quinta-feira, 31 de março de 2011

Casa do Poeta no Diário de Santa Maria

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Confira o artigo de Giovani Pasini, sobre o Caio Fernando Abreu, que foi publicado no Jornal Diário de Santa Maria, edição desta Terça-feira, 29 de março de 2011, nº 2.732.

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Melancolia

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Noite escura,
sem luar e sem estrela
assim ficou minha vida
desde tua partida.

Dia nublado,
o sol ressabiado,
escondido entre nuvens
de saudade
que passeiam por meu coração
acabrunhado.

Meu viver
é pura melancolia
sem prazer e sem alegria!
Quando partiste
contigo levaste
meu sorriso de todos os dias,
até mesmo a inspiração
para rabiscar minhas poesias!

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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ATENÇÃO: A Casa do Poeta de Santiago não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos ou pelas idéias expressadas por estes. Os artigos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores, e expressam as idéias pessoais dos mesmos.

O que é a Filosofia? (Gilles Deleuze e Félix Guattari)

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Talvez só possamos colocar a questão O que é a filosofia? tardiamente, quando chega a velhice, e a hora de falar concretamente. De fato, a bibliografia é muito magra. Esta é uma questão que enfrentamos numa agitação discreta, à meia-noite, quando nada mais resta a perguntar. Antigamente nós a formulávamos, não deixávamos de formulá-la, mas de maneira muito indireta ou oblíqua, demasiadamente artificial, abstrata demais; expúnhamos a questão, mas dominando-a pela rama, sem deixar-nos engolir por ela. Não estávamos suficientemente sóbrios. Tínhamos muita vontade de fazer filosofia, não nos perguntávamos o que ela era, salvo por exercício de estilo; não tínhamos atingido este ponto de não-estilo em que se pode dizer enfim: mas o que é isso que fiz toda a minha vida? Há casos em que a velhice dá, não uma eterna juventude mas, ao contrário, uma soberana liberdade, uma necessidade pura em que se desfruta de um momento de graça entre a vida e a morte, e em que todas as peças da máquina se combinam para enviar ao porvir um traço que atravesse as eras...


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quarta-feira, 30 de março de 2011

A Vida

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A vida é uma estrada
com tantos tropeços
que, muitas vezes,
é preciso
que nos seguremos
aos galhos
de nossos sonhos,
para não cairmos
nas poças da depressão.

Os espinhos,
como serpentes,alastram-se
à beira do caminho
tentando nos picar
de todas as maneiras.

Com cuidado,
deles temos que nos desviar
para que não nos firam
os sentimentos.

Além dos sonhos,
temos necessidade
de aos ramos da fé,
nos agarrarmos,
aspirarmos o perfume
das flores da esperança
e mergulharmos
nas águas da perseverança,
para chegarmos,
com a alma intacta,
à linha de chegada
ou seja, o final
dessa rodovia repleta
de perigosas curvas
que nos é apresentada
pelo destino.

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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Quando há vontade política

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Há uma grande diferença entre dizermos “quando vontade” e “quando vontade”. Se vontade, é porque interesses estão em jogo: seja particular, de uma sociedade ou de uma nação. Se vontade, geralmente é resultado de estarmos sendo pressionados para realizar determinada coisa: em política falamos de pressão da opinião pública.

E os nossos governantes trabalham assim. Quando vontade política, pode saber: alguma estão aprontando, é dinheiro ou vantagem que estão pondo no bolso. Quando vontade é porque a mídia e ONGs estão pressionando e a vontade popular clama por mudança.

Difícil não concordar: reclamamos da burocracia que retarda obras, não deixa chegar recursos que seriam muito importantes para pessoas carentes. Mas, quando vontade política, os governos demonstram enorme capacidade de mobilização e agilidade na tramitação de leis. Que o diga Julian Assange, fundador do WikiLeaks. Feriu os interesses dos Estados Unidos e de países europeus e rapidamente foi tirado de cena, sendo preso sob uma acusação que nunca teria que responder se não falasse demais - a verdade.

Um dos problemas que muitos governos enfrentam é o não-planejamento da utilização de recursos. Então, a demora no repasse das verbas e a burocracia fazem jorrar pela torneira afora muito dinheiro que poderia ser bem empregado em áreas necessitadas. Contudo, quando vontade política, não falta planejamento. Cria-se a estratégia -que todos conhecemos e que sempre surte efeito- de esperar a Copa do Mundo ou as Olimpíadas para votar mais um aumento. E aprová-lo, como ocorreu no ano passado.

Reclama-se do salário de muitas categorias historicamente postas em segundo plano no cenário orçamentário: segurança, saúde e educação. Porém, quando vontade política, a Câmara dos Deputados vota em regime de urgência e consegue a aprovação da maioria como em um passe de mágica. Prova disso foi o reajuste ocorrido no ano final do passado que transformou os vencimentos do presidente da República, do vice, dos ministros de Estado, deputados federais e senadores em absurdos 26,7 mil reais.

