma coisa, um simples objeto de consumo. Estamos perdendo nossos valores mais caros e humanizantes, para os rótulos, marcas e símbolos das grandes indústrias, fábricas e revendas. Passamos a viver como meros consumidores, onde o ter sobrepõem-se ao ser. Torna-se imprescindível uma atitude, para que possamos diminuir o consumismo que consome nosso 'ser humano'.

Os atuais programas televisivos são, em sua maioria, emburrecedores e com uma carga intensa de propaganda, de produtos direcionados aos jovens que, no geral, aceitam com mais facilidade o que lhes chega como produto final, e, sem maior criticidade, passam a ser algo de vital importância.

Ainda, existe um trabalho contínuo e crescente, de forma dissimulada, em demonstrar que os educadores, pais e a própria sociedade são os responsáveis de os jovens não alcançarem a sua felicidade plena, nos campos sociais e econômicos. Que nossos jovens - 'os modernosos' - cometem delitos e extravagâncias como uma válvula de escape para suas frustrações.

A sociedade atual - nós - precisa(mos) encontrar um equilíbrio, uma chave racional que feche o 'shopping center da superficialidade' ou seremos, cada vez mais: “EU, ETIQUETA”... “EU, ROBÔ”... “EU, COISIFICADO.”

Clodinei Silveira Machado
silveiraselva@ibest.com.br
Santo Ângelo, RS



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domingo, 26 de junho de 2011

A ordem natural dos fatos

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Aprendemos na escola que a vida segue uma ordem preestabelecida. Nascer, crescer, se desenvolver, reproduzir, envelhecer e morrer. E achamos que o mundo é perfeitinho assim, do modo que nos pintaram no colégio, mas só com o tempo entendemos perfeitamente que esta ordem natural é passível a controvérsias e passamos a conhecer e entender a expressão “do pó viemos e ao pó retornaremos”.

Dias atrás, uma ex-colega da faculdade faleceu e fui ao seu velório. Falecia depois de meses lutando contra infecções oriundas de uma cirurgia de redução do estômago que fizera. Nesses lugares, a condição social pouco importa e a beleza é só um adjetivo que pertence ao mundo dos pretéritos. Ricos e pobres igualam-se, freiras e traficantes ficam em mesma situação. O que muda nisso tudo são, apenas, os amigos, que uns têm mais e outros, menos.

Mãe, marido, filho, sobrinhos e sobrinhas, tios e tias, toda a família chorava a perda do ente querido. Colegas de trabalho, vizinhos e amigos também lá estavam. Chegava muita gente, alguns permaneciam no recinto, outros saíam. Aquele entra-e-sai comprovava a estima da falecida com as pessoas que a rodeavam.

Ela era nova, 39 anos, com muita vida pela frente. Formara-se professora de Português há dois anos e exercia o ofício de educadora. Assim como muitas pessoas, concluíra o Ensino Médio, parara de estudar e anos mais tarde, retornara aos estudos.

Mas morrera antes da mãe. A ordem natural dos seres humanos invertia-se. Quando isso ocorre e o mais novo é quem falece antes, a dor parece ser maior. Porque não se espera isso. Acredita-se nessa tal “ordem natural” como se fosse uma regra inquebrável. Mas ela nem sempre é cumprida.

O mesmo ocorreu com meu primo. Da minha idade, faleceu logo após completar 18 anos. Inicialmente, não parecia ser verdade, porque a saúde estava bem, tinha vitalidade de sobra, namorava, tinha amigos. Mas um acidente de carro abreviou a ordem nascer, crescer, se desenvolver, reproduzir, envelhecer e morrer.

Naquela ocasião, encontrei-me com parentes que há tempos não via. Geralmente isso acontece: rostos familiares se reencontram apenas em momentos de desgraça. Infelizmente, não damos a devida importância às horas alegres para que sejam compartilhadas com os entes queridos.

Meu avô materno, que reside em outra cidade, passou a morar com meus pais nos últimos meses, para tratar-se de diversos problemas de saúde. A vida desregrada cobra-lhe, agora, os exageros de outrora. Essa convivência tem proporcionado muitos momentos alegres. Mas não era assim no passado. O tempo e a iminência da velhice fizeram bem ao rude pai.

Em situação parecida, minha avó recupera-se de câncer. Morando longe, passou pelos tratamentos de quimioterapia e radioterapia. Agora faz novos exames para verificar a eficácia dos tratamentos.

