sábado, 30 de julho de 2011

Novo planeta

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Novo planeta no céu. No Catálogo Planetário da Poesia Santiaguense seu registro é este: K1.000a

Oracy Dornelles
Santiago, RS



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sexta-feira, 29 de julho de 2011

Palavras e Ondas (30 de julho)

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Os jovens membros do Interact estarão no Palavras e Ondas deste sábado.
Para conhecer mais sobre o Interact, acesse: http://interactdospoetas.blogspot.com

Sintonize 87,9, rádio Central FM, a partir das 14h.
Você poderá ouvir o programa pela internet, clicando AQUI.

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Dia do Agricultor

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33º Cafezinho Poético

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DATA: 30 de julho de 2011, sábado.

HORÁRIO: 17h.

LOCAL: sede da Casa do Poeta de Santiago, rua Silveira Martins, 1432, Santiago, RS (próximo ao Mercado Camelo).

terça-feira, 26 de julho de 2011

Folha do Livro 09: Programa de leitura Adote um Escritor divulga lista de autores escolhidos

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Clique na imagem para ampliar.

Balada para Amy Winehouse

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(ao som de Vapor barato*, na voz de Gal Costa)

Amy, Amy,
Por favor, não me chames
Com tua voz
De tsunami.

Amy, Amy
Nos meus olhos
Tua beleza há de ficar
— doce e desesperada —
Como o corcunda
De Notre Dame.

Amy, Amy
Metade da tua dor
Implorava desmame,
A outra pedia,
Please, me ame.

Amy, Amy
No fundo no fundo
Do rock’n soul
Do drugs & alcohol
Teu corpo decadente
E deselegante
Gritava:
O mundo que se dane.

No palco da vida
Luciferava:
Sou mais eu, sou mais Amy.
E quem não gostar
Que cante outra.

* Composição de Jards Macalé e Waly Salomão.

Breno Serafini
http://www.brenoserafini.com.br
Porto Alegre/RS



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Dia das Avós

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Comemora-se o Dia da Vovó e do Vovô em 26 de julho porque esse é o dia de Santa Ana, mãe de Maria e avó de Jesus Cristo.

Conta a história que Ana e o marido, Joaquim, não tinham filhos, mas sempre rezavam pedindo que o Senhor lhes enviasse uma criança. Ela teve uma menina quando já tinha idade avançada e a batizou de Maria. Santa Ana morreu quando a menina tinha apenas 3 anos. Ela é a padroeira das mulheres grávidas e dizem que concede gravidez às mulheres estéreis.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Concurso de contos CFAbreu

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A UFRGS e a AGE (Associação Gaúcha de Escritores), através do Instituto de Letras da Universidade, estão com inscrições abertas para o Concurso de Contos Caio Fernando Abreu 2011. Os interessados em concorrer devem enviar de dois a quatro textos para a Secretaria Geral do Instituto de Letras até o dia 31 de agosto.

O concurso é destinado a alunos de graduação e pós-graduação da UFRGS, regularmente matriculados, e a docentes e técnico-administrativos. Os textos enviados, exclusivamente na modalidade conto, devem respeitar o limite de extensão de 15 páginas. Ao final, serão premiados oito candidatos em ordem de classificação: os três primeiros têm assegurada a sua publicação em livro, e os demais receberão uma Menção Honrosa. O resultado será divulgado na Festa de Encerramento da AGE, durante a Feira do Livro de Porto Alegre.

A comissão julgadora e coordenadora da edição deste ano é formada por Márcia Ivana de Lima e Silva (presidente), Cinara Pavani, Marlon de Almeida e Marcelo Spalding, todos da UFRGS, e por Waldomiro Manfroi, Luiz Paulo Faccioli e Nóia Kern, da AGE. A iniciativa dá continuidade ao convênio celebrado em 2010 pelas duas instituições, no qual ficou estabelecida a realização de três concursos literários, durante três anos consecutivos. No ano passado, no Concurso Literário Erico Veríssimo, a categoria escolhida foi romance.

O QUE: Concurso de Contos Caio Fernando Abreu
INSCRIÇÕES: até 31 de agosto, na Secretaria Geral do Instituto de Letras (Av. Bento Gonçalves, 9500 – Campus Vale)
INFORMAÇÕES: www.ages.org.br/regimentoAGESUFRGS2011.pdf

Egocentrismos e microfones

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Estive num seminário pedagógico há certo tempo. Uma jornada de cinco noites de palestras, introduzidas por apresentações artísticas. Muito bom, seja no conteúdo, seja no quórum. Creio que tenha ultrapassado 200 participantes. Uma vitória em face aos baixos índices de presenças nos seminários e debates educacionais que toda a hora surgem, acabam e pouca gente prestigia.

Uma das noites proveu-me de material para esta crônica: a propaganda velada e inoportuna, incômoda. A palestrante foi à frente, explicou seu primeiro slide e começou... a minha escola é isso, é aquilo, trabalha assim e por aí foi. Até consultei o cronograma para ver se previa a apresentação das atividades realizadas pela escola. Obviamente, não. A palestrante complementou, chamou toda a coordenação, os funcionários e professores.

Pensei que veria o pedido de palmas a eles. E, realmente, ele veio. A minha mente podia ter sido salva sem isso. Não é a primeira vez que um palestrante ou o “dono” do microfone tangencia o assunto pelo qual lá está.

Numa formatura de conclusão de curso policial, algumas semanas antes, o comandante dos formandos apossou-se do dito cujo microfone e começou a ladainha: obrigado tal empresa, a outra loja, a determinado empresário, deputado Fulano de Tal, obrigado!, meu chefe, à esposa.

Temos que “vender o nosso peixe”, mostrar-nos competentes. O jornal precisa seduzir o leitor, as notícias têm que prender a atenção. As crônicas necessitam emocionar, fazer refletir, concordar ou discordar, porque o pão diário não cai do céu. Mas, para tudo, tem hora. Num seminário, os presentes buscam algo que os acrescente, que refute ou ratifique seus pensamentos. O contrário a isso, decepciona.

O vendedor não pode ser chato. Chato não convence cliente. E dá efeito inverso, exatamente por este motivo a compra acaba não ocorrendo. Gera repulsa pelo vendedor e pelo produto.