Quando vontade política, o Governo encontra o déficit zero, merchandising de campanha. Foi assim com a Yeda Crusius, ex-governadora do Rio Grande do Sul. Era candidata à reeleição ao governo gaúcho nas últimas eleições. Somou os depósitos judiciais e encerrou os seus cálculos assim: pagamos todas as contas, com déficit zero. Perdeu a eleição e novo governo que assumiu mudou o termo de “déficit zero” para “rombo nas contas públicas”.

A oposição agride ferozmente a situação quando vontade política, exigindo um salário mais digno aos professores. Mas, ao assumir o Governo, o buraco mostra-se mais embaixo: não dá para realizar o sonho pregado outrora. Em contrapartida, se os professores fazem greve, prejudicam o andamento do ano letivo e a sociedade pressiona, começa a dar vontade política: o governo trata de propor algumas migalhas de reajuste salarial.

É o que está ocorrendo com o Governo Tarso Genro, no Rio Grande do Sul. Propôs um aumento de R$ 38,00 ao magistério, correspondente a 10,91% de aumento. Uma proposta anterior de 8,5% já havia sido recusada pelo CPERGS (Centro dos Professores do Estado do Rio Grande do Sul). É dessa maneira que o Estado pretende valorizar a classe?

O novo Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020) foi aprovado pelo Governo Federal e reza em sua cartilha que 7% do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil deverá ser aplicado na educação. Para termos uma ideia de como estamos longe desse objetivo, em 2000, 3,9% do PIB era aplicado em educação e em 2008, o percentual variou para míseros 4,7%. O Governo demonstrou, até o momento, que não vontade política em priorizar o magistério.

Se não vontade política em valorizar a classe dos professores, então que isso ocorra quando vontade política, através da pressão da sociedade. Porque muito mais alto que os 7% almejados para a educação, é o preço que pagamos pelo sucateamento de escolas e pela desvalorização dos professores.


Giovani Roehrs Gelati
http://giovanigelati.blogspot.com
grgletras@gmail.com
Uruguaiana, RS





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Cavernas de Grjótagjá

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Islândia

terça-feira, 22 de março de 2011

Entre teus dedos

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Eu vejo inquietação, ansiedade pelo ainda não vivido, ainda não visto. Eu vejo contradições que, interpretadas melhor, não passam de indecisões. Eu vejo um mutirão de sonhos ao teu redor e do teu lado, eu. Tu queres saber o que eu pensei quando te vi pela primeira vez? Eu poderia dizer-te que não pensei nada, mas estaria mentindo. A primeira coisa que eu pensei foi no quão lindo são teus olhos observando a vida naquela calorosa noite. E o teu jeito, e a forma como caminhas, e a forma como tu se refere a mim. É tudo tão novo para mim, para nós. E lidar com essas flores novas, regar esse teu jardim, é difícil pra mim. É difícil porque foi tão cedo, tão rápido e ao mesmo tempo devagar, intenso. Digo-te que não existe calmaria mais digna do que pegar na tua mão e sentir a tua pele. E sentir o teu perfume soprar com o vento. E ficar ali, não querendo ir embora, querendo te levar comigo pra onde eu for, querendo que tu segure firme a minha mão. E se passa tantas coisas nessa minha cabeça quebrada. E se passa uma vida nesse meu coração. Mais viva ainda. Agora que peguei a tua mão.

Fernanda Fávero Alberti
http://poeta-de-privada.blogspot.com
Santiago, RS



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Não chore mais

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Hoje eu acordei triste,
E o maior motivo é que eu não suporto a sua dor.
Eu pensava que era forte,
Capaz de carregar o mundo nas costas,
Agora vejo o quanto sou fraca,
Acabando-me em lágrimas pela simples falta de um sorriso.
Se eu pudesse voltar no tempo, não faria tudo diferente,
Mas se eu pudesse parar o tempo eu fikaria uma eternidade só beijando teus lábios quentes,
Mesmo q essa eternidade fosse apenas dentro de mim.
Os dias passam e as horas se estendem,
E lá no fundo dos seus olhos foi aonde eu me encontrei.
Há um mar de lágrimas bem abaixo dos meus pés,
E o infinito pra mim já não existe mais.
Eu faço o impossível por você,
Eu trago a lua só pra te presentear,
E o único pedido que vai me ouvir dizer é
Não chore mais.

Jocimari Lopes do Nascimento
http://jociashanti.blogspot.com
joci.l.n@hotmail.com
Santiago,RS



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Lançamento da obra "Descaminhos", de Fátima Friedriczewski

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Stairway To Heaven (Led Zeppelin)

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segunda-feira, 21 de março de 2011

A escola é igual ao BBB?

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Escola é igual a BBB. Tem o líder -professor- que nos manda para o paredão -provas-, mas somos salvos pelo anjo -nerd. É o título de uma comunidade do Orkut, uma associação feita muito inteligente. Só dessa comunidade, são mais de 190 mil membros. Não é a opinião de todos, mas vemos o retrato do pensamento de grande parcela da população que sente na escola, uma chata obrigação diária.

Temos heróis no BBB, como reza a metáfora do Bial. Heróis que são projetados para a fama momentânea sem esforço algum. Já os heróis da vida aqui fora, recebem o título por conseguirem cursar as 11 séries da educação básica. Estamos a caminho dos 12 anos de luta heroica. Felizes e heróis, sim, são aqueles que tiveram a oportunidade de estudar e não precisaram abandonar os estudos para trabalhar ou porque engravidaram.

