sábado, 31 de março de 2012

Palavras e Ondas (31 de março)

0 comentários
Lígia Rosso e Clarissa Guerra

Neste sábado entrevistaremos a escritora santiaguense Clarissa Guerra, que falará sobre o livro Infinitamente Mulher e o Interact Club Terra dos Poetas.

Sintonize 87,9, rádio Central FM, a partir das 14h.

Você poderá ouvir o programa pela internet, clicando AQUI.

sexta-feira, 30 de março de 2012

MILLÔR 8.5 (turbinado)

0 comentários
Reproduzo abaixo, texto que escrevi para a Zero Hora, em 2008, sobre os 85 anos do Millôr. Reproduzo ainda um dos seus questionamentos: "E se a vida for do outro lado?" Um beijo, Millôr, mais um pensador que se vai, ficamos mais pobres em inteligência. Pelo menos fica sua obra, grande pensador anarcobrasileiro.

MILLÔR 8.5 (turbinado)

“Tenho quase certeza de que uma vez, no Meyer, em certa noite de tempestade, fui barbaramente assassinado. Mas isso foi há muito tempo.”

Hoje, Milton Viola Fernandes faz 85 anos, ou melhor, faria, não fosse o registro de nascimento ter sido atrasado em quase um ano. Registro, aliás, que, além disso, lhe reservou outras surpresas. De Milton a Millôr, um longo processo foi gestado, o que incluiu o anagrama Notlim e chegou ao mil vezes Millôr atual. Nascido no Rio de Janeiro, em 16 de agosto de 1923 – e tendo como data oficial de nascimento o dia 27 de maio de 1924 -, o Guru do Meyer veio a assumir o nome Millôr já na adolescência, graças ao registro impreciso do escrivão na sua certidão de nascimento, que, ao grafar o traço do ‘t’ do nome Milton, deixou-o acima da letra ‘o’, o que foi acrescido de uma incompletude da letra “n”, sugerindo um ‘r’. Talvez isso explique a verdadeira obsessão pela reescritura do nome, uma constante na obra do humorista/ jornalista, que pode ser resumida pelo livro Um Nome a Zelar (Desiderata, 2008).

A esse respeito, aliás, ele mesmo reconhece a anterioridade do traço gráfico à escrita em sua obra, sendo que, particularmente nesse caso, há uma fusão das duas coisas, já que a letra passa por um processo de elaboração plástica que sugere uma não-hierarquização entre grafia e ilustração, no fundo configurando a mesma coisa. Aliás, em alguns momentos de sua obra, aparece a proeminência do traço artístico, de que são exemplos a premiação na Exposição Internacional do Museu da Caricatura de Buenos Aires, juntamente com o romeno/norte-americano Saul Steinberg (em 1955); um cartaz da Anistia Internacional (em 1980); e as muitas e variadas ilustrações em que a paisagem é o Rio de Janeiro, com Ipanema ao fundo. Noutros, há a proeminência da escrita, também ela artística, que começou com um chamado - já aos 16 anos - para preencher o espaço de quatro páginas da revista A Cigarra (a convite de Frederico Chateaubriand), por motivo de cancelamento da publicidade, com a seção “Poste-Escrito”, sob o pseudônimo Vão Gôgo. O sucesso dessa empreitada fez com que se tornasse seção fixa e, mais tarde (em 1945), com o mesmo pseudônimo, estreasse em O Cruzeiro a seção O Pif-Paf, ilustrada por Péricles. Dezenove anos depois (em 1964), já consagrado em sua atuação multimídia, que incluía o jornalismo, a tradução, o roteiro cinematográfico, a ilustração, o texto dramático, a poesia, o humor, etc., lançou uma revista quinzenal com o mesmo nome (Pif-Paf), considerada o início da imprensa alternativa no Brasil. Já em 1969, foi um dos fundadores do coletivo ícone ipanemense O Pasquim, que teve uma vida longa (e tumultuada) no seu papel preponderante de resistência à ditadura, em nome da liberdade de expressão. Tudo sempre pela via da inteligência, do humor e do sarcasmo, num carioquês de vários sotaques que repercutia por todo o Brasil naqueles tempos sombrios.