Para algumas situações, cai bem um tanto de feeling ao palestrante ou vendedor. Menos agocentrismo e mais foco no que é importante e nos motivos que o levou a ser o centro das atenções nunca é fora de moda.

Giovani Roehrs Gelati
http://giovanigelati.blogspot.com
grgletras@gmail.com
Uruguaiana, RS





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Solidão

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Solidão é noite escura
Sem estrelas, sem luar.

Solidão é dor na alma
Que nada consegue acalmar.

Solidão é um dia sem sol,
Por nuvens negras sombreado.

É um rio de águas turvas,
Sem correntezas...estagnado.

Solidão é árvore estéril,
É jardim abandonado.

Solidão é ave que não gorjeia,
É o não desabrochar da flor,
E desalento, é amargura,
É não contar com amigos,
É viver sem amor!


Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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Cambona preta

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Vou carnear um porco gordo na fazenda
Com a velha xerenga bem chairada
Já tomei um gól de mate topetudo
Vou com tudo, começar a empreitada

A cambona d'água quente tá no fogo
E a cuia tá com erva bem cevada
O piazedo tá brincando em alvoroço
Num retoço atiçando a guaipecada

(Dá de mão nessa cambona, meu guri
Dá de mão nessa cambona e trás aqui
Dá de mão nessa cambona, meu guri
Já te disse e não volto a repetir)

Este porco é um munaio de tamanho
De torresmo vai encher um gamelão
Dá salame, dá morcilha e carnaredo
E o couredo vai dar gosto no feijão

Na cozinha, nós não temos frigider
Frito a carne e boto na lata de banha
No descanso, pego a cuia e a cambona
De carona trago uma guampa de canha

Clodinei Silveira Machado
silveiraselva@ibest.com.br
Santo Ângelo, RS



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Anjo-demônio

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O vento da noite fria me fez repensar a viagem, mas como não desisto fácil, resolvi ir mesmo assim.

Meu otimismo foi devorado pelo arrependimento tempo depois do acontecido, mas o fato foi tão rápido que gosto de lembrar e às vezes tenho a impressão de que tudo aquilo foi um sonho, porque as cores, as imagens, as falas, os acontecimentos e todo o resto só me faziam ter a sensação de que estava num mundo diferente daqui ou em outra dimensão talvez.

Mas admito que eu até pensei em voltar lá e procurá-la outra vez, queria saber se ela realmente foi real ou foi apenas um fantasma na noite escura que vagava entre os vivos e ria deles. Ela sorriu para mim, uma gargalhada profunda que retumba até hoje na minha memória e que me faz ter pesadelos e sentir arrepios.

O que aconteceu foi inesquecível, mas por alguns momentos daquela noite até cheguei a pensar que nunca sobreviveria para contar e que de repente ela me levaria para seu mundo de plástico. Todas essas analogias sobre aquela mulher não fazem jus ao quanto ela marcou minha vida e talvez até toda minha existência. Ela me absteve em transes inevitáveis e sagazes, eu simplesmente me rendi porque ninguém negaria nada a ela. Ela é poderosa e o seu perfume é o que mais me causa efeitos até hoje, mesmo tanto tempo depois, e nunca esquecerei sua face que combinava com aquele cheiro inebriante que só fazia-me sentir mais rendido e frágil.

Essa história não combina comigo, pois nunca tive muita sorte com as mulheres e muito menos sou expansivo. Se ela não tivesse me abordado daquela maneira eu nunca teria falado uma palavra para ela, nunca teria dado um sorriso e nem ao menos ousaria olhar para ela se ela estivesse me olhando no exato momento. Mas enfim, o que importa mesmo é aquele momento que me faz delirar em transes longos e terríveis, como se fosse uma travessia no purgatório, sim, sim, entre o céu e o inferno, num meio termo de uma interminável angustia e numa extraordinária obscuridade.

Mas nada, além disso. Não que as coisas naquela noite tenham sido pueris, mas sim agitadas e memoráveis.

Reconheço que quando estava com ela muitas vezes pensei em correr, mas ao mesmo tempo em que ela me despertava uma imensa vontade de fugir, também me causava uma vontade de me aproximar cada vez mais dela, e essa espécie de imã que o corpo dela me causava era resultado do perfume, aquele perfume indescritível que eu não consigo por no papel ou explicar com palavras audíveis, pois é completamente intraduzível, por isso estou nessa demora em contar a história completa, com todos os suspiros e principalmente todos os aromas.

Bem, eu estava indo para uma jornada praticamente interminável, viajaria sem rumo, pois estava de férias e há tempos que premeditava essa doida aventura em que eu exploraria o Brasil, que por sinal tem paisagens maravilhosas, sim, tão maravilhosas quanto Londres ou Paris.

Dirigi por muito tempo até que comecei a ficar cansado e sonolento, foi quando vi de relance um vulto que jurei não ser real, nunca imaginaria que numa estrada como aquela, esburacada, úmida e fria, naquela noite gelada, encontraria uma garota daquele jeito. Quase a atropelei, foi quando parei o carro e ela se dirigiu até mim muito antes de eu atinar em sair do carro para me desculpar. Ela abriu a porta e lembro que era loira, estava com o cabelo desgrenhado e usava uma blusa vermelho sangue e um short. Fiquei curioso pelo fato de ela não ter nenhuma bagagem e fiquei imaginando o que teria acontecido a ela, se teria sido violentada e por alguns instantes pensei que ela podia ser apenas uma miragem, um fantasma ou algo do gênero. Ainda penso nisso, embora no momento o que mais tenha me chamado a atenção fora seu cheiro, seu incrível aroma de flor exótica e ao mesmo tempo algo de animal e ingênuo, como o perfume de uma criança, mas eu não a via como uma criança e sim como uma mulher, uma encantadora e sedutora mulher, que possuía um charme que eu nunca havia visto antes. Foi arrebatador a forma como ela me abordou. Ela simplesmente entrou no carro bateu a porta, e com seus dedinhos delicados tirou uma mecha de cabelos dos olhos me olhou com um sorrido maldoso e disse com a maior naturalidade e sem o menor vestígio de vergonha:

-Me dá uma carona?

Eu, é claro, não pude dizer não, não que eu não tenha pensado em fazer isso, mas o problema é que ela era aquele tipo de pessoa a quem não se consegue negar nada. Digo pessoa e não especificamente mulher porque essas coisas acontecem tanto com mulheres atraentes quanto com crianças encantadoras, que nos arrancam qualquer presente sem que nos demos conta.