Corrigindo a equivocada hipérbole do Pedro Bial, heróis são os jovens integrantes do BBB escolar que trabalham à noite e estudam de dia, ou vice-versa. Heróis são as mães de primeira viagem que conseguem deixar seu primogênito com a vó por um turno e não desistem de estudar. Heróis são aqueles que foram pouquíssimo estimulados na infância e quando o número de professores e de matérias aumentou, não desistiram e enfrentaram com bravura as suas dificuldades de aprendizagem. Gladiadores são os jovens que lutam contra alguma doença e, mesmo assim, persistem frequentando os bancos escolares. Heróis são os jovens que repetem o ano e assim como a fênix, renascem das cinzas e são aprovados no ano seguinte.

Trabalhar e não conseguir conciliar com os estudos, a gravidez, a falta de interesse do aluno ou enfrentar um problema familiar são as três maiores razões que levam o estudante mineiro a abandonar a escola. A pesquisa “Determinantes do abandono do Ensino Médio pelos jovens do estado de Minas Gerais”, promovida pelo Instituto Unibanco e que vem como encarte da edição de março da Revista Nova Escola, faz um levantamento dos motivos da evasão escolar e propõe mudanças.

A pesquisa diz respeito ao estado mineiro, mas pode ser estendida a todo o país. Apesar das peculiaridades de cada estado, da renda per capita ser diferente nas diversas regiões brasileiras, o ensino público e privado também, podemos utilizá-la como referencial.

Vamos dissecar os dados atinentes às razões do abandono dos estudos. 56,6% apontou a impossibilidade de conciliar a escola com o trabalho; 11,6% disse que não tinha interesse em estudar; a gravidez foi apontada como motivo por 6,5% dos jovens; e 3,3% enfrentaram problemas familiares que impossibilitaram a frequência na escola.

Dentre os problemas, ressalto os dois mais significativos. O drama da relação trabalho X estudo, que é uma realidade em nosso país, e a falta de interesse dos jovens. Temos milhões de miseráveis, sem esperança alguma de mudança. Milhões vivendo na pobreza absoluta. Muita gente precisando fazer bico até altas horas para conseguir alimentar-se. Desse modo, onde fabricar tempo para estudar?

Já quando falamos na falta de interesse do aluno, podemos perguntarmo-nos: o que o docente e a instituição estão fazendo para que o aluno perceba a importância de estudar? Com o cinto mais que apertado em casa, a escola torna-se um rito de passagem que não demonstra boas perspectivas.

Vou acabar o ensino médio e depois, o que vem? O que todos esses anos de estudo valerão para mim? A Escola, no sentido amplo da palavra, necessita disponibilizar mais cursos técnicos que insiram o jovem no mercado de trabalho. O ENEM firmou-se como grande ferramenta de ingresso nas instituições de ensino superior. Mas tem muito jovem sem saber disso. O professor não está fazendo o seu papel bem, de orientar. Nem a família, porque deveria preocupar-se prioritariamente com o futuro de seus descendentes. Nem o jovem, que negligencia o próprio futuro.

No Big Brother Brasil, os pseudo-heróis enfrentam o drama de não ganhar o milhão de reais que nunca tiveram. Já os heróis do BBB do Mundo Real, enfrentam o drama de perderem uma passagem para um futuro melhor. A seleção dos candidatos do BBB do Mundo Real é gratuita, basta matricular-se no ensino regular ou na Educação de Jovens e Adultos. Mas ganhar o prêmio final é muito mais difícil, por vezes impossível, para uma enorme parcela da população.


Giovani Roehrs Gelati
http://giovanigelati.blogspot.com
grgletras@gmail.com
Uruguaiana, RS





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Violência sem voz

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São muitas as caras da violência que nos cerca e, normalmente, nem percebemos que o perigo convive conosco, usando os mais diferentes disfarces. É normal protegermo-nos dos bandidos com grades e armas. Somos cautelosos com estranhos e em lugares desconhecidos, mas não raro, convivemos com o inimigo, trazemos para perto de nós, ou mesmo para dentro de nossas casas, aquele que nos roubará a dignidade, o amor próprio, a liberdade, a felicidade.

Deparamo-nos com verdadeiros brutamontes disfarçados de homens, que agridem, humilham e estupram filhos e filhas, mulheres, vizinhas, parentes ou desconhecidos. Se não bastasse, apropriam-se da chantagem verbal, tornando suas vítimas silenciosas, submissas e cúmplices. Conseguem transferir a culpa à própria vítima. O medo a domina e a engessa, tornando-a ainda mais vulnerável ao seu algoz. Mães que escolhem para seus maridos a escória masculina e sujeitam-se, bem como aos filhos, ao convívio “pacífico”. Anos a fio sem voz nem vez.