Outro aspecto relativo à sua infância parece também ter tido influência marcante na sua produção artística: com as perdas do pai, aos três anos, e da mãe, aos 12, em sua orfandade, cedo assumiu a posição filosófica da “paz da descrença”, o que lhe permitiu uma reflexão da realidade escorada no ceticismo. Essa precoce condição “sem pai nem mãe” acabou repercutindo em sua obra, através de um humor operado por um relativismo absoluto, centrado no dialogismo. A esse respeito, com a ajuda de Slavutzky e Kupermann (2005), podemos buscar em Freud, de Totem e Tabu, a explicação para tal característica. Segundo Kupermann, se o humorista consegue identificar-se “(...) até certo ponto com o pai, é apenas na medida em que pode reconhecer sua orfandade, ou seja, a falência da pretensão de possuir qualquer garantia transcendente (idealizada) de onisciência e onipotência, atributos do pai da horda há muito ausente”(p.34). Ou, dito em outras palavras e transposto para o caso de Millôr, “(...) tudo pode me acontecer, a mim que já perdi o que tinha para perder e que aprendi a rir com a vida”(p.35).

Biografismos à parte, a epígrafe que encima este texto, criada para a abertura de A Bíblia do Caos (2002), seu livro de pensamentos e frases, é considerada por ele mesmo referência de humor. Mas que estranho tom é esse de quem é considerado um dos maiores humoristas brasileiros? Diferentemente do riso fácil, da chalaça, podemos constatar um certo distanciamento narrativo operado por Millôr, que consegue, através do humor e da ironia, testemunhar o seu tempo resguardado pela (auto) crítica mordaz. Para isso, em muito a realidade o ajudou: para entendermos o Brasil nesse longo (e inacabado) processo da ditadura à democracia – não só política, mas econômica -, encontramos, no conjunto de sua obra, uma desconstrução proposital do discurso sério, a instauração de um espaço carnavalesco no papel (segundo a concepção de Bakhtin) que é o espelho, nem sempre deformado, daquele captado na realidade. Assim, escudado pela crítica do riso, expõe a ambivalência não só da cultura brasileira, mas do próprio homem universal, através de uma análise de riso reduzido, onde não há a absolutização de nenhum ponto de vista, de nenhum pólo da vida e da idéia”.

Além disso, nesse caso, radicalmente, o que é conteúdo é forma: mais do que nenhum escritor/cronista brasileiro de seu tempo, Millôr instaurou a primazia absoluta da fragmentação em seu discurso, compondo uma linguagem mosaica que pressupõe um leitor disposto a se embrenhar no caleidoscópio da sua narrativa, já que, nas amarras dessa escritura estilhaçada, não há indicação de fio a ser puxado para desfazer a verdadeira colcha de retalhos (patchwork) discursiva. Parece querer-nos dizer, também ele, diante da crise de ideologias que vivemos, “não me sigam, eu também estou perdido”.