Quando existe a possibilidade do falecimento de alguém próximo, torna-se impossível não se abalar com isso. E essa situação força-nos a refletirmos sobre as coisas que realmente importam, se os esforços envidados em prol de certos objetivos estão sendo sabiamente empregados e o quanto vale lamentar o insucesso ao invés de comemorar as vitórias.

A única certeza que temos é a morte e talvez seja o fato que mais enfrentamos dificuldade de aceitar. Porque ela não pode ser desfeita. É um caminho que só tem passagem de ida. De qualquer forma, ensejamos que a ordem natural ocorra e que os mais velhos faleçam antes dos mais novos. Contudo, acidentes de trânsito, drogas, brigas, problemas de saúde e muitos outros fatores são motivos mais que suficientes para modificar a lógica tão bem assentada em nossas mentes. Porque não há regra sem exceção no mundo real e contra isso, pouco podemos fazer.


Giovani Roehrs Gelati
http://giovanigelati.blogspot.com
grgletras@gmail.com
Uruguaiana, RS



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Sentir, sentir-se bem

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Eu não sei explicar, leitores. Apenas sinto, o que não deveria sentir ou se quer pensar em um dia em senti-lo.
E admito pouco sei transpor o que passei a sentir neste papel amassado que acabei por achar na gaveta da cômoda velha do quarto.

A fase é boa, não nego. Acho que chega a ser passageira, por isso o medo de que os momentos bons passem como um filme de curta metragem , e acreditem estou muito exigente ultimamente para me contentar com apenas o bom, ou se quer apenas uma fase.
Quero o eterno eufórico, seria possível ?
Afinal, não sei bem ao certo se o para sempre sempre acaba mesmo, questiono-me.

O coração pesa tanto que fica até difícil de se carregar, a consciência tortura e o medo de um futuro incerto predomina.

Às vezes, fecho os olhos na tentativa de sentir o vento passando, a água molhando os pés, o cabelo se esparramando pela brisa, e a saudade batendo apertada no peito, pois não é para menos que dizem que o essencial é invisível aos olhos,
Há de senti-los.


SENTIR

Verbo impossível e longe de uma definição.
Sentir é eufórico é como estar em êxtase puro e há de se escrever para diminuir a ânsia e febre de sentir.
Sinto tanto que chego a ter pena de mim mesmo quando “estes sentimentos” derem por um fim, quando o oco predominar e a consciência pesar, novamente.
Será doloroso, pungente.

Por isso acho eufemismo, hipérbole, neologismo,pleonasmo, metonímia, ..; Todas as figuras de estilo que conseguir transpor em pensamento neste instante.
Acho redundante até escrever sobre a “tal febre de sentir”
Como pegar um guardanapo no bar e começar escrever devaneios loucos só para passar o tempo excruciante que se recusa a passar em horas, minutos e segundos normalmente.
Retirar toda monotonia do espaço e do coração, naquele momento.

É viver para crer e prover, tudo no seu devido tempo, é óbvio.

E por ser tão óbvio se torna difícil, incompreensível, sem graça, começando errado para nunca chegar a dar certo, fracasso de pensamento.
Detesto o óbvio, por sinal.
Cheguei no clímax.

Subtenda-se. E nem se permita a tentar transpor sentimentos em crases, interrogações, palavras soltas a mero acaso, acentos circunflexos, seja o que for que limite as artérias da imaginação.

Admita para si mesmo, há muitos livros de auto-ajuda na estante da sala não é verdade ?
Pergunto à vocês agora, eles lhe “ensinam” a sentir ?

Não caríssimos, infelizmente chego a uma amarga e complexa conclusão,
sentimentos não são hereditários, não são ensinados, não são aprendidos, ou sequer são transpostos, ...Fáceis seriam se fossem, mas não são.

Hesito.

Largue essa definição forjada do que é fácil ou difícil.
Nada é o que aparenta ser, e sim, se todos lhe disserem que há o fácil e o difícil esperando uma escolha sua diga que toda unanimidade é burra e que ser fácil ou difícil é mero estereótipo criado por uma mente nada sã e nada sadia, apenas para tornar prática a vida do ser humano e lhe atormentá-lo com escolhas a serem feitas.

E como sentimentos estão muito longe ainda de uma definição, pratique a vivência, sim, permita-se a vive-los.
Arrume o coração e sempre deixe espaço para mais um sentimento bom entrar pela janela,
Lhe fazendo bem , para que lhe abra o sorriso todas a as manhãs , que dilua toda angústia e tome o lugar de toda decepção,
E nunca se esqueçam, todo sentimento bom e que faz bem lhe apresenta uma nova amiga:
Prazer, a esperança.

