segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Minha Sina

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Perco-me
no labirinto das palavras.
São tantas entradas,
tantas saídas,
como as avenidas
da vida.

E, nessa cidade
de palavras,
nas esquinas
do pensamento
vou construindo versos
sem rima.

É minha sina
derramar sonhos,
deixar vazar a fantasia
e, gota a gota,
ir pintando
os cantinhos
que encontro escondidos
nas idas e vindas,
pelo labirinto das palavras,
pelos caminhos
da vida.

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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Enquanto a...

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Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra.

Bob Marley

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

15 anos sem Caio Fernando Abreu

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Nesta sexta-feira, 25 de fevereiro, fazem exatos 15 anos do falecimento do escritor Caio Fernando Abreu. Sua morte ocorreu nesta data, no ano de 1996, em decorrência da Aids.

Caio Fernando Loureiro Abreu nasceu em Santiago (RS) no dia 12 de setembro de 1948. Se estivesse vivo, completaria 63 anos. Em sua cidade viveu até os 15 anos. Depois ganhou o mundo. Morou em São Paulo, onde trabalhou nas revistas Veja, Nova, Manchete e Pop. Escreveu para os jornais Correio do Povo, Zero Hora, Folha de S.Paulo e outros. Foi perseguido pela ditadura militar e viveu um período na Europa, onde experimentou de tudo: fome, droga, prostituição. "Bebi de todos os prazeres e senti todas as dores. Me fez compreender, me fez aprender. Não me arrependo de nada", disse.

Sua bibliografia inclui os livros Inventário do Irremdiável, Limite Branco, O Ovo Apunhalado, Pedras de Calcutá, Morangos Mofados, Triângulo das Águas, As Frangas, Os Dragões não Conhecem o Paraíso e também o romance Onde Andará Dulce Veiga, que ganhou uma versão para o cinema estrelado por Maitê Proença e Carolina Dieckman.

Para quem não sabe, o famoso livro "A Arte da Guerra" foi traduzido para o Brasil também por Caio Fernando Abreu (Em parceria com Mirian Paglia).

Não há dúvida de que o interesse maior pelo escritor se deu a partir de sua morte. Hoje temos uma geração que abraçou a obra do escritor, que deu voz a sentimentos que muitas pessoas represam ou não sabem expressar. Caio Fernando Abreu é a voz da literatura moderna, que dialoga de forma muita franca com os jovens da atualidade, sendo possível observar isso nas redes sociais, blogs e twitters que disseminam seu pensar.

Apesar de ter nascido em Santiago, cidades como São Paulo e Porto Alegre (especialmente) abraçaram e preservam o seu legado, de maneira muito firme. Em sua cidade, existe a Casa do Poeta de Santiago que faz referência ao seu nome; um busto na Rua dos Poetas (atração turística); uma escola profissiolizante (Sistema Educacional Galileu-Instituto Caio Fernando Abreu) e a promessa de batizar um Auditório Multicultural.

É pouco, considerando que o lugar reservado a Caio F. na literatura brasileira é ao lado dos maiores escritores de todos os tempos.

30º Cafezinho Poético

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LOCAL: sede da Casa do Poeta de Santiago, rua Silveira Martins, 1432, Santiago, RS (próximo ao Mercado Camelo).
DATA: 26 de fevereiro de 2011, sábado.
HORÁRIO: 19h.

Evento aberto ao público. Participe!

Inverno da Alma

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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Canção à mulher gaúcha

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A mulher gaúcha é chamada de prenda
E prenda é palavra de grande valor
(Aqui no Rio Grande a prenda é prendada
E considerada a mais linda flor)

É a flor do campo, brinco de princesa
Seu pranto chorado é um orvalho de luz
(Seu branco sorriso é de rara beleza
Que a natureza preserva e seduz)

(Mulher gaúcha sejas minha prenda
Serás minha prenda, serei teu peão
Não tenho riquezas mas tua fazenda
Serás para sempre o meu coração)

A mulher gaúcha, jóia lapidada
De sangue nativo e também de além-mar
(Irmã, filha, esposa ou mãe adorada
A abençoada, rainha do lar)

Eu deixo um recado a quem desejar
Fazer do meu verso a sua oferenda
(À mulher gaúcha, em primeiro lugar
Tem que respeitar e chamá-la de prenda)

Clodinei Silveira Machado
silveiraselva@ibest.com.br
Santo Ângelo, RS



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Foi Você

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Foi você,
Que me devolveu a vida,
Curou minha alma ferida,
E o coração despedaçado,
Descrente do amor!