Nesse processo, posterior a O Pasquim, que incluiu marcas como a polissêmica “livre-pensar é só pensar”, o bordão “arte é intriga” e a ideologicamente palíndrômica “a mala nada na lama” (tanto faz ler da direita para a esquerda quanto da esquerda para a direita), Millôr marcou presença em grandes publicações, todas com repercussão nacional. Atualmente, para acompanharmos a sua obra, podemos acessar a sua página na internet – www.millor.com.br – ou buscar as suas crônicas na revista Veja, onde - ironias das ironias - ocupa hoje um espaço similar ao inicialmente utilizado em seu início de percurso, perdido entre páginas de publicidade – nesse caso, aliás, acaba jogando com as mesmas armas de seus, digamos, pares – rompendo com a lógica editorial da publicação enquanto ideologia e assenhorando-se das múltiplas formas possíveis que a publicidade permite, instaurando uma verdadeira encampação do espaço midiático e, mais que tudo, impondo a sua voz extremamente pessoal e subjetiva diante de um veículo de comunicação que se diz objetivo e imparcial. Talvez alguns leitores tenham dificuldade em percebê-lo naquele espaço, imprensado entre as páginas amarelas e as múltiplas páginas de propaganda, mas Millôr faz o possível para fazer respeitar o seu nome, o de seus leitores e seus (poucos) cabelos brancos. Sabe que entre a graça e a desgraça há um limiar mínimo, que entre o trágico e o cômico, tudo pode ser uma questão de ponto de vista. Então, nesses casos, talvez o melhor caminho seja mesmo o do ceticismo, ou melhor, saber que às vezes o cômico pode ser uma defesa contra o trágico. No fundo, ele percebe que “o homem [em seus 15 minutos de fama] é um ator que gagueja na sua única fala, desaparece e nunca mais é ouvido”, na clássica frase de Shakespeare, em Machbeth. Conforme lida, podemos considerá-la trágica ou cômica – eis o fundamento do espírito humano, seja o leitor cético ou ascético.

Apontado por muitos como um dos maiores pensadores brasileiros e um dos de maior inserção na vida nacional, Millôr Fernandes filia-se a uma tradição da literatura brasileira que despreza o oficial. Mais que isso, aproximando-o do “sargento de milícias” Leonardo, podemos considerá-lo “filho da corruptela e da derrisão”. E falando em filiação, com certeza, a duplicidade de datas de nascimento cobra o seu preço: qual delas comemorar? Seguindo o discurso e a prática infracionais, embora considere que “Aniversário é uma festa/ Pra te lembrar/ Do que resta”, certamente a horda ipanemense, representada pelo próprio Millôr, deve estar fazendo festa hoje. Festa pela passagem dos anos de um frasista que perde o amigo, mas não a ética, que sabe que a liberdade individual se sobrepõe a qualquer ideologia ou governo e que faz do humor “a quintessência da seriedade”, construindo com ele uma crítica visceral ao homem de nosso tempo.

Hoje, então, esse animal político faz 85 anos.


Breno Serafini
http://www.brenoserafini.com.br

Porto Alegre/RS



Breno Camargo Serafini é doutorando em Letras pela UFRGS, que defenderá sua tese “Millores dias virão? A crônica de Millôr Fernandes” até julho deste ano.



Se você quiser divulgar neste espaço, envie seu seu trabalho para
casadopoeta.stgo@gmail.com com os seguintes dados: nome completo; foto; blog (se tiver); e-mail para contato e cidade/estado.

ATENÇÃO: A Casa do Poeta de Santiago não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos ou pelas idéias expressadas por estes. Os artigos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores, e expressam as idéias pessoais dos mesmos.

terça-feira, 27 de março de 2012

Blackout

0 comentários
A lua tão solitária
O cenário é lindo
Algumas nuvens, algumas estrelas
Um ar frio toca meu rosto
A lua e as poucas estrelas tentam iluminar estas ruas escuras
Talvez choverá daqui a instantes
Não sei, está um pouco indefinido
Também não sei descrever o que sinto
É um sentimento de falta, de saudade
Que se mistura com um sentimento de raiva
Sei que logo passará.
Já não sei se o que escrevo faz sentido
Muito mesmos sei, que título esse poema levará.
Só sei que este silêncio, essa escuridão
Esse céu, essa lua
Fazem-me querer chorar
Não consigo sequer distinguir o motivo
Esse silêncio me faz pensar
Bem na verdade nem sei o que pensar
Nessa escuridão mal consigo escrever
Então aqui é o ponto final.