Aquela recorrida nos tempos amargos e difíceis, quando tudo perde o sentido e a sorte parece ter abandonado o barco.., a velha e simpática esperança, que quando se dá por seu fim começamos a morrer lentamente, estagnamos.
Nunca a perca de vista.

Permita-se a sentir, vivenciar, colocar em prática.
Sinta como se não devesse sentir, como não houvesse obrigação de senti-lo.
Sinta como quem nada sem saber se a água é de fato fria, mas “pula de cabeça” nela.
Sinta como quem sente por não saber o que vem por amanhã, mas está satisfeito só por haver um.
Alie-se à esperança e siga de mãos dadas com ela.
Empregue o imperativo.

E sinta como quem sente tão livremente para só se sentir bem.

Amanda Lemos Lages
http://bolgdoano.blogspot.com
lemoslages@hotmail.com
Montes Claros, MG



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Cansei

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Cansei de mudar.
Cansei de ter que ser o que as pessoas esperam de mim.
Também cansei de esperar algo delas.
Cansei de cansar.
Cansei de coisas que ficam longe, pessoas que não expressam nada e situações indiferentes.
Cansei da indiferença.
Cansei da minha rebeldia. (e das dos outros)
Cansei da vida.
Cansei do ser humano. (e desisti dele, talvez)
Cansei de derrotas, de batalhas.
Cansei de estudar.
Cansei de conviver.
Cansei de pensar, de escrever, de imaginar. (e não realizar)
Cansei da vida sem escolhas;
Do sexo sem amor;
Do amor sem recompensa.
Cansei da existência semi-obrigatória.
Cansei da obrigação.
Cansei de coisas supérfluas, cansei de superstições.
Cansei de mentiras, sofisma, hipocrisia.
Cansei do cansaço.
Cansei do luxo, do dinheiro, do excesso.
Cansei de pessoas cansadas.
De escritores fracassados, jardins sem flores, casas sem vida, famílias faltando um pedaço.
Cansei da perfeição;
De pessoas infelizes, de buscas findas.
Cansei da poluição inconseqüente, ignorante e cega.
Cansei da (desu) humanidade.
Cansei de sonhos vendidos.
Cansei de todas as lembranças. (sem exceção)
Cansei do preconceito, da maldade. (e quem não cansou?)
Definitivamente, cansei da ignorância.
Cansei das cores; das flores e das traições.
Cansei das grifes.
Cansei das roupas.
Das comidas.
Das alternativas.
Da sociedade.
Da sociedade alternativa.
Cansei de música ruim, histórias mal contadas e pessoas desinteressantes.
Cansei de carros.
Cansei da sujeira.
Cansei de amor (im)próprio.
Cansei do meu amor próprio, das minhas desilusões, até das minhas vitórias.
De editar textos.
De ler jornal e de ter de mentir.
De fazer o que não gosto.
Cansei de perder tempo.
Cansei de esperar.
De me culpar e de fazer com que os outros me esperem.
Cansei de machucar ou outros e de me machucar.
Cansei do tempo.
Cansei de ler as filosofias de Marx.
Cansei do sol.
Cansei de viagens, desistências e confissões.
Cansei da população impassível.
Cansei da estupidez, da falta de educação, da impaciência.
Dos desencontros.

Cansei enfim de mim mesma.

Camilla Cruz
http://spleen-e-charutos.blogspot.com
camillcruz@gmail.com
Santiago, RS



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Poeta Oracy Dornelles

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Não podendo comparecer pessoalmente, cumprimento, o poeta Oracy Dornelles, pelo seu aniversário, assim:

Poeta Oracy Dornelles

A melhor maneira de comemorar,
quando fizer aniversário,
é comemorar-se a si mesmo,
não apenas a data.
Congratule - se com você mesmo
por todas as coisas que tem realizado,
por ser a grande pessoa que você é.
Cumprimente-se, você mesmo,
por ser uma pessoa capaz.
Cumprimente-se, você mesmo,
por ser alguém especial.
Comemore você mesmo,
não apenas hoje,
mas durante o ano inteiro.

Parabéns!!!