Na verdade eu não disse nada naquele momento, apenas engoli em seco e balancei a cabeça afirmativamente.

Sem o menor pudor ela colocou os pés sobre o porta-luvas e perguntou-me aonde eu estava indo, eu disse que não estava indo a lugar nenhum pois estava fazendo uma imitação barata de Jack Kerouac e me comportando como um vagabundo por aí.

Ela sorriu e eu me senti tremendamente atraído por ela.

Ela estava usando um batom vermelho que combinava com sua blusa. Sua pele era levemente morena por causa do sol.

Suas atitudes me fizeram concluir que ela não passava de uma puta, claro que eu já deveria ter percebido isso muito tempo antes, ainda quando ela era um vulto para meus olhos.

Não tive coragem de falar com ela e de repente nos pegamos num silencio mortal e apenas ouvíamos o barulho dos pneus no asfalto.

Isso se sucedeu por longos minutos até que ela quebrou o silencio com sua voz angelical:

-Imitando Kerouac sem nenhum amigo? Que viagem sem graça! Se eu fizesse isso chamaria todos meus amigos e nós nos enfiaríamos num carro velho e percorreríamos o Brasil, a Argentina, O Uruguai, o Chile e todos os lugares possíveis.

Eu estava sem ação, pois o perfume dela tinha entrado na minha alma e assim fiquei durante alguns segundos como se tivesse fumado maconha.

Até que murmurei um “hã” meio abobado e então percebi que na verdade tinha escutado tudo que ela tinha dito apenas não me dera conta a tempo.

-E você, o que faz na estrada?

É claro que eu já previa a resposta dela, mas ela apenas sorriu com um ar de mistério e eu sorri de volta, um risinho meio sem graça.

Na hora eu realmente não sabia que rumo nossa curta história teria. Então fiquei esperando somente para ver o que aconteceria.

O que me intrigou foi aquele perfume que saia dela como um bálsamo quente na madrugada fria. Eu simplesmente fiquei num transe total e calado e ela abaixou seus pés do porta-luvas, suspirou bem alto e disse bem baixinho:

-que frio né?

E ficou assim meio que esfregando as mãos pelos ombros para se aquecer.

De repente ela dormiu um sono leve e doce, e eu continuei dirigindo com aquele perfume no nariz. Na hora minha vontade foi de parar o carro e dormir, mas com certeza faria com que ela despertasse, além de ser perigoso e de certa forma insensato.

Concluí que foi o efeito do perfume que me fez ficar assim sonolento.

O tráfico estava fraco, então eu diminuí a velocidade e me permiti uma distração nem que fosse por alguns longos minutos. Só fiz isso para poder contemplar aquele rosto anjo-demônio dela, a moça que eu não sabia o nome, pois havia me esquecido de perguntar tamanho impacto aquele perfume dela me causou.

Fiquei a contemplá-la e aos poucos fiquei com vontade de beijá-la então coloquei a mão em seu rosto e cheguei bem perto para aspirar seu doce perfume. Ela acordou assustada e logo percebeu tudo que eu estava pensando. Eu fiquei envergonhado, mas logo lembrei: ela é apenas uma prostituta, já passou por momentos piores e com certeza não se importa com minha timidez idiota.

Passei as mãos em seus cabelos devagar e ela sorriu um riso de criança, então ela me pediu para parar o carro, e eu o fiz como uma criança obedecendo a sua mãe.

Parei de acostamento e dormi.

Quando acordei estava em seus braços e ela nos meus. Nós dois assim emaranhados na noite, cúmplices e abraçados como dois irmãos, mas um não sabia o nome do outro.

Ficamos assim por horas, até que começou a amanhecer.

Eu me senti triste por aquele momento ter acabado, mas sabia que teria que seguir em frente.

Peguei a mão dela e ela sussurrou no meu ouvido:

-Eu sei o que você pensa que eu sou: uma puta. Mas está enganado.

Eu fiquei meio que sem ação, como que embebedado por aquele perfume dela, mas mesmo assim não neguei nem afirmei nada a ela.

Apenas fiquei sério e em silêncio.

Ela me olhou com o canto dos olhos e colocou o cinto de segurança.

Eu tratei de fazer o mesmo, mas mais lentamente por causa de minha “embriaguez”.

Ela seguiu o resto do nosso caminho sem rumo com o rosto para frente e nenhuma vez sequer olhou para o meu lado.

De repente chegamos a uma pequena cidade da qual não pude saber o nome devido ás condições psíquicas que eu me encontrava no momento, então ela abriu a porta do carro, olhou bem fundo dos meus olhos e disse-me:

-Adeus.

Mas antes de bater a porta na minha cara ela me deu um beijo longo e doce, deixando assim seu perfume impregnado em mim.

Então ela se foi e eu gritei:

-Como é o seu nome?

Mas já era tarde demais, ela já havia sumido na névoa da aurora.

Camilla Cruz
http://spleen-e-charutos.blogspot.com
camillcruz@gmail.com
Santiago, RS



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Sobre o dia do escritor

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O solitário ato da escrita merece mesmo uma homenagem: como diz Vinícius de Moraes, “a poesia foi para mim uma mulher cruel em cujos braços me abandonei sem remissão, sem sequer pedir perdão a todas as mulheres que por ela abandonei”.

Quanto de solidão há no ato de escrever; por outro lado, quanto de tentativa de transcendência há no ato também, de busca do humano, do outro ser humano. Leitura é diálogo, de quem escreve e de quem lê, um não existe sem o outro.

A esse respeito, humildemente, rendo o atributo ao nosso escritor maior, só não maior ainda porque a língua que lhe coube (a portuguesa) - por determinantes sociohistoricoculturaisealhures - não é lá muito prestigiada.

O micropoema em questão estará em meu novo livro, Geração Pixel:

Lê-la, Diniz

Todo escritor
Quer ser um pouco
Machado de Assis.