Eduarda dos Santos Brito
http://onlymemories7.blogspot.com
eduarda.brito777@gmail.com
Santiago, RS



Se você quiser divulgar neste espaço, envie seu seu trabalho para casadopoeta.stgo@gmail.com com os seguintes dados: nome completo; foto; blog (se tiver); e-mail para contato e cidade/estado.

ATENÇÃO: A Casa do Poeta de Santiago não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos ou pelas idéias expressadas por estes. Os artigos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores, e expressam as idéias pessoais dos mesmos.

domingo, 18 de março de 2012

Trajetória

0 comentários
Engraçado!
Muito engraçado!
Você vindo direto de
Meu passado.

Cuidado!
Muito cuidado!
O que esta acontecendo?
Está ficando envergonhado?

Engraçado!
Muito engraçado!
Não aconteceu isso
Quando deixou meu coração dilacerado.

Cuidado!
Muito cuidado!
Agora está tudo ao contrário.
Você quer ser amado.

Engraçado!
Muito engraçado!
Você me procurando.
Será que vai ser enganado?

Cuidado!
Muito cuidado!
Meu coração ferido
Querendo ser vingado.

Engraçado!
Muito engraçado!
Estou brincando, não fique preocupado
Meu “Yin” está controlado.

Dienifer Bitencourt
http://dieniferbitencourt.blogspot.com
dienifer_morzinho@hotmail.com
Santiago, RS



Se você quiser divulgar neste espaço, envie seu seu trabalho para casadopoeta.stgo@gmail.com com os seguintes dados: nome completo; foto; blog (se tiver); e-mail para contato e cidade/estado.

ATENÇÃO: A Casa do Poeta de Santiago não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos ou pelas idéias expressadas por estes. Os artigos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores, e expressam as idéias pessoais dos mesmos.

terça-feira, 13 de março de 2012

Avesso

0 comentários
Afogo os pulmões no próprio ar,
Cresço nutrida pela dor
E dou-me à vida que me tenta matar.

Não que eu não tenha
Mais nada a dizer;
Mas é que, às vezes, parece
Faltar-me o tempo para viver.

Sinto-me atirando lenha
Para alimentar uma fogueira
Que me queima pelo avesso
Enquanto deixo passar a vida inteira.

Eu tanto fiz, que aprendi
Muito do que nunca deveria -
Soube de mais e de menos vi

Luciana Nogueira
http://anjoshistericos.blogspot.com
hysteric.angel@hotmail.com
Santos, SP



Se você quiser divulgar neste espaço, envie seu seu trabalho para casadopoeta.stgo@gmail.com com os seguintes dados: nome completo; foto; blog (se tiver); e-mail para contato e cidade/estado.

ATENÇÃO: A Casa do Poeta de Santiago não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos ou pelas idéias expressadas por estes. Os artigos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores, e expressam as idéias pessoais dos mesmos.

sexta-feira, 9 de março de 2012

Fotos do Mulher Nota Mil

0 comentários
Na noite desta quinta-feira aconteceu o lançamento do livro Infinitamente Mulher, que conta com a participação de 55 escritoras santiaguenses. Todas foram agraciadas com o certificado Mulher Nota Mil.

Para conferir as fotos, acesse:
https://picasaweb.google.com/casadopoeta.stgo/MulherNotaMil

Quem quiser adquirir exemplar(es) do livro, ao custo de R$ 10,00, é só enviar um e-mail para casadopoeta.stgo@gmail.com ou ligar para (55) 8422 1772.

quarta-feira, 7 de março de 2012

Estiagem

0 comentários
Ainda que só desperdice verbo,
finjo que não enxergo.
Era ela a luz no fim do túnel?
Ainda que não queira falar de amor,
pois nada acontece, ninguém chega,
pingos de ti, pingos de chuva,
amenizariam essa seca.

Douglas Victor Flores
http://ensaiosdoimproviso.blogspot.com
douglas_v.f@hotmail.com
Itaqui, RS



Se você quiser divulgar neste espaço, envie seu seu trabalho para casadopoeta.stgo@gmail.com com os seguintes dados: nome completo; foto; blog (se tiver); e-mail para contato e cidade/estado.