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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Fotos do 32º Cafezinho Poético que homenageou Oracy Dornelles

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sábado, 25 de junho de 2011

O Futuro no Espelho

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O tédio corroendo as paredes nuas
As vitrines cheias de nada
Preenche meus ouvidos com as palavras tuas
Que põem na minha alma verdades reveladas

Toda crueldade implícita
No céu da primavera
Nunca hei de ver tanta beleza
Nunca hei de ver-te tão bela

Meu futuro no espelho
Pintei na tela do esquecimento
Toda dor e amargura
Trazidas pelo tempo

Camilla Cruz
http://spleen-e-charutos.blogspot.com
camillcruz@gmail.com
Santiago, RS



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Juventude X velhice

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Enquanto a juventude
foge pelas frestas do tempo
a velhice se aproxima
com seu passinho lento,
Olhos opacos,
sorriso enrugado,
memória meio apagada...

A memória, assutada,
com unhas e dentes,
agarra-se à esperança
para que não se rompa
o fio das lembranças...

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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sexta-feira, 24 de junho de 2011

Nada poderia ser como era antes

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Os três jeitos de amar
Foram desfeitos pelo ciúme
Foram rasgadas: Fotos, poemas e cartas
O diário foi queimado
Os discos quebrados
O coração em prantos
Sem poder voltar ao que costumava ser

Antes tudo era azul
Nada poderia ser aquilo que destrói sentimentos
Apenas um nó no meio do caminho
E o vento soprando o destino

Os três jeitos de falar
Foram desfeitos pelo silêncio
Foram rasgadas: folhas soltas e páginas de um livro sem autor
O diário foi perdido
Os amores reciclados
E o coração sem poder voltar a ser o que era antes

Camilla Cruz
http://spleen-e-charutos.blogspot.com
camillcruz@gmail.com
Santiago, RS



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De repente

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Foi de repente,
como um furacão
que em minha
vida surgiste,
surpreendendo-me,
conquistando-me,
abusando de teu poder
de sedução.

Sem prévio aviso,
assim, de repente,
meu coração desprevenido
nem chance teve
de escapar desse quebranto.
Caiu, como um peixinho,
nas malhas finas
de tua rede.
Enredou-se,
entregou-se.
Está perdido!

Teu olhar
que prende o meu
Subjuga-me
a tua vontade,
torna-me escrava
de teus encantos,
de teus desejos
fico cativa.
Mas, se um dia,
de repente,
recuperar a liberdade,
Ah...com toda certeza,
perderei a felicidade!

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Sentimento Fenecido

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Reflexão doentia,
Ao som de bruscas gotas pluviais,
Transformadas em sangue,
Ao tocar minhas pálpebras.

Lágrimas ardentes, por si só
Rolam em meu rosto,
Buscando resposta
Para tal inútil e inexplicável
Sentimento doentio.

Sentimento rancoroso
De um doce repugnante passado,
Onde seu reflexo
Bate hoje em meu coração:
“Aqui jaz o amor.”

Daniel Augusto Mott Martins
http://flowerofblooddark.blogspot.com
daniel.mott6@gmail.com
Santiago,RS



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Providências do cada vez mais

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“eis o lenho da cruz, donde passarinho se afliteia.”

Caminhava, arrastando seu zelo robusto. Em seus bolsos, mais moedas do que pano. Feitura de criança. Mordido aos três olhares de reprovação-aprendera quando de pixote. Pernas de saracura, canelas guardando asas. Fora lépido, fora atrapalhado, fora mandamentos, dos pais, do deus, das surras.

Doendo, pré-seguia dádiva de...carregava em mãos signos fortes de maldição. E representara bem, muito bem. Aliava, consigo, para si, para ela e para donde pudesse menear. Seus desejos: um. Qual? Não ter desejo algum. Desejo é vara grossa em pernas secas de moleque; marca muito, doidifica muito, doloriza tanto e...

Preferia, como pouco que parecia ser, mas como muito que era, de fato; preferia aquela cantiga velha, das manhãs ao fogo, com bule roto, com café esnobando seu gosto de felicidade. Era vazio posto que sendo repleto. Ele gostava daquelas calças curtas, a que fora presente da primeira comunhão. Ele gostava daquele ursinho, o que fora presente do deus-mínimo que lhe amarrava os lenços de guri. Ah, quanto de ternura nos dias de missa, quanto rejozigo diante do incenso em seu rosto, ascendendo aos céus o expurgo das falhas, alcançando o deleite do perdão e avançando graças ao velho-maior.

Como era fraco o seu cantar aos outros, e como revoava em seu propício ato de desmarinar a carne morta e reaver seu linho mais florido e calcular as finas gotas da chuva torta. Manhãs eram caldo de feijão. Tardes eram pêssegos no pé. Noites eram gelo na janela, luzidos de travessão. Eis um novo dia-discurso, eis um novo dia-coisa. Ei-o falando de venturas pequenas, qual epopéia de marinheiro que nunca saira do porto.