Ao vermos as estatísticas, percebemos que é ainda pior do que imaginávamos. Morrem no Brasil, em média, dez mulheres por dia, “vítimas de agressão intencional de terceiros”. Isto é catastrófico. Normalmente deixam filhos e esses filhos estarão à mercê da boa vontade de parentes para criá-los e têm grandes possibilidades de se tornarem agressores num futuro nem tão distante. Para 57% dessas pessoas, as agressões acontecem diariamente. 70% dos agressores são maridos, companheiros ou ex-companheiros. Quanto amor!! Diariamente. Saber que em algum momento do dia você irá apanhar e não ter forças para quebrar o ciclo, acreditar que você “apanha porque merece, porque não presta” é algo terrível na autoestima de uma pessoa. Crianças sem infância.

Ao vermos a evolução da mulher no Brasil e no mundo, ficamos felizes. As conquistas são enormes nos dois últimos séculos, porém, tem um longo caminho a ser percorrido. Precisamos discutir a violência doméstica em casa, na sala de aula, no barzinho e em qualquer lugar. A família e a escola têm uma grande responsabilidade na alteração positiva das estatísticas existentes hoje.

Encontramos muitas injustiças mascaradas, maquiadas com o toque feminino de muitas mulheres que, normalmente de forma inconsciente, são mais machistas do que os homens. Para defender certos conceitos, costumes, cultura e valores conservadores, obsoletos e fora de moda, criam um discurso tão repugnante quanto algumas atitudes de muitos homens, normalmente escondidos atrás de uma certidão de casamento, de um parentesco ou da força física.

É extremamente urgente dar voz às vítimas. É um processo lento e gradual. Homens e mulheres vivendo pacificamente, lutando no mesmo lado, sabendo respeitar as diferenças e buscando um mundo mais justo e menos desigual, melhor de se viver.

Rosane Roehrs Gelati
rosane.r.gelati@gmail.com
Uruguaiana, RS



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Viagem

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Ao sabor do tempo
como uma nuvem flutuo
pelos caminhos
que a vida me destinou!

Muitas vezes em pensamento
reinicio a jornada,
que a memória, prodigiosa feiticeira,
não permite que caia no esquecimento.
Abrindo as páginas do livro de minha história,
vejo-me a escalar os degraus do tempo,
que me trouxeram, desde a infância,
feliz e despreocupada,
até o ponto onde hoje me encontro.

Muitas quedas sofri,
Limpei a poeira e me reergui!

Pelo caminho, quantas flores colhi,
quantas vezes com espinhos me feri!

Enfrentei tempestades de incompreensão,
mágoa, sofrimento e rancor.
Debati-me em marés de tristeza,
desencanto e dor.
Não desanimei!

Vaguei pelo mundo dos sonhos,
muitos deles realizei,
outros ficaram perdidos
nos labirintos por onde passei!

Empurrada pela esperança
de, a felicidade, um dia, encontrar,
até onde estou, cheguei!

Mesmo tropeçando aqui ou ali,
continuarei minha viagem
com muita coragem
até onde a vida me levar.
Só assim saberei que venci!

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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O passado...

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O passado não reconhece o seu lugar: está sempre presente.

Mário Quintana

quinta-feira, 17 de março de 2011

Dê preferência à vida

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A todo o momento presenciamos novas catástrofes resultantes de tempestades, terremotos e maremotos. Junto com bens materiais vão-se vidas e muitos sonhos interrompidos. Mesmo com tantos desastres acontecendo no mundo, acredito que o desrespeito à vida ainda é a maior ameaça para a humanidade.

Como grande exemplo de egoísmo e intolerância está a guerra diária das ruas. O trânsito deveria ser um espaço de convivência seguro e eficaz, porém as estatísticas nos mostram que milhares de pessoas são vítimas fatais e outras tantas sofrem em vida com sequelas do desafio urbano de locomoção em segurança. Sofremos em doses homeopáticas, enquanto morrem centenas em decorrência de um desastre ecológico são 213 pessoas mortas no Brasil no último feriado de carnaval, resultantes dos quatro mil acidentes registrados segundo a revista Exame, de 10 de março deste ano. Vale ressaltar que são contabilizadas apenas as mortes instantâneas, deixando fora das estatísticas aqueles que falecem em decorrência dos acidentes. Não percebemos que pequenos descuidos e decisões erradas podem causar tanto sofrimento.

Pode ser uma curva em alta velocidade, uma ultrapassagem arriscada, um descuido, sono, uma discussão pela preferência na passagem. Motivos fúteis? Pode ser, mas provocam catástrofes, tempestades das piores.

A intolerância e o desrespeito ao próximo chegou ao ponto de um motorista gaúcho jogar para cima, literalmente, ciclistas que realizavam um protesto em Porto Alegre em fevereiro deste ano. Pressa? Medo de represálias? Não importa. Por milagre, nenhuma vítima fatal. Infelizmente, muitos feridos.

Sem precisar sair de Uruguaiana, na Fronteira Oeste do Rio Grande do Sul, deparei-me com um lamentável acontecimento. Estava fazendo treinamento no micro-ônibus da autoescola, parei num cruzamento e o motorista que conduzia um carro identificado com adesivos de uma empresa local, começou a buzinar intermitentemente. Quando concluí a conversão devidamente sinalizada, observei pelo retrovisor o gesto obsceno do condutor.

O que eu deveria fazer? Avançar sobre os outros veículos com preferência de passagem? Começar uma briga com o condutor mal educado? Apenas reclamei para a empresa proprietária do veículo, porém o responsável pela mesma possivelmente fosse o motorista impaciente.