Foi você,
Que chegou de mansinho
E com muito carinho,
Reuniu os cacos
De meus sonhos
Que jaziam jogados
Em um canto qualquer.

Foi você,
Que juntou com meiguice
Minhas ilusões despedaçadas,
Que jogadas estavam
Na rua da amargura
E da solidão!

Foi você,
Que para o amor
Despertou-me outra vez.
Com o sopro de sua paixão
Fez-me renascer
E crescer como mulher!

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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Nêmesis (Agatha Christie)

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Em Nêmesis, Miss Marple recebe uma estranha carta dos advogados do seu falecido amigo Jason Rafiel: uma generosa herança a espera, se ela quiser pôr seus talentos investigativos em ação para resolver um crime que Rafiel não pôde solucionar antes de morrer. Mas ela não tem pistas quanto ao que aconteceu, quando aconteceu, onde e com quem. A única pista que a carta lhe dá é a palavra "Nêmesis". De maneira muito estranha, a investigação de Miss Marple será guiada por um morto, que vai ajudá-la a desvendar não um, mas vários mistérios.


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Toda semana uma dica de livro para você.
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terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Tormento

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Hoje, abandonou-me
a inspiração!
Escureceu meu dia
a sombra da desilusão!
Fez-se noite
em meu coração!

Profundamente,
senti doer minh´alma,
devido à escuridão
de tua ausência!

Ofuscou-se
o brilho dos olhos meus
ao não se banharem
no brilho dos teus!

E, no silêncio que me rodeia,
sem o som de tua voz,
só a zombeteira saudade
faz-se presente
para me atormentar!

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Sou...

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Sou lua... Sou sol...
estrela guia.
Sou água... sou fogo...
sou ar.

Sou relâmpago
em meio à escuridão.
Sou o rio da esperança
que deságua no mar.
Desconheço medos...
não temo a solidão.

Muitas vezes,
os mistérios das sombras
tento desvendar...
Para isso... dentro delas...
preciso mergulhar.

Em outras...
o melhor que faço
é deixar o tempo passar...
espantar as sombrias nuvens
que estão a me rondar.

Meu desejo maior
é minha rota mudar,
embrenhar-me
por atalhos desconhecidos
descobrir o que lá adiante
irei encontrar.

Brumas e nevoeiros,
não irão me atrapalhar...
minha vontade supera
qualquer vendaval.
Sou livre como o vento...
Soprando no canavial!

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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Do tempo do mimeógrafo

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Você lembra daquela maquininha que de uma matriz com papel carbono faz surgir muitas cópias a medida que uma manivela é girada? Pois encontrei um exemplar desses, o mimeógrafo, no Museu das Comunicações de uma universidade que visitei. Estavam expostos diversos objetos utilizados no Século XX. Eram rádios gigantescos e nos mais diferentes formatos, televisores de imagem preto e branco, discos LP, os primeiros aparelhos de fax e de telefone que surgiram no mercado, máquinas de escrever e o dito mimeógrafo.

Ele é um artefato do passado, mas, infelizmente, também do presente. Não deveria mais ter lugar nas salas de aula, contudo, continua sobrevivendo como ferramenta em muitas escolas brasileiras. Tão triste quanto isto é constatar, também, que além de não nos desprendermos de objetos do passado, ignoramos as novas tecnologias. O computador, projetores de imagem, aparelhos de DVD e de som são mídias mais atualizadas, mas continuam sendo monstros para grande parte dos docentes. Assim como é retrógrado o uso do quadro-negro para transmitir toda a matéria à turma.

Não apenas em turmas de ensino fundamental e médio deparamo-nos com quadros cheios de conteúdo rabiscado. Não raro o mesmo ocorre nas salas de aula de ensino superior, seja nos cursos de formação de professores ou em outros. E esses mesmos professores ainda querem que seus alunos sejam dinâmicos em sala de aula, que utilizem toda a tecnologia disponível para facilitar a aprendizagem dos discentes. É muita hipocrisia. Ou falta de sensibilidade para não perceber a incoerência do discurso com a prática.