Cairá em tu, porque seu eu sempre era vivo desde-quando.

Sabia do Natal por cigarras. Elas sempre começam cantando fraco, depois em aceleramento, depois em tristeza, depois em melancolia, depois, em fim de júbilo. Apenas no Natal, ele ia para a igreja, redonda senhora do destinar dos seus da cidadezinha, para não ir à missa, mas para ir, contudo, com todo ele, até a voz moça do Glória dos anjos. E poderia haver anjas? Em 24 de dezembro, durante anos, uma anja se descia pelo teto em copa, e por volta das antes das zero horas, se fazia carne e verbo e voz.

Mentia que adorava, todavia mentia o seu não adorar. Queria, tão somente, ser vela finda, cera deslizante, carinho de flor no nariz.

Quem diria que aquele ele pudesse acorrentar bem mais do que esse ele que agora vivagueia por ruas sujas, transagarra-se a vícios. Deve ter motivo para aonde?

Certa vez, ele pensara, agora, pouco antes das moedas caírem-lhe bolso afora, pensara novamais vez.

Logo em além das três reprovações dos olhos da mãe, ele sabia do sabiamento que a mãe tinha. Receberia surra. Vara de vime, chinelo de dedo velhaco, atarraxado por prego pequeno. Ou, então, o mais em mãos da mãe, não o mais cabível à surra, nem o quão dor maior se alargasse, certamente o mais pouposo de deslocar-se. Era regra. Olhos de mãe são sempre regras. E assim por gerações.

Aqui, sabe ele: os laços eram menos educados quanto mais educação se queria propor. Aqui, sabe ele: não fossem as vergas cotidianas nas costas, seria um mau adulto, seria um mau pai, seria um mau cidadão, e acima de todo esse didatismo, seria ele um mimado.

Porquanto, sabe ele que as surras, no a cá de si; invalidas. Não que ele se tornara um adulto ruim. É que, um adulto ruim aos olhos de sua mãe; no já.

“vamo brinca de siscondê?, toda guriazadinha da rua vai tá lá!”

“e vai tê laranjinha doce da vizinha pra a gente comer?”

Ah, o poste do sempre, em frente ao boteco, o qual os “véio” canastrão fumavam em constante fumaçaria. Ele, recordará, depois, em quarto escuro de solidão solteira, da luz amarela fazendo vento em cor na sua janela. Por ora, recordara dos ovos em conserva que comia, vez e outra no boteco. Cerveja não podia, arriscava goles do martelinho do seu nono, aos domingos, dia de contemplação de gerações pouco refletivas, muito desbravadoras.

Ele era todo esperamento, era porque embugalhava-se de esquivamento.

Espalhar-se na grama era um saber precioso. Poucos conhecem do poder das rosetas nas costas, verdadeiras fadas de calmaria ao coração. Poucos entendiam do olhar vago do ele estar-se devagarzinho. Certos momentos ele era tão que se perdia.

Seria hora de abandonar-se ele-aquele? Teria exato momento de largar-se a esmo, sem o grudamento do menino? Ora, seu existir, bem-acolá encantatório permanecesse assim. As ruas estão sujas, os ventres bem mais encardidos. Talvez, se o canto dele apequenasse os desmoronamentos (dele e dos seus e dos não seus). Teria de partir, num sim à poesia dos lavamentos poéticos das lavadeiras, num sim as benzeduras anulares das não redondezas daqui, num sim ao gesto-flor do lábio de amizade (daquelas em que o morno faz-se quente somente com o silêncio), num sim às texturas de pães, num sim ao estalar da manteiga gelada em dentes puros, num sim ao rito santo do sono cedo, num sim à chita dos vestidos coloridos em festança de sagrações, num sim ao não cantar dos passarinhos em sexta-feira santa, num sim ao beijo no cristo, num SIM ao cheiro evolante de mãe.

As moedas rolaram-se pela calçada. Para os transeuntes: a anunciação da pobreza dele; para ele: a morte da sua saudade do lá.

“é pragorinha que você quer ver o sol se rosando?” “é tão bonitoso o sol lá querendo sorrir por entre os eucaliptos!”

Vida sadia, adiamento daqueles velhos sonhares. Sola de sapato gasta. Era um queremento dele sair para lá, outra vez, muitamente se espertando de que a vista era alegre, por mais que...

Ele mal vivia, seu viver era de suspiração.