O ser humano tem a capacidade ser tão violento e fatal quanto um tsunami, pois possui emoções descontroladas que podem ser uma ameaça de posse de uma arma de fogo, ou diante do volante de um veículo.

Se um curso de formação de condutores não é suficiente para mudar a forma de agir e pensar de uma pessoa, são necessárias novas ações que busquem a sensibilização dos pequenos, crianças que ainda estão construindo sua personalidade e hábitos. Deixo neste espaço a minha indignação e revolta aos assassinos e intolerantes do asfalto.

Bruna Martini Madril
bru_martini912@hotmail.com
http://brumadril.blogspot.com
Uruguaiana, RS



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Poeta

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Poeta, um rabiscador de sentimentos,
que abre as janelas da alma
e dá liberdade aos sonhos
para que possam voar livremente.

Assemelha-se, muitas vezes, aos loucos,
perdendo-se nos labirintos da fantasia,
criando um mundo ilusório
de lirismo, sonhos e quimeras.

Ah... ser poeta.... quem me dera!
De minha vida contaria a história,
fantasiando a realidade
sem mágoas, ressentimentos e dores,
com alegrias e sonhos realizados.


Dos sonhos desfeitos, esqueceria
e, como um pássaro, arribaria
para longínquas paragens,
levando em minha plumagem
a cor da esperança e da felicidade.

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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Olhai os Lírios do Campo (Erico Veríssimo)

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Eugênio Pontes, moço de origem humilde, a custo se forma médico e, graças a um casamento por interesse, ingressa na elite da sociedade. nesse percurso, porém, é obrigado a virar as costas para a família, deixar de lado antigos ideais humanitários e abandonar a mulher que realmente ama.


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terça-feira, 15 de março de 2011

Você tem sede de que?

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Museu das Comunicações da URI Santiago promove 'Mostra Direito a Memória e a Verdade'

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O Museu das Comunicações da URI/Santiago promove, de 15 a 18 de março, a Mostra Direito a Memória e a Verdade. A exposição conta com painéis da Secretaria de Direitos Humanos sobre a história da ditadura militar no Brasil. Durante esta semana, nos turnos da manhã e tarde, haverão visitações de escolas. No turno da noite, ocorrerão palestras e debates sobre a ditadura militar e seus reflexos em nossa sociedade atual para acadêmicos e comunidade em geral. Para maiores informações e agendamento de visitas, contate com o Prof. Ms. Cléo Bonotto e com a acadêmica Angela Ribeiro pelo telefone 9627-7771.

A autoajuda nossa de cada dia

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Estive, há alguns dias, no lançamento do livro de crônicas “Umas e outras” do psiquiatra Rônei Rocha, daqui da minha cidade. Houve grande quantidade de pessoas prestigiando o evento, esperando na fila uma dedicatória do médico-escritor. Assim como ele, outro médico gaúcho teve o seu trabalho reconhecido: Moacyr Scliar. Infelizmente, este último faleceu em 26 de fevereiro passado. Como conseguiram tamanha projeção?

O psiquiatra que conheço começou a escrever num jornal local há menos de um ano. Ascendeu vertiginosamente. A chave do sucesso? A importância que damos aos assuntos que abordam o nosso interior, o íntimo. Daqueles assuntos que temos medo de falar e que alguém vai lá e escreve, livrando-nos do peso da culpa de não termos nos expressado.

Essa relevância da busca de um eu mais clean, livre e feliz reflete-se na busca pelos livros de autoajuda. Eles costumam ser os recordistas de vendas em feiras de livro. Têm lugar cativo em livrarias. Sites como Americanas, Submarino e da editora Saraiva e tantos outros deixam bem visível o título “autoajuda” para que os internautas encontrem sem dificuldade os seus tão desejosos gurus impressos.

Disse um amigo meu, já no final da festividade, um tanto emocionado e alcoolizado: “Aqui tá cheio, mas se viessem todos os clientes dele, isso aqui estaria entupido de gente. Só tem louco nessa cidade”. Preconceitos à parte, desconsideremos o termo “louco”. Problemas de ordem emocional, psíquica e que não conseguimos resolver sozinhos ocorrem aos montes. Vez ou outra cai bem consultar, pedir uma ajudinha de terceiros. Como o próprio Rônei disse em uma de suas crônicas, nos manicômios estão apenas alguns loucos, o grosso da tropa permanece nas ruas.

Muitos livros de autoajuda estampam fórmulas mágicas para resolvermos os nossos “poréns”. Alguns se valem da psicologia para falar o óbvio, e esse óbvio é o que geralmente necessitamos ouvir - ou ler. Através de metáforas simples, criando enredos fantásticos, por vezes, ou sendo diretos, os autores atingem-nos e fazem pensar, refletir. Essa pausa que fazemos para ler, aliado a palavras de conforto ou motivação, elevam a autoestima e despertam as vontades que hibernavam lá no fundo, no âmago de cada um.