Breno Serafini
http://www.brenoserafini.com.br
Porto Alegre/RS



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Dia nacional do Escritor

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Em 1960, por decreto governamental, o dia 25 de julho foi instituído como Dia Nacional do Escritor. Tal iniciativa se deveu ao sucesso do I Festival do Escritor Brasileiro, organizado naquele ano pela União Brasileira de Escritores- UBE, por iniciativa de seu presidente, à época, João Peregrino Júnior, e de seu vice-presidente, o célebre escritor baiano Jorge Amado.

A pergunta que se faz, ao nos debruçarmos sobre a importância dessa data, é: no que concerne aos escritores do Rio Grande do Norte, o que temos para comemorar?

Aqueles que têm dedicado o seu labor literário, buscando a palavra a mais exata e com teor estético que busca alcançar a perfeição, têm encontrado, nestas plagas, dificuldades das mais diversas para publicação e difusão de suas obras.

Ademais, a formação de um público leitor – onde as prioridades governamentais não nos permitem a identificação de rumos no tocante à opção pela cultura e pela educação do povo que guiam – torna-se mais e mais dificultosa, com estorvos de toda natureza. Basta lembrar a atual situação da Biblioteca Pública Câmara Cascudo, um equipamento importantíssimo que se encontra à míngua, deixando de colaborar com a formação e a informação de milhares de estudantes e leitores feitos e por fazer.

Óbvio que a falta de prioridade do poder público (a Prefeitura de Natal e a Funcarte têm sido, no meu entender, honrosas exceções) tem concorrido com outros obstáculos de naturezas distintas: a falta de visão dos pais que não incentivam os filhos a se debruçarem sobre os livros; a disputa desleal com a TV e a internet; dentre outras e outras razões.

Importante lembrar uma recente iniciativa que conta com o apoio da Assembléia Legislativa (e, esperamos, com a sanção governamental futura). Trata-se da Lei do Livro Potiguar, elaborada numa parceria entre aquela casa legislativa e a UBE-RN.

Acreditamos que essa e outras boas fórmulas de mudança (e, obviamente, o talento do escritor potiguar) podem vir a transformar o nosso cenário literário atual e nos trazer motivos de orgulho e comemoração nos próximos 25 de julho.

sábado, 23 de julho de 2011

Se eu tivesse dinheiro te comprava

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é caro
é hoje
mazelas acalentadas
vontades divinas exploradas
é caro
é hoje

O olhar é prazer
aprender e aceitar
a dúvida - um balão branco
solitário e preso
é caro
é hoje

O verbo pueril
esquecido hoje
estrelas que fazem de conta
existirem para ninguém

Amar a pele
é caro
desejar o belo
é gratuito
é hoje
se eu tivesse dinheiro
te comprava

Cicero Coelho de Escobar
http://caracteresperdidos.blogspot.com
cicero_escobar@yahoo.com.br
Porto Alegre, RS



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sexta-feira, 22 de julho de 2011

O mistério do teu olhar

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Teu olhar,
Tão profundo e misterioso;
Tão meigo,
Arrepiante e receoso.

O que escondes tu,
Por trás de tal misteriosidade encantadora?
O amor, que a certo darás?
A dor, que o medo não desvendas?
(...)

Encanta-me teu mistério ao olhar.
Doce e singelo mistério,
A nenhum outro revelado.
De tanto imaginar, já nem sei...

Princesa:
- O mistério do teu olhar,
Ainda desvendarei!

Daniel Augusto Mott Martins
http://flowerofblooddark.blogspot.com
daniel.mott6@gmail.com
Santiago,RS



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Dia do cantor lírico

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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Suspensa no meu eu perdido

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Quero muito não me esquecer disso tudo
Foram escolhas feitas no limiar dos caminhos
Busquei tanto fazer o melhor nas almas
E nunca diferenciar suas luzes
Mas seres são sempre tão diferentes
E vislumbram sonhos tão distintos
Como libélulas que vagam ora nas sombras
Meus vôos assim, não foram ouvidos
Mas vistos em dimensões tortas
Posturas inóspitas
Como um carrossel de erros
E nessa diversidade de intenções
Quis tanto ser eu mesma
Mas querer é apenas querer
Não move verbos
Nem risca desenhos
Resta-me ficar á espera
Esperar algo não sabido
Como lembranças em sótãos abandonados
Cheios de correntes esquecidas
Que nas noites tilintam
Deixando crianças sob lençóis assustados
E nessa espera vil
Meus olhos incham
Soluços regurgitam
Em gritos de pedidos velados
Esperanças breves
De que um dia possam entender
Ver claramente esta alma
Temente ao um Deus que ama
Esta mesma alma ainda criança
Cheia de uma solidão sã
Hoje em tristeza febril
É somente um espírito que voa
Perdido...
Na busca de luz
E quer viver
Enfim.... viver
Nada mais!

Ka Santos
http://menteflorida.blogspot.com
karinalimasantos@hotmail.com
Piracicaba, SP

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quarta-feira, 20 de julho de 2011

Dia do amigo

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Feliz dia do amigo.
Um grande abraço a todos!

Daqui pra frente

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E eu sigo remoendo meus pedaços
De carne estéril
Onde não há nada de puro
Por onde vertem veias ensangüentadas

E desmonto partes de um além muito longe
Por onde não posso mais contar migalhas
Nem imaginar desenho em nuvem
Revivo as memórias mortas

Segue ardendo em mim algo de romântico
Em linha reta desperta o anseio
Por tempos que não existiram
E não podem ser mencionados

Contanto que não roubem meus restos
Meus sonhos humildes
De criança doce,
Não vou morrer

Nesse jeito flácido de amar
Esplandece uma obsessão
A do controle total
A do orgulho ferido

Camilla Cruz
http://spleen-e-charutos.blogspot.com
camillcruz@gmail.com
Santiago, RS



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Folha do Livro 008: Dias temáticos agitam a programação da 57ª Feira do Livro de Porto Alegre

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terça-feira, 19 de julho de 2011

Quero

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Quero tuas mãos nas minhas, teu corpo junto ao meu, teus toques e abraços, teus cochichos nos meus ouvidos, teu olhar tão meu. Te contar meus segredos, aliviar meus sofrimentos junto aos braços teus. Aquele teu riso travesso, teu caminhar lento, aquele teu jeito de ser. Quero teu corpo quente, no meu colchão gelado, teu bom-dia calmo, quando o sol acabará de nascer. Te dizer em todas as linhas, e entre as flores do jardim que teu cheiro me vicia, me alucina como uma droga. E penso em sair correndo, sem mover um único fio de cabelo, mas meu corpo se entrega se arrasta a procura do teu, feito um ímã, feito Nó. Nó que laça, nó que cala, que ata e desata, nó cego, nó de amor. Nó sozinho, Nó, Nós, do plural, eu contigo, tu comigo. Nós juntos, porque nós desfeitos não são mais Nós, Nós, Nó;

Thainá Alberti
http://autoanalise.tumblr.com
thainaalberti@hotmail.com
Santiago, RS



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Segredos

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Passeio entre estrelas cintilantes,
de mãos dadas com a lua resplandecente,
conduzida a um mundo onírico, incandescente,

Escondo a nudez dos sentimentos,
Que navegam bem fundo no meu interior.
O que sinto, só a mim diz respeito,

Sem, querer, muitas vezes,
Vazam fantasias do inconsciente.


Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Therezinha Tusi saúda Oracy

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Por ocasião do lançamento do livro de Oracy Dornelles, poesia y chronica, a escritora Therezinha Lucas Tusi, patronesse de Gestão da Casa do Poeta de Santiago, escreveu uma mensagem em homenagem ao autor:

"Disse Francis Bacon que livros são navios que percorrem os vastos mares do tempo. E hoje, daqui da Casa do Poeta de Santiago - Casa Caio Fernando Abreu, mais um livro de Oracy Dornelles, mais uma navio com preciosa carga artística sai a singrar os mares culturais da Terra dos Poetas. E daqui, para os vastos mares culturais do mundo. E do tempo."

Imagens do lançamento do livro 'poesia y crhonica'

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Oracy autografando para Lígia Rosso

O autor autografa um exemplar para Márcio Brasil, presidente da Casa do Poeta de Santiago

No sábado, aconteceu o lançamento de 'poesia y crhonica', o 14º livro do escritor Oracy Dornelles. Ele ficou satisfeito com o carinho recebido nessa ocasião, vendendo dezenas de exemplares de seu mais novo trabalho, que pode ser comprado diretamente do autor. Confira algumas imagens do lançamento do livro, que já está confirmado para ser lançado na Feira do Livro de Santiago.

Tadeu Martins e Sadi Machado, grandes poetas na fila dos autógrafos.

Enadir Vielmo, presidenta do Centro Cultural, e Oracy Dornelles.

Jovens do Interact e do Rotaract visitam a Casa do Poeta

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No último sábado, após o lançamento do livro de Oracy Dornelles, a Casa do Poeta de Santiago recebeu a visita de jovens integrantes do Interact Clube Terra dos Poetas e também do Rotaract. Eles conheceram um pouco do trabalho que é feito pela Casa, que tem o objetivo de valorizar e incentivar o trabalho de escritores de Santiago, sejam eles jovens ou veteranos.

Eu te contaria

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Ah, se você soubesse do efeito que me causa,
Dos pensamentos que me provoca,
Das idéias que me rodeiam.
Ah, se você soubesse...

Você riria das minhas vontades
E dominaria o meu caminhar.
Enfim, você saberia que me acelera o coração,
Que me tira o fôlego com sua graça e beleza.

E mesmo se você não soubesse,
Eu não me resguardaria, nem esconderia,
O arrepio que é desejar te poder.
O desejo de te preservar vivo nas minhas pupilas.

Eu denunciaria meus anseios e medos.
Te mostraria os segredos e verdades.
Contaria minha breve história
E confessaria que a quero junto da tua.

E, na esperança de um bom final,
Aguardaria a sua resposta,
Sentado com um sorriso na boca,
Como se eu soubesse que ali eu encontrei o meu amor.

Ettore Stefani de Medeiros
http://ettorestefani.blogspot.com
Santa Maria, RS



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ATENÇÃO: A Casa do Poeta de Santiago não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos ou pelas idéias expressadas por estes. Os artigos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores, e expressam as idéias pessoais dos mesmos.

Dia do Trovador

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O surgimento do nome da Trova está intimamente ligado à poesia da Idade Média. Durante a Idade Média, Trova era o sinônimo de poema e letra de música. Hoje a Trova possui a sua conceituação própria, diferenciando da Quadra e da Poesia de Cordel, e do Poema musicado da Idade Média. Trovadorismo foi a primeira escola literária portuguesa. Esse movimento literário compreende o período que vai, aproximadamente do século XII ao século XIV.

domingo, 17 de julho de 2011

Preza

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Ah! Teu sorriso me quer falar
Paraísos revelar
Para isso devo estar
Em algum lugar sem cor.

Ah! Teu olhar quer falar
Algo a mim quer mostrar
Quer me condenar
Pois não é amor.

Ah! Teu corpo nu quer me matar
Teu perfume me quer derrubar
Sem dó e sem destreza.

Ah! Que amor silente infernal
Pareço um ausente animal
Procurando a melhor preza.

Victor Araújo
Linahres, ES



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Dia de Proteção às Florestas

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Preservar florestas é sinônimo de proteger a vida.

sábado, 16 de julho de 2011

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Palavras e Ondas (15 de julho)

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No programa deste sábado, estaremos entrevistando a escritora Camila Jornada.

Sintonize 87,9, rádio Central FM, a partir das 14h.
Você poderá ouvir o programa pela internet, clicando AQUI.

Fatídico

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vi um vulto no canto do espelho do teu quarto
um vulto vi do teu quarto no canto do espelho
no espelho do teu canto vi vulto do teu quarto
do quarto do teu vulto vi no espelho teu canto
no canto do teu vulto vi do teu quarto espelho
espelho do teu quarto vi no vulto do teu canto.

Fernanda Fávero Alberti
http://poeta-de-privada.blogspot.com
fernanda.lbrt@gmail.com
Santiago, RS



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O oráculo de Rimbaud

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Um chacal percorre a savana:
inquieto, andarilho, viajante...

Demónios aprisionados em sua retina
como uma caravana de ladrões sedentos
revelam reis, armas, dor...

Ele tem pele de marfim
e olhos azuis pra te enfeitiçar.

Sabe que ao atravessar o Portal das Lágrimas,
poeta e chacal serão separados pra sempre.

Charleville ficará pra trás...

Mas como abandonar a poesia
se ela flameja dentro de ti?
Um chacal não perde o faro.