“guri, teu dedo tá que um coração, vê se joga mais bola não, tá bem? você nem sabe jogar mesmo!”

O milagre. O milagre seria cio. Parto suspenso; decepando estações tão mortas que pouco se sentia do terno dos dias. O mundo tem testemunhado sem testemunhas. Ele gostaria de afincar-se na terra por uma vez mais que seja, com pés se indo por entre as carnes vermelhas da entranha- mãe. Ele gostaria de vento guapeando seus cabelos, com fios em dissipação; surgir-se-ia um desejo de ventar-se pelo mundo, sem sair do lá do mundo inteiro. A doçura seria, então, palpite de felicitações que o pequenino pé de marmelo lhe posaria na boca, quando do primeiro mujar das vacas, quando do primeiro cheiro de capim orvalhado, quando do iniciamento das pegadas das crianças em direção ao grupo escolar: sacola plástica a tiracolo, pés desnudos de calçado, mãos cheirentas de figo colhido com a aurora.

E em se passando pelos cadáveres, a meninança não perguntar-se-ia do mundo pós-lá, mas abanar-se-ia da quentura da andança. Candangueiem, como das formigas gingando sua tarefa!

Olhar folgado, de quem amansa monstros, pitando ora sonhares, pitando ora horas, pitando com a palha do milho; colheita do verão antes. Olhar manso que derrota feras no nunca usar os próprios braços. Ei-lo: o sabido olhar cansado, que adentra carnaduras, revira almas, dói posto que seja dor, calmante posto que não seja de calma: é-o satisfação em se ter, a cada dia, lua e estrelas como uma graça milagreira.

Farto, ele estava farto, dias e dias de banquetes sem gracejos. Ele tinha medo, ele tem medo no átimo depois das moedas se lhe caindo do bolso. Pouco importaria agora do antes em que escrevo aquele relampejo de dignidade que lhe tomara o pensamento, que lhe fora unha encravada nas costas. Sabia mago de ilusões miúdas, que seu pavilhão não merecia hastear-se por entre altos prédios, por entre pessoentas da rua, por entre alcoolizadas madrugadas de desespero.

Enervado pelo roubo de vida que esbofeteara seu rosto, ele: seguiria ou sentaria no meio fio da calçada da cidade podre, choraria ou alegrar-se-ia pela alegrança que teve em passear-se todo pela sua vista alegre do antes?

Ele não era o mesmo caladiço, agora, tinha voz. Precisava encontrar uma maneira de abanar essa voz e faze-la vento espalhador, precisava que as aves levassem suas sementes e fecundassem as paredes múmias.

Os ombros italianos lhe fariam companhia se ele regressasse? As mãos alemãs lhe segurariam forte diante da próxima queda se ele regressasse? E os menos amigos de lá, pregariam em seu corpo os mesmos pregos de outrora? Ter medo é ventania, gozar do medo é brisa, enfrentar o medo é chuva de janeiro, passarinhando entre as árvores para perder o fôlego.

Ficara triste, seus pais estariam, faces cansadas, diante de cartas de baralho, repartindo melancolias, melancólicos silêncios. Ao menos eles repartiam algo, além do pão caseiro no café da manhã. Família somente se utera quando da morte dos entes: caixão virado ao altar, ainda como espectador, água benta, rosas murchas regadas por lágrimas. Celebraria, ele, as brincadeiras de roda, desabadas de afeto.

No carteado, sozinhos, mesmo em dois. Protegidos e observados pelo Coração. Observados e protegidos pelos ramos bentos secos. Dia de tormenta, dia das moradas cheirarem a fogo de espantamento.

Ele; fui-me cedo demais para tardar. Nascimento.

Ele; fui-me tarde demais para cedar. Morte.

E que os anjos acenem sem pressa, grilando sussurros de vida. O reino dele era do por lá, do bem acima do saibo muito.


Felipe Freitag
feletras2007@hotmail.com
Santa Maria, RS



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quarta-feira, 22 de junho de 2011

Sonhos... apenas

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Quisera ter-te aqui entre meus braços,
aconchegado a meu colo ardente,
gozando a delícia de meus abraços
e o sabor doce de meu beijo quente!

A noite, para nós, seria eterna,
pontilhada de deliciosos momentos
de entrega total e, de maneira tão terna,
que perduraria em nossos pensamentos.

Ah... que delícia seria esse sentimento
de amor e desejo de sermos amantes
apaixonados, como nunca houve antes...