Anos atrás, li os primeiros capítulos do livro “Seja feliz sem querer controlar tudo”, do Joe Caruso. O livro falava o que estava na cara: mesmo que tentemos controlar tudo a nossa volta, não conseguimos e nem conseguiremos. Se achamos que dominamos a situação, estamos redondamente enganados. Podemos controlar a nossa reação diante dos fatos, mas pouco podemos interferir nos fatos. Não adianta ficar remoendo capítulos desgostosos da nossa vida, nem reclamar de um fato já ocorrido.

Nada do que li era espetacularmente novo, mas era apresentado sob uma ótica diferente da que eu estava acostumado a observar. Que não adianta “chorar o leite derramado” eu já escuto desde criança. Mas inserir, efetivamente, este ditado e tantos outros na prática, na vida, são outros 500.

Da mesma forma que eu necessitava aquela vez ler o óbvio e descobrir algo novo no velho, tantas outras pessoas precisam ler “Quem mexeu no meu queijo”, “O monge e o executivo” e “Os segredos da mente milionária” para descobrir o elixir satisfação eterna. Quando o assunto fica mais grave, a opção é recorrer a psicólogos e psiquiatras. Só com a ajuda de pessoal especializado conseguiremos “descascar alguns abacaxis maiores”.

Com temática semelhante à do cronista uruguaianense, Moacyr Scliar escrevia para o Grupo RBS, afiliado à Globo, e tinha, dentre os seus espaços na mídia, uma coluna semanal no Jornal Zero Hora. Fizera medicina na UFRGS em 1962 -Universidade Federal do Rio Grande do Sul- e faleceu com 73 anos. Sempre abordava algum fato do cotidiano, tendo a medicina como fator de relação entre os assuntos.

Procuramos sempre palavras que nos confortem. Por vezes, um caderninho com frases para iniciar o dia lendo, refletindo e se motivando. Em outras, um livro devorado em horas, servindo como bálsamo. Mas nada melhor do que trocar meia dúzia de palavras com um amigo. E se nada disso resolver, resta procurar um especialista no assunto, que terá mais meios para orientar o caminho a ser percorrido.

Os livros são muito importantes na nossa formação permanente. Mas são apenas uma representação gráfica daquilo que pode ser dito com mais recursos -timbre de voz, emoção, gesticulação e entonação. Porque não crescemos sozinhos. Precisamos do outro para conversar, refletir, pensar, se emocionar, amar e ser amado.


Giovani Roehrs Gelati
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One Last Goodbye (Anathema)

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segunda-feira, 14 de março de 2011

Elogiar no...

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Elogiar no momento errado é o mesmo que criticar.

Carpinejar

Parabéns, Pasini!

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Quem está de aniversário nesta segunda-feira, é o escritor Carlos Giovani Delevati Pasini, atual presidente da Casa do Poeta de Santiago.

Ele é casado com a Karla e é pai do Eduardo e da Amanda Pasini. Ocupa o posto de capitão no Exército Brasileiro e é professor de Literatura e Redação no Colégio Militar de Santa Maria. Pasini é formado em Letras, mestre em Educação e em Ciências Militar e possui sete livros lançados, sendo A Espiral e o Caracol, A Arte Educativa, Sob o Sol, A Segunda Revelação, Corrida de Orientação (2007), Monólogo com Deus e Corrida de Orientação (2003).

Foi o idealizador da Casa do Poeta de Santiago-Casa Caio Fernando Abreu, que tem o propósito de unir escritores jovens, veteranos e leitores, valorizando a produção literária de Santiago-RS e incentivando o surgimento de novos talentos.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Tá com pressa? Sai mais cedo

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Um motorista para atrás de uma manifestação de ciclistas, acelera com o seu carro, atropela muitas pessoas e foge do local. Depois, diz à televisão que estava sendo ameaçado pelos ciclistas e que se sentia acuado, não tendo outra alternativa que não avançar contra a multidão. Justificando a sua fuga, argumentou que se ficasse no local, seria linchado. O fato ocorreu em Porto Alegre, no dia 25 de fevereiro, o carro era um Golf e o motorista que tentou assassinar os ciclistas chama-se Ricado José Neis.

A sua arrogância em tentar inverter as culpas e fazer dos ciclistas os vilões da história faz pensar que as pessoas, ainda, acreditam que desculpas de pré-escolares podem ser aceitas sem revolta. Não tem como engolir. A mentira é descabida e os vídeos gravados em celulares ilustram todo o desespero em que o Sr. Neis transformou aquele protesto.

Não é de hoje que é perigoso trafegar em vias próximas a Ricardo Neis. Ele já havia cometido outras infrações graves de trânsito. De acordo com o Jornal da Band de 1º de março, o Sr. Neis já fora flagrado andando na contramão e dirigindo com excesso de velocidade.

A Disney antecipou a história do Sr. Neis, chamando-o de Sr. Willer. No enredo, o motorista era um pacato cidadão chamado Sr. Walker que se transformava no temível motorista-assassino, Sr. Willer.

Desculpas desprovidas de qualquer coerência como a do Sr. Neis são encontradas de forma barata em nossa sociedade. Deputados e senadores argumentando que não recebem reajuste há anos e transformarem seus vencimentos em gordos 26 mil é tão surreal quanto as desculpas do motorista gaúcho.