ATENÇÃO: A Casa do Poeta de Santiago não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos ou pelas idéias expressadas por estes. Os artigos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores, e expressam as idéias pessoais dos mesmos.

terça-feira, 6 de março de 2012

Elas ficarão mais belas com Hadassa

0 comentários
A estética Hadassa estará brindando as escritoras participantes do livro Infinitamente Mulher e ganhadoras do certificado Mulher Nota Mil com produção de penteado e maquiagem.

O Mulher Nota Mil será em frente a Estação do Conhecimento, a partir das 18 horas, com mateada, shows, massagem, corte de cabelo gratuito, entre outras atividades.

A Hadassa fica na Av. Getúlio Vargas, 1778, sala 2, fone (55) 3251 7467.

domingo, 4 de março de 2012

O Lindo Inesperado

0 comentários
Você não sente. Não sente, não prevê quando algo vai acontecer. Depois de algum tempo você percebe que tudo que é premeditado perde a graça; perde a emoção.
Quando se pensa que numa viagem, rodeada de amigos, está tudo realmente perfeito, ocorre um momento de paz. Sentados um ao lado do outro, conversando sobre música e o toque de sua mão aveludada sobre a minha, me fez pensar que a noite já tinha acabado bem.
Estava enganada.
O leve e paciencioso contato com seus lábios foi algo tão demorado e ao mesmo tempo tão rápido... Simples. Real. Inteiro.
Risos sarcásticos atordoavam minha mente, contrariando um momento tão sublime, que só mais tarde eu perceberia de tal forma.
O inesperado tornou-se lembrança; lembrança esta que carrega consigo a nostalgia de não ter aproveitado um pouquinho mais daquilo que fez tudo isso iniciar.

Maiara Oliveira Jantsch
http://maiara-j.blogspot.com
maiara_jantsch@yahoo.com.br
Santiago, RS



Se você quiser divulgar neste espaço, envie seu seu trabalho para casadopoeta.stgo@gmail.com com os seguintes dados: nome completo; foto; blog (se tiver); e-mail para contato e cidade/estado.

ATENÇÃO: A Casa do Poeta de Santiago não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos ou pelas idéias expressadas por estes. Os artigos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores, e expressam as idéias pessoais dos mesmos.

O sétimo dia

0 comentários
O vento que sussurrava por entre as folhas, batia insistentemente contra os vidros da janela e atropelava os pássaros em fuga era como a voz da noite, que aprendeu a despertar medo nos homens. Atrás dos grandes mamíferos o lobo se espalhou, e sobre este mundo caminharam ditadores heróis e heróis ditadores.
Os clarões que afogavam a escuridão anunciavam a destruição em prol do início de uma nova era, e nos trovões eu ouvia histórias de bruxas queimadas na fogueira da religião. Os filhos caminham sobre os ossos de seus pais, que tiveram a carne podre devorada pelos vermes dos próprios intestinos.

Raios são incríveis. Energia caindo do céu - rachaduras rompendo a barreira do som. Eu imaginava como era este chão quando ainda não havia nada sobre ele. Minhas mãos se estendiam para as gotas de chuva, que eram como as lágrimas frias de Deus abençoando o mundo parricida no sétimo dia.

Luciana Nogueira
http://anjoshistericos.blogspot.com
hysteric.angel@hotmail.com
Santos, SP



Se você quiser divulgar neste espaço, envie seu seu trabalho para casadopoeta.stgo@gmail.com com os seguintes dados: nome completo; foto; blog (se tiver); e-mail para contato e cidade/estado.

ATENÇÃO: A Casa do Poeta de Santiago não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos ou pelas idéias expressadas por estes. Os artigos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores, e expressam as idéias pessoais dos mesmos.