Terei eu algum dia esse direito
de ser tua sem tabus e preconceito
Ou, para sempre, viveremos distantes?

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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Descrença

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Confesso, perdi tudo, para ti
Concebo e percebo, em ti e para ti

Você foi embora

E eu até corri
Será realmente que Deus existe
Depois que te fostes daqui?

Camilla Cruz
http://spleen-e-charutos.blogspot.com
camillcruz@gmail.com
Santiago, RS



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terça-feira, 21 de junho de 2011

Cardã quebrado

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Barbaridade! Las-puchas!
Dias e dias de viajem.
Começa a crer na imagem,
Daquilo que mais queria:
Encontrar uma guria,
Que lhe aliviasse a bagagem.

Sofrenando um caminhão
Na lida de motorista
Depois de horas na pista,
Decide fazer um alto
E num posto, à beira do asfalto,
Principia uma conquista.

E, se arrincona num canto
Abraçado à formosura.
E, pede àquela criatura,
Com audácia e receio,
Posso apalpar-lhe os seios?
Que a situação está dura!

Se julgando um vivaracho,
Enlaça firme a percanta.
Fala que coca e fanta,
Têm lá suas diferenças.
E, se uma cabeça não pensa,
A outra é que se agiganta.

Entre acertos e carinhos,
Gorja e lábios molhados.
Foi despindo-a, com cuidado,
Mas - sentiu - na 'moça' havia,
Algo que até parecia:
Um grande cardã quebrado!

Clodinei Silveira Machado
silveiraselva@ibest.com.br
Santo Ângelo, RS



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A autoajuda nossa de cada dia

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Estive, há alguns meses, no lançamento do livro de crônicas “Umas e outras” do psiquiatra Rônei Rocha, daqui de Uruguaiana. Houve grande quantidade de pessoas prestigiando o evento, esperando na fila uma dedicatória do médico-escritor. Assim como ele, outro médico gaúcho teve o seu trabalho reconhecido: Moacyr Scliar. Infelizmente, este último faleceu em 26 de fevereiro. Como conseguiram tamanha projeção?

O psiquiatra que conheço começou a escrever num jornal local há cerca de um ano. Ascendeu vertiginosamente. A chave do sucesso? A importância que damos aos assuntos que abordam o nosso interior, o íntimo. Daqueles assuntos que temos medo de falar e que alguém vai lá e escreve, livrando-nos do peso da culpa de não termos nos expressado.

Essa relevância da busca de um eu mais clean, livre e feliz reflete-se na busca pelos livros de autoajuda. Eles costumam ser os recordistas de vendas em feiras de livro. Têm lugar cativo em livrarias. Sites como Americanas, Submarino e da editora Saraiva e tantos outros deixam bem visível o título “autoajuda” para que os internautas encontrem sem dificuldade os seus tão desejosos gurus impressos.

Disse um amigo meu, já no final da festividade, um tanto emocionado e alcoolizado: “Aqui tá cheio, mas se viessem todos os clientes dele, isso aqui estaria entupido de gente. Só tem louco nessa cidade”. Preconceitos à parte, desconsideremos o termo “louco”. Problemas de ordem emocional, psíquica e que não conseguimos resolver sozinhos ocorrem aos montes. Vez ou outra cai bem consultar, pedir uma ajudinha de terceiros. Como o próprio Rônei disse em uma de suas crônicas, nos manicômios estão apenas alguns loucos, o grosso da tropa permanece nas ruas.

Muitos livros de autoajuda estampam fórmulas mágicas para resolvermos os nossos “poréns”. Alguns se valem da psicologia para falar o óbvio, e esse óbvio é o que geralmente necessitamos ouvir - ou ler. Através de metáforas simples, criando enredos fantásticos, por vezes, ou sendo diretos, os autores atingem-nos e fazem pensar, refletir. Essa pausa que fazemos para ler, aliado a palavras de conforto ou motivação, elevam a autoestima e despertam as vontades que hibernavam lá no fundo, no âmago de cada um.

Anos atrás, li os primeiros capítulos do livro “Seja feliz sem querer controlar tudo”, do Joe Caruso. O livro falava o que estava na cara: mesmo que tentemos controlar tudo a nossa volta, não conseguimos e nem conseguiremos. Se achamos que dominamos a situação, estamos redondamente enganados. Podemos controlar a nossa reação diante dos fatos, mas pouco podemos interferir nos fatos. Não adianta ficar remoendo capítulos desgostosos da nossa vida, nem reclamar de um fato já ocorrido.