A impunidade que esperamos não bater à porta de Ricardo Neis assombra-nos, atemoriza, pois é comum num país empanturrado de leis que não são cumpridas. Não vamos muito longe. No último novembro, no mesmo bairro de Porto Alegre, o Cidade-Baixa, uma juíza aposentada “furou” uma blitz e acidentou-se com outros sete veículos. E a pergunta que não quer calar: Vossa Excelência foi presa? De modo algum. Deu uma passeada na delegacia de polícia, recebeu sua CNH de volta sob a condição de comportar-se (lindo conselho!) e foi embora dormir, sossegada. Deveria ter sido presa, mas se negou a fazer o teste do bafômetro, e, mesmo andando cambaleante, o laudo médico da perícia conseguiu ser inconclusivo.

Não nos assustemos com o Sr. Neis. Muitos outros motoristas perigosos estão à solta nas ruas. Alguns já foram presos, outros multados, outros subornaram e alguns ainda não foram flagrados. Não é de hoje que ouvimos histórias de amigos que relatam que tiveram uma discussão “feia” no trânsito, ou que sabe de uma briga por vaga em estacionamento, ultrapassagem perigosa ou um bate-boca no semáforo.

Estamos inseridos numa cultura consumista, reprodutora dos prazeres e desejos norte-americanos. Lá no Hemisfério Norte, a palavra de ordem é comprar. Os carros necessitam ser grandes e potentes. Precisam ter um forte ronco do motor. Moto não é moto se for de baixa cilindrada. Velozes e Furiosos (The Fast and the Furious) é sucesso lá e aqui. E é feio o motorista que dirige usando o cinto. Ou o motorista que não rebaixa o carro, não põe uma roda esportiva e que anda devagar.

Ao Sr. Ricado Neis, que parecia tão apressado no boliche humano e insensível por não parar, mesmo depois do atropelamento em massa, relembro uma frase de parachoque de caminhão que gosto muito: tá com pressa? Sai mais cedo!


Giovani Roehrs Gelati
http://giovanigelati.blogspot.com
grgletras@gmail.com
Uruguaiana, RS





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Bons tempos

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Ah... quanta saudade
daqueles bons tempos,
que se perderam pelos caminhos
por onde a vida passou!
Hoje, pelas frestas do pensamento,
escapam lentamente,
trazendo recordações.

Quisera ver outra vez o vento forte,
balançando os galhos
da mangueira que se debruçava,
curiosa, sobre a janela
de meu quarto de criança,
levando-me a tremer de medo,
imaginando assombração!

Quisera ouvir, novamente,
o barulho da chuva grossa,
batendo forte na vidraça
numa monotonia sem fim,
enquanto eu, admirada, assistia
os pingos encherem as poças
que se formavam no jardim!

Quisera poder, ainda,
espreitar pela janela
de meu quartinho apertado,
a lua, radiante e bela,
no céu cheinho de estrelas,
parecendo um lençol bordado.

Quisera andar pelos campos
ainda úmidos de orvalho,
com os pés livres,descalços
como tantas vezes andei,
sem temor pela violência
que hoje ronda nossos passos,
sem m'importar com os espinhos
que na pele espetei.

Quisera voltar no tempo,
quisera não ter crescido,
ser criança eternamente,
pra não ver as nuvens negras,
da ganância e da discórdia
que, no coração dos homens,
crescem vertiginosamente!

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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Edital de convocação para eleições Diretoria Administrativa - 2011/12

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CASA DO POETA DE SANTIAGO
Casa Caio Fernando Abreu

CONTATOS:
Casa do Poeta Brasileiro de Santiago
Rua Silveira Martins, 1432, Centro
CEP: 97700-000, Santiago, RS
Telefone: (55) 8406-7896
Blog: casadopetadesantiago.blogspot.com
E-mail: casadopoetadesantiago@ig.com.br

EDITAL DE CONVOCAÇÃO PARA ELEIÇÕES
DIRETORIA ADMINISTRATIVA – 2011/12


A CASA DO POETA DE SANTIAGO, pelo presente Edital, convoca todos os associados, regularmente matriculados, a participarem da ELEIÇÃO para a Diretoria Administrativa da entidade sem fins lucrativos, nos termos do Estatuto da Casa, com o seguinte cronograma:

Art. 1º - INSCRIÇÃO DE CHAPAS (Presidente e Vice) – até 7 de abril de 2011, na sede da Casa do Poeta de Santiago, na rua Silveira Martins, 1432, das 14 às 17 horas.

Art. 2º - VOTAÇÃO – 07 de maio de 2011 (sábado).
- 1ª chamada: 19h00min (todos os associados).
- 2ª chamada: 19h30min (associados presentes).

Art. 3º POSSE DA CHAPA ELEITA – 19 de maio de 2011 (Quinta-feira), durante a II Semana Literária de Santiago.

Art. 4º A pré-inscrição das chapas para a ELEIÇÃO da Diretoria Administrativa deverá ser endereçada à Comissão Eleitoral, por meio dos e-mails: gpasini@ig.com.br ou casadopoetadesantiago@ig.com.br.