Convite para lançamento do livro Infinitamente Mulher

0 comentários
clique na imagem para ampliar

sábado, 3 de março de 2012

Palavras e Ondas (3 de março)

0 comentários
Hoje, no programa Palavras e Ondas, entrevistaremos a enfermeira Gisélle Kolinski, coordenadora do Centro Materno Infantil, que vai falar sobre o evento Mulher Nota Mil e o lançamento do livro Infinitamente Mulher.

Conversaremos também com Lígia Rosso, professora de inglês, que compartilhará suas recentes experiências no exterior.

Sintonize 87,9, rádio Central FM, a partir das 14h.

Você poderá ouvir o programa pela internet, clicando AQUI.

quinta-feira, 1 de março de 2012

Escritoras de Santiago serão homenageadas no Mulher Nota Mil, dia 08 de março

0 comentários
O Dia Internacional da Mulher promete ser muito especial em Santiago. No próximo dia 08 de março acontecerá mais uma edição do evento Mulher Nota Mil, promovido pelo Centro Materno Infantil. Desta vez, o evento será em frente da Estação do Conhecimento, a partir das 18h, e contará com diversas atrações: apresentações musicais, sorteio de brindes, corte de cabelo, verificação de pressão arterial, entrega do prêmio de Mulher Revelação e brincadeiras, com a participação de caravanas do interior e dos bairros. O ponto alto será o lançamento do livro "Infinitamente Mulher", produzido em parceria com a Casa do Poeta. A obra reúne 55 mulheres de Santiago que mostram seu talento literário, ajudando a divulgar a Terra dos Poetas. Todas elas serão agraciadas com o certificado de Mulher Nota 1.000.

Confira as 55 escritoras que estão participando do livro:
  • Aldorete Senhorinho Martins
  • Aline Souza de Souza
  • Amanda Benvegnu dos Santos
  • Ana Paula Milani
  • Ana Paula Sangói Campos
  • Ana Rauber
  • Andressa Vieira Obem
  • Angela Maria Genro
  • Angélica Erd
  • Antonia Nery Vanti
  • Arlete Cecília Tusi Cossentino
  • Arlete Gudolle Lopes
  • Ayda Bochi Brum
  • Camila Canterle Jornada
  • Camilla Cruz
  • Clarissa Guerra
  • Cláudia Inês Larre
  • Deise Pinto Marchezan
  • Delina Porto Guarize
  • Diessica Carlosso Boff
  • Eduarda da Silva Bittencout
  • Enadir Obregon Vielmo
  • Érica Bassin Fumaco
  • Erilaine Perez
  • Fátima Friedriczewski
  • Fernanda Alberti
  • Gabriela Alberti
  • Heloísa Flôres
  • Iára Marlene Mezetti
  • Ilma Bernardi
  • Indiara Silva
  • Janaína Almeida Vargas
  • Jocimari Lopes do Nascimento
  • Juliana Rigon
  • Lígia Rosso
  • Lilian Ferraz Zanella
  • Lise Fank
  • Louise Garcia Machado
  • Luana Almeida Teles
  • Luana Diello
  • Maiara Jantsch
  • Marla Gavioli Ramos
  • Marlene Brasil Brandão
  • Naíse Munhões Quartieri
  • Nara Bachinski
  • Nathália Nunes Cogo
  • Nivia Andres
  • Nuraciara Xavier
  • Rozelaine Aparecida Martins
  • Sandra Ivaniski
  • Tais Cattelan Boff
  • Tassiane Kother do Canto
  • Tatiana Vier
  • Thays Stefanon Rodrigues
  • Therezinha Lucas Tusi
Além de Gisélle Ribeiro (Apresentação) Adriana Madrid (capa) e Tainã Steinmetz (diagramação).

O evento tem os seguintes parceiros: Hospital de Caridade de Santiago Uri-Campus Santiago, Hadassa-Escola e Estética, Casa do Poeta de Santiago, Emater Santiago, Ervateira Santiago, Viação Centro Oeste e Márcia Fontana-Site Beebop.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...