Nada do que estava no livro era espetacularmente novo, mas era apresentado sob uma ótica diferente da que eu estava acostumado a observar. Que não adianta “chorar o leite derramado” eu já escuto desde criança, mas inserir, efetivamente, este ditado e tantos outros na prática, na vida, são outros 500.

Da mesma forma que eu necessitava aquela vez ler o óbvio e descobrir algo novo no velho, tantas outras pessoas precisam ler “Quem mexeu no meu queijo”, “O monge e o executivo” e “Os segredos da mente milionária” para descobrir o elixir satisfação eterna. Quando o assunto fica mais grave, a opção é recorrer a psicólogos e psiquiatras. Só com a ajuda de pessoal especializado conseguiremos “descascar alguns abacaxis maiores”.

Com temática semelhante à do cronista uruguaianense, Moacyr Scliar escrevia para o Grupo RBS, afiliado à Globo, e tinha, dentre os seus espaços na mídia, uma coluna semanal no Jornal Zero Hora. Fizera medicina na UFRGS em 1962 -Universidade Federal do Rio Grande do Sul- e faleceu com 73 anos. Sempre abordava algum fato do cotidiano, tendo a medicina como fator de relação entre os assuntos.

Procuramos sempre palavras que nos confortem. Por vezes, um caderninho com frases para iniciar o dia lendo, refletindo e se motivando. Em outras, um livro devorado em horas, servindo como bálsamo. Mas nada melhor do que trocar meia dúzia de palavras com um amigo. E se nada disso resolver, resta procurar um especialista no assunto, que terá mais meios para orientar o caminho a ser percorrido.

Os livros são muito importantes na nossa formação permanente. Mas são apenas uma representação gráfica daquilo que pode ser dito com mais recursos -timbre de voz, emoção, gesticulação e entonação. Porque não crescemos sozinhos. Precisamos do outro para conversar, refletir, pensar, se emocionar, amar e ser amado.


Giovani Roehrs Gelati
http://giovanigelati.blogspot.com
grgletras@gmail.com
Uruguaiana, RS



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E-mail do leitor Giovani Gelati

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Boa tarde!

Estou encaminhando a crônica "A autoajuda nossa de cada dia" para publicação no blog da Casa.
Aproveito o ensejo para parabenizar os poetas amigos pelas ricas publicações no blog e pelas intensas atividades realizadas na Casa. Tenho acompanhado pela internet as movimentações e fico muito feliz pelo ótimo trabalho em prol da literatura e da cultura realizado por vocês. Infelizmente, não tenho prestigiar constantemente as atividades.

Grande abraço,

Giovani Roehrs Gelati
http://giovanigelati.blogspot.com

O tempo

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O tempo, grande carrasco,
deixa marcas na gente.
Pele fenecendo,
cabelo encanecendo,
enfraquecem os olhos,
já não vemos do mesmo jeito

Memória inconsequente
não nos deixa pensar direito.
Pernas bambas,
juntas tornam-se dormentes.
Lembranças sumindo,
rugas se alastrando,
o frescor da pele roubando.

Lábios murchando,
sorriso não é como antes
vão caindo os dentes.
Remédio é dentadura
ou então, implante.

Essa é a tal velhice,
para onde ele nos empurrou
contra nossa própria vontade.

O tempo acaba com a gente por fora,
mas a alma não é tocada.
Podemos ser velhos por fora,
mas lá, bem no fundo,
juventude inda faz morada.

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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Dentro da alma

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Dentre os beijos,
A alma plena
Vazia de segredos

Lente do céu azul
Dentro da alma o nu
Coberto, onerado,
Ornamentado,
Deserto.

Camilla Cruz
http://spleen-e-charutos.blogspot.com
camillcruz@gmail.com
Santiago, RS



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32º Cafezinho Poético prestará homenagem aos 81 anos de Oracy Dornelles

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A Casa do Poeta de Santiago fará um Cafezinho Literário Especial em homenagem ao escritor Oracy Dornelles que completa seus 81 anos no próximo domingo, 26 de junho. Terá uma comemoração, por meio de exposição, recital de poesias e palestra de Fátima Friedriczewiski, que fez um estudo aprofundado das obras do escritor. Será servido café, chá, bolo e salgadinhos aos participantes, sendo que o evento é aberto para quem quiser participar.

LOCAL: sede da Casa do Poeta de Santiago, rua Silveira Martins, 1432, Santiago, RS (próximo ao Mercado Camelo).
DATA: 25 de junho de 2011, sábado.
HORÁRIO: 17h.
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