Terás teu corpo mutilado...
Mas isso é para que possas voar.

E quando céu e inferno
te abrirem hospedarias,
seguirás teu próprio caminho.

Berg Nascimento
http://poesiasciberneticas.blogspot.com
rnascimento_rio@hotmail.com
Rio de Janeiro, RJ



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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Terra firme à vista

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Fácil? Quem disse que seria? Quem disse que a maré não viria com toda a força para nos derrubar? Quando embarcamos nessa viagem, sabíamos que nada seria um mar-de-rosas, mas tínhamos a plena certeza de que seria uma overdose de amor. Como diz o ditado, amor não enche barriga; mas enche o coração. Até vivemos alguns dias sem comida, mas nem um segundo sem o órgão pulsante. Depois de muitas lutas, muito esforço, cá estamos nós. Alegres, felizes, amando, remando e re-amando. E, sem hesitar, esse é o nosso objetivo: sair do mar e encontrar uma terra firme. Uma terra para nos sujarmos, rolarmos e desfrutar desse amor que grita para ser liberto.

Ricardo Cappa
ricardocappa@hotmail.com
http://palavrasaoaleatorio.wordpress.com
Santiago, RS



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Dia da Liberdade de Expressão

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A liberdade de expressão, em todas as suas formas e manifestações, é um direito fundamental e intransferível, inerente e todas as pessoas. É um requisito para a existência de uma sociedade democrática. Toda pessoa tem direito de buscar, receber e difundir informações e opiniões livremente, de acordo com o Artigo 13 da Convenção Americana de Direitos Humanos.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Loucura

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Prendo a vivacidade da infância
Solto corvos mercantis
Escondo a fragilidade morta
Solto a hipocrisia metódica

Dispo toda a inocência
Visto toda naturalidade fingida
Roubo toda a espontaneidade
Mato a sanidade

Compro a felicidade
E domino falsos amores
Busco o nada-além desnecessário
Recobro a consciência inaudível

Idolatro imagens corrompidas
Corôo personalidades magnas
Desprendo ideologias baratas
Invoco almas corruptas

Encaixo medos inúteis
Descubro segredos sagrados
Discuto legítimas verdades
Ignoro pagãos pessimistas

Discordo de idéias machistas
Concedo minha exatidão
Exponho-me ao ridículo
Perco completamente a razão

Camilla Cruz
http://spleen-e-charutos.blogspot.com
camillcruz@gmail.com
Santiago, RS



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Aqui não tem shopping!

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No meu trabalho há muita gente que vem de outras cidades do estado e outros estados do Brasil. Muitos são a contragosto, por motivo de transferência forçada e alguns porque querem. Ouço muitas reclamações quanto a Uruguaiana, cidade de onde vos escrevo e que considero como minha cidade, mesmo não sendo a natalícia. Aqui não tem shopping, não tem praia, nem MacDonald's, Pizza Hut, e segue a ladainha. Realmente não tem isso, nem Morro do Alemão e engarrafamento.

Não posso dizer que fico triste com o que declaram daqui. O termo correto seria decepção, desalento. Porque vejo que se alguém se muda para cá não querendo, significa que tem grandes chances de permanecer durante toda a estadia nesta cidade achando-a ruim e por isso mesmo, não descobrindo as boas oportunidades que poderá encontrar.

Se você está indo para uma nova cidade morar, é interessante que abra o coração e a mente aos novos costumes que encontrará. E se a transição cultural for muito grande, porque há gente do Nordeste, Norte e Sudeste que migra, é muito válida toda e qualquer tentativa de adaptar-se. Ninguém vai perder as raízes só porque toma chimarrão ou porque aprende a cantar o Hino Riograndense. Nem porque não vai mais ao Shopping Iguatemi, em São Paulo, e sim ao “Shopping da Baixada”.

O livro “Seja feliz sem querer controlar tudo”, de Joe Caruso, fala algo sobre isso. Sobre a questão de não conseguirmos controlar as coisas a nossa volta, nem as pessoas, nem os acontecimentos. O poder consiste, efetivamente, em controlar a nossa reação perante os fatos, a maneira como encararemos a nova situação. Se não foi possível morar em outra cidade que lhe agradasse, se não houve como controlar a escolha da cidade, então concentre as atenções em ver quais são as vantagens do novo habitat, controle o seu pensamento e foque-o na busca por tornar o novo lar no melhor lar do mundo.

Porque o local que vivemos é bom ou ruim dependendo, principalmente, das pessoas com que nos relacionamos, das relações que tecemos ao longo do tempo, das amizades que cultivamos. Eu mesmo, quando vim para Uruguaiana em 1999, não gostava da cidade. E qual era o motivo? Deixava na terra natal muitos amigos e uma vida calma e segura. Ingressava aqui num novo território, um mar de surpresas ainda a serem desveladas, precisava tecer novas teias de amigos. E comecei a gostar da cidade a partir do momento que construí amizades. Desde então, saí para estudar e trabalhar fora e na primeira oportunidade que surgiu para retornar, juntei as trouxas, subi na mula e troteei até aqui.

Uruguaiana tem 125 mil habitantes. Não é uma cidade de grandes proporções. Não se compara a São Paulo nem ao Rio de Janeiro. Porto Alegre é um formigueiro de pessoas comparado a aqui. Não possui, é verdade, MacDonald's, nem Pizza Hut. Algumas favelas dos grandes centros possuem quase a população daqui. Faltam opções de cultura e lazer? Pode ser que não tenha na multiplicidade ideal, mas tem. Mas há aqui coisas que em outros lugares não são possíveis...

Por acaso é possível, morando em Belo Horizonte, andar menos de 10 quilômetros e jantar num restaurante no exterior? Em poucos minutos atravessa-se a ponte e nos deparamos com uma cultura bem distinta da nossa. E olha que a vizinha argentina Paso de los Libres é a cidade mais próxima de Uruguaiana. Depois dela, encontramos Barra do Quaraí a 70km, Itaqui a 100km e Alegrete a 150km. Só em Uruguaiana e noutras cidades fronteiriças temos possibilidades semelhantes. Só em cidades assim podemos nos deparar com frequência que até se torna natural, com um argentino fazendo compras com toda a família.