Art. 5º A entrega dos documentos necessários à inscrição (Ficha de inscrição de chapa preenchida, com o nome completo dos candidatos a Presidente e Vice, cópia do RG e do comprovante de mensalidade em dia) deverá ser feita na sede da Casa do Poeta de Santiago, até o dia 7 de abril, até as 17h00min. Não serão aceitas as inscrições realizadas fora do prazo determinado no Art 1º, ou de associados que possuam irregularidades financeiras junto à Casa.

Art. 6º Para compor a Diretoria da entidade, será considerada eleita a chapa que obtiver a maioria simples dos votos atribuídos às chapas, na 1ª ou 2ª chamadas. Casos omissos serão resolvidos pela Comissão Eleitoral.

Santiago, RS, 07 de março de 2011.

Comissão Eleitoral da Casa do Poeta

Carlos Giovani Delevati Pasini - Presidente da Comissão (gpasini@ig.com.br)
Maristane do Couto Pedroso - Membro
Vanderlei Silveira Machado - Membro

O Morro Dos Ventos Uivantes (Emily Brontë)

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Toda a história, com poucas exceções, é contada pela testemunha ocular de todos os acontecimentos, uma governanta chamada Ellen Dean, ao locatário da propriedade Thrushcross Grange, também traduzida como Granja da Cruz dos Tordos, em Gimmerton, Yorkshire, Inglaterra, enquanto este se encontrava adoentado.

No início da trama, o patriarca da família Earnshaw resolve fazer uma viagem e traz consigo um pequeno órfão, que todos acham ser um cigano, porém sua procedência não é revelada em hora alguma da narrativa, ao qual denominam Heathcliff. Toda a afeição que o pai logo demonstra pelo menino enciuma seu filho legítimo, Hindley, que acha que está perdendo a afeição do pai para o menino. Sua irmã, Catherine ou Catarina, se afeiçoa por Heathcliff.

Quando o Sr. e a Sra. Earnshaw morrem, Hindley sujeita Heathcliff a várias humilhações. Este passa a ficar bruto e melancólico. Apesar do amor entre ele e Catarina, ela decide casar com Edgar Linton, por esse ter melhores condições de sustentá-la que Heathcliff.

Heathcliff sai do Morro dos Ventos Uivantes e, quando volta, está rico, chamando a atenção de Catarina e despertando ciúmes em seu marido. Catarina tem uma filha de Edgar e morre logo em seguida. Heathcliff resolve se vingar de Edgar e de Hindley.

Primeiro se casa com Isabel, no idioma original referida como Isabella, irmã de Edgar. Logo após, Isabel se lamenta de ter casado com Heathcliff, abandona-o e tem um filho chamado Linton, enquanto está longe de seu marido. Hindley cai no vício do jogo e da bebida e perde todos os seus bens para ele. Hareton, filho de Hindley, consequentemente, fica sem herança - mas apesar disso, considera Heathcliff uma pessoa de alta moral, não permitindo que se fale mal de sua pessoa. Antes da morte de Edgar, Heathcliff casa Linton e Cathy (filha de Catarina e Edgar). Cathy descobre-se sem bens, quando seu marido Linton morre e Heathcliff apresenta um testamento onde seu filho lhe passava tudo quanto possuía. Pensando já ter se vingado, percebe nos últimos descendentes das casas da Granja da Cruz dos Tordos e do Morro dos Ventos Uivantes o olhar de seus antepassados e a paixão entre os dois, morrendo só em sua loucura e solidão. Como último desejo é enterrado junto com Catarina, seu grande amor. Deste dia em diante muitos juram ver sempre um casal vagando pelas charnecas do Morro.


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terça-feira, 8 de março de 2011

Todo amor que houver nessa vida (Cássia Eller)

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segunda-feira, 7 de março de 2011

Quem tem...

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Quem tem um amigo, mesmo que um só, não importa onde se encontre, jamais sofrerá de solidão; poderá morrer de saudades, mas não estará só.

Amir Klink

quarta-feira, 2 de março de 2011

Parabéns, Alessandro Reiffer

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O jovem escritor Alessandro Reiffer, Diretor Cultural da Casa do Poeta de Santiago, está de aniversário nesta quarta-feira, 02 de março. Reiffer é formado nos cursos de Administração e Letras pela URI-Santiago, e já lançou dois livros: Contos do Crepúsculo e do Absurdo e Poemas do Fim e do Princípio. Além disso, há anos edita um zine bimestral divulgando poesias e contos. Seu trabalho é conhecido em todo o Brasil, graças a publicações em zines, jornais, antologias e pela internet por meio de seu blog http://artedofim.blogspot.com. Ao escritor Alessandro Reiffer, o reconhecimento da Casa do Poeta de Santiago e parabéns por seu aniversário, que se constitui também numa data importante para a Literatura.

Sementes de sonhos

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Viajando na fantasia,
Vou plantando pelo caminho
Sementinhas de sonhos
Que logo germinam
Transformam-se em versos
Que, como rosas
De um jardim perfumado,
Colho com alegria!

Guardo tudo com cuidado
Num cantinho
Resguardado
Da memória da alma
Para, quem sabe, um dia
Reunir os pedacinhos
E, com amor, ternura
E carinho
Transformar em poesia!

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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Castelinho (Adaljiza Cuan)

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terça-feira, 1 de março de 2011

Brick By Boring Brick (Paramore)

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