Para quem me fala que a cidade até poderia ser boa se não fosse tão longe de Porto Alegre, eu respondo que aqui não é longe da capital, e sim perto de Buenos Aires. Fica praticamente no caminho entre a capital argentina e a capital gaúcha. A 680km de Buenos e 630km de Porto. Quem é natural de regiões longínquas do Brasil, morar aqui é a grande oportunidade da vida para ir à Patagônia, a Mar del Plata, Montevidéu, Punta del Este ou Bariloche por um preço bem em conta.

Não se trata de morar num lugar com completa infraestrutura, dezenas de salas de cinema, shopping de oito andares, autódromo, parque temático, fast foods e qualquer outra demonstração arquitetônica de desenvolvimento urbano. Trata-se de saber colher os bons frutos que aquele local que habitamos tem, tirar vantagem mesmo que nos consideremos desvantajosos. Ainda que não controlemos o destino de nossa morada futura, podemos aprender a lidar em como encarar essa mudança. E da melhor maneira possível.


Giovani Roehrs Gelati
http://giovanigelati.blogspot.com
grgletras@gmail.com
Uruguaiana, RS





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Pequena Morte

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Na primeira vez, acordei primeiro e fiquei olhando ela dormir, seu peito subia e descia calmamente, compassadamente como um relógio preciso, já era dia e eu amei estar ali. Continuávamos abraçados, encaixados, não era mais virtual e continuávamos conectados. Admirava seu semblante calmo, amável, havia um leve sorriso mesmo estando dormindo. Deslizei as costas da mão pelo seu rosto, descendo pelo pescoço, por sua pele cor de bronze e seu cabelo agora selvagem, depois da guerra travada ali naquele campo de batalha. Como agora, não tinha o mínimo de sono, queria guerrear mais, mas também adorava ver ela em paz. Ainda mais quando a paz era dupla, pois nessa luta ninguém sai perdendo apesar de acabarem os dois morrendo. Uma pequena morte é verdade, mas que sempre é buscada, pois com ela o corpo para no tempo e apenas por um momento, as almas se fundem, voam e dançam para retornarem completas, repletas um do outro e de si mesmos. E todo dia eu quero morrer de novo.

Joakim Antonio
poetajoakimantonio@gmail.com
http://descortinamental.blogspot.com
São Paulo - SP



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Dia Internacional do Rock

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O rock foi dos estilos musicais mais controversos já criados na história da música. Surgiu em meados da década de 50, nos Estados Unidos, oriundo, primordialmente, do blues e da country music do sul daquele país. Desde seu nascimento, o rock gerou polêmica, seja por causa da simplicidade de suas estruturas musicais, da atitude transgressiva de seus executores ou da pretensa rebeldia que de seus fãs emana. Os primeiros roqueiros, Bill Haley, Chuck Berry, Little Richard e alguns outros, tornaram-se artistas de espetacular sucesso justamente por causa dessas características, o que os fez amados pelos jovens e odiados pelos pais conservadores.

Em 13 de julho de 1985, Bob Geldof organizou o Live Aid, um show simultâneo em Londres na Inglaterra e na Filadélfia nos Estados Unidos. O objetivo principal era o fim da fome na Etiópia e contou com a presença de artistas como The Who, Status Quo, Led Zeppelin, Dire Straits, Madonna, Queen, Joan Baez, David Bowie, BB King, Mick Jagger, Sting, Scorpions, U2, Paul McCartney, Phil Collins (que tocou nos dois lugares), Eric Clapton e Black Sabbath.

Foi transmitido ao vivo pela BBC para diversos países e abriu os olhos do mundo para a miséria no continente africano. 20 anos depois, em 2005, Bob Geldof organizou o Live 8 como uma nova edição, com estrutura maior e shows em mais países com o objetivo de pressionar os líderes do G8 para perdoar a dívida externa dos países mais pobres erradicar a miséria do mundo.

Desde então, o dia 13 de julho passou a ser conhecido como Dia Mundial do Rock.

Obra de Caio Fernando Abreu é destaque da programação do Arte Sesc em Camaquã

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No dia 19 de julho, o Arte Sesc – Cultura por toda parte destaca em sua programação o espetáculo “Aqueles Dois”, com a Cia Luna Lunera, de Minas Gerais, em Camaquã. Criada a partir do conto homônimo do escritor Caio Fernando Abreu, publicado em sua primeira versão no livro “Morangos Mofados’, a peça tem nos personagens Raul e Saul o centro da trama. A apresentação acontece no Cine Teatro Coliseu (R. Duque de Caxias, 190), às 20h. Os ingressos podem ser adquiridos gratuitamente no Sesc Camaquã e no Cine Teatro Coliseu.

Da rotina de uma “repartição” revela-se o desenvolvimento de laços de cumplicidade entre dois de seus novos funcionários, Raul e Saul. Nesse texto, como praticamente em toda a produção literária de Caio, são múltiplas as citações ou simples menções a artistas e obras de áreas diversas, locações urbanas, letras de músicas, filmes, épocas, em que o autor mistura, despudoradamente, seus mundos biográfico e ficcional. Na montagem há ainda outras referências, as dos artistas envolvidos na sua criação: cinco diretores, quatro deles atuando na cena. Assim como o conto, a peça possibilita uma diversidade de leituras e percepções sobre o universo ”daqueles dois", em que cenário, figurino e trilha sonora explicitam uma intencional simultaneidade abrangente entre várias décadas.

Criada em 2001, por um grupo de atores formados pelo Centro de Formação Artística do Palácio das Artes (Cefar), a Cia Luna Lunera deu início ao projeto Observatório de Criação - pelo Fundo Estadual de Cultura de Minas Gerais - com o espetáculo “Aqueles Dois”. O objetivo é pôr à mostra os novos processos criativos do grupo. A peça é concebida pelo grupo, dirigida e criada por Cláudio Dias, Marcelo Souza e Silva, Odilon Esteves, Rômulo Braga e Zé Walter Albinati. Os atores Cláudio Dias, Guilherme Théo, Marcelo Souza e Silva e Odilon Esteves foram o elenco.

Outras informações no Sesc Camaquã (Rua General Zeca Neto, 1085) ou pelo telefone 51 3671-6492.

Sobre o Sesc - No Rio Grande do Sul, o Sesc está presente em mais de 450 municípios com atividades sistemáticas em áreas como a saúde, esporte, lazer, cultura, cidadania, turismo e educação. Desta forma, o Sesc/RS desempenha o papel social assim como o Senac/RS o da qualificação profissional do Sistema Fecomércio-RS que atua em âmbito econômico, político e social pela constante qualificação e crescimento do setor terciário gaúcho. Mais informações pelo www.sesc-rs.com.br.

terça-feira, 12 de julho de 2011

nem ciência e nem amor

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Nem fótons, moléculas e íons catalíticos
nem luz, partículas e seres existenciais
nem híbridos, poeiras e mitos
nem ciência e cataplasmas analíticos
sem teu maremoto irreal eclodindo
de nada existo sem átomos sentimentais
da tua visível indivisibilidade

Nem relatividade, nem Oceania
nem mundo, nem vida e fitoterapia
nem emulsificações e anatomia
nem poesia balsâmica e divindade inerte
sem teu paradigma protótipo editado
de nada existo sem lembranças serenas
do teu pensamento mortal esculpido

E os prótons detalhados que nasceram
não são analogias criadas e nada
longe da tua origem,
da tua criação humanística
de apenas surgir.

Camila Canterle Jornada
camila.cj@globo.com

http://camilajornada2.blogspot.com
Santiago, RS



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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Arte 2.0 (ou da arte de produzir cultura nas margens…)

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Postagem retirada do blog de Breno Serafini (http://www.brenoserafini.com.br):

É o que sempre digo, quem produz cultura nas margens cria o seu próprio centro, de descentrado a autorreferenciado. E em tempos de rede, quem precisa de centro? Agora, com ou sem rede, arte é arte, arte sempre vai ser relevante… Dedico esta postagem ao pessoal da Casa do Poeta de Santiago Caio Fernando Abreu (http://casadopoetadesantiago.blogspot.com). Um abração a eles…

Cansados de ter que ultrapassar a fronteira regional para ver a arte acontecer ao vivo, um grupo de jovens decidiu agir por conta própria. Se a cultura não vem, eles decidiram que não é fora daqui que vão buscá-la, mas é aqui que irão construí-la. É o norte do Coletivo Marte, que reúne pelo menos 12 pessoas com gostos diferentes e um interesse em comum.

Todos têm trabalho paralelo e um quê de artista. Alguns tocam em banda, outros escrevem ou pintam. A web é a forma que encontraram para conseguir trocar informações e ideias. A maioria das reuniões acontece on-line.

“Queremos trazer o circuito cultural para mais perto. Ao invés de reclamar, estamos fazendo alguma coisa. Trabalhamos de aresta cultural, servindo público, artista e espaço”, conta a designer Mariana Lúcio, do núcleo de artes do Coletivo.

“Planejamos inverter o fluxo migratório, não queremos achar coisas interessantes só em São Paulo. Não temos sede, queremos passar por todos os lugares e chamar todos os tipos de público e artistas para se juntarem a nós”, conta o músico Yuri Braga.

Cada um é responsável por fomentar uma área. Ao todo o projeto conta com repartições em música, artes, design, audiovisual, fotografia, moda e literatura. Eles se organizam em núcleos de comunicação, produção e arte.

“A proposta é a transversalidade, reunir o máximo de linguagens e ser itinerante, para levar público ao pontos culturais da região”, conta Rafael Silva, produtor.

O trabalho desemboca nas festas que são realizadas mensalmente. Geralmente, acontecem no Cidadão do Mundo, em São Caetano, no Gambalaia ou no Tupinikim, ambos em Santo André.

Bandas de outros estados e grupos da região, nas festas, dividem espaço com artistas plásticos, instalações de arte e bazar de roupas feitas por estilistas em contato com o grupo. Em parceria com o Circuito Fora do Eixo, faz o intercâmbio entre artistas de todas as partes do Brasil.

“As bandas são ligadas ao Circuito. Eles se acionam e entram em contato com o máximo de coletivos possíveis, para que todos os grupos que viajam façam o máximo de shows e não percam a viagem. As bandas acabam dormindo nas casas dos integrantes dos coletivos. É gente que não quer conforto e dinheiro, mas um espaço para tocar e ganhar fãs”, diz Mariana, que acrescenta que uma das bandas regionais do coletivo foi convidada a ir para Recife: “Eles ofereceram a passagem e um sofá.”

Entre os grupos que já vieram para a festa chamada Noite Fora do Eixo estão o cearense Fóssil e o potiguar Camarones Orquestra Guitarrística. A próxima atração, no dia 16, no Tupinikim é a MC Lurdez da Luz e o DJ argentino Lenni.

“Já intercambiamos com mais de 200 artistas. Nosso site (www.coletivomarte.com.br) tem mais de 4.000 acessos diários”, revela Mariana.

“As pessoas de cultura têm medo de se mostrar, não valorizam seu trabalho nem são valorizadas aqui na região. Todos acreditávamos que era assim, até descobrirmos que as coisas podem acontecer. E acontecem”, acredita Silva.

(Thiago Mariano)

Pescado do Diário do Grande ABC.

Mais informações no blog dos caras: http://coletivomarte.wordpress.com

Mentira

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Quem sou eu que não tenho vida
Embora viva perambulando por esse mundo?
Quem sou que me fiz de coisas as quais não ouso dizer?
Nem por milhares de vidas antes vividas de marcantes erros
Nem todas chegariam aos pés do erro que sou.
Prossigo por essas ruas, na língua de cada desumano ignorante
Sábios tanto quanto a injustiça que prega filosofias vãs.
Eu sou o que todos negam e tentam disfarçar
A vergonha acreditada, a fera insaciável
Sou a mentira indomável.

Micheli Tadiello Pissollatto
http://mydieu93.blogspot.com
mydieu93@hotmail.com

Porto Alegre, RS



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Folha do livro 007: Divulgada lista do ciclo de encontros O Autor no Palco

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Clique na imagem para vê-la ampliada.

Todo teu veneno

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Perdi-me entre teus braços
Caí em teus precipícios
Bebi todo teu veneno

Surgi por entre teus cabelos
Beijei todos os extremos
Bebi todo teu veneno

Achei-me na superfície de tuas pernas
Depois de nadar contra a corrente
Morri com todo teu veneno

Camilla Cruz
http://spleen-e-charutos.blogspot.com
camillcruz@gmail.com
Santiago, RS



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