A lousa deve ser utilizada como um meio auxiliar, onde o docente aponta alguma observação que vá surgindo durante a aula. Se existem folhas e a máquina copiadora já foi inventada, por que não usar? Desse modo, ao invés de perder tempo transcrevendo as regras gramaticais para o caderno, o aluno poderá ler com a turma a matéria, realizar exercícios, fixar o conteúdo e unir o que assimilou com todo o conteúdo da disciplina.

A mera cópia para o caderno dos vocábulos escritos na lousa não ensina nada. Aí, abre-se margem para que surjam piadinhas nem tão distorcidas da realidade como a que diz que o professor faz de conta que ensina e o aluno faz de conta que aprende.

Que atrativos terá uma aula com apenas caderno, caneta e um professor sentado falando, se o aluno chega em casa ou vai numa cyber, acessa o Orkut, conversa com outras pessoas pela rede, atende ao telefone, fotografa algo que acha interessante, filma alguém, envia um torpedo e escuta uma música do mp3 pelo fone de ouvido? Há muito mais dinâmica nas interações extra-escolares que dentro da sala de aula. Se o que ele faz na escola tiver relação com o que vive fora dela, a aula será atrativa.

Lógico, a teoria anda muito bem quando dissociada da prática. Pois pôr todo esse palavreado dentro da aula é uma tarefa árdua e que exige grande esforço do professor. Ele necessita estar atualizado com a evolução digital, com os fatos cotidianos e não pode esquecer de entrelaçar a essas mídias, as matérias inerentes à série.

Conforme reportagem da revista Nova Escola de janeiro/fevereiro de 2011, existem 67,5 milhões de pessoas com acesso à internet, incluído o uso em lan house e no trabalho. São 34,9% dos brasileiros. Temos computadores desktop (de mesa), notebooks, netbooks e tablets a nossa disposição. É uma infinidade de aparelhos que nos conectam à internet e com inúmeras funções. É uma realidade que não podemos ignorar. Mais que isso, devemos incluir no estudo. Utilizar a nosso favor as redes sociais como Orkut, Facebook, Badoo e os blogs e sites especializados em disciplinas curriculares.

Os computadores estão cada vez mais baratos e acessíveis. Urgem como necessários em sala de aula na construção do conhecimento do aluno. Aulas iguais às que nossos pais tiveram na infância e adolescência não são mais bem-vindas. Porque não há nada de atraente nelas. Enquanto o professor ficar escrevendo textos e textos no quadro ensandecidamente, seus alunos estarão ouvindo mp3, trocando torpedos ou tirando fotos com seus celulares. E aí, sim, faremos valer a triste máxima de que o professor faz de conta que ensina e os alunos fazem de conta que aprendem.

Giovani Roehrs Gelati
http://giovanigelati.blogspot.com
grgletras@gmail.com
Uruguaiana, RS





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Aprendi que...

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Aprendi que não posso exigir o amor de ninguém. Posso apenas dar boas razões para que gostem de mim, e ter paciência para que a vida faça o resto.

William Shakespeare

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Direito de Amar

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quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Santiago ganhará as Estações do Saber

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Em breve Santiago ganhará com a criação das Estações do Saber, que serão instaladas em bairros e vão oferecer espaços com livros, jornais, revistas, internet e proporcionar a convivência social. Inicialmente estão previstas a construção de duas unidades, a um custo de R$ 54.350, cada. As primeiras estações serão construidas na praça do Ginasião Municipal e também na praça Tito Becon (ao lado da escola Thomás Fortes). Com mais esse projeto, a Prefeitura de Santiago pretende incentivar a leitura e levar a cultura para perto dos cidadãos.

Acesse o site da Prefeitura Municipal de Santiago para mais informações.

Abs VII

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Mirta Benavente

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Não chores, coração

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Por ficas assim, coração?
Entristecido, magoado,
chorando pelos cantos
sem consolação?

Tens, para isso
alguma razão?
Ou serão apenas lamúrias
para chamar atenção?

Deixa disso, coração!
Volta a tua antiga alegria,
amanhã é outro dia
e verás que tudo mudou, então!

Verás que chorar não leva a nada,
só maltrata nossa alma,
deixando-a sem direção.

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

A garota do assento sanitário

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Perguntei-me, há alguns dias, o que levaria uma empresa que vende assentos sanitários a colocar a imagem de uma mulher na embalagem do produto. Não fui só eu. Quem estava a minha volta questionava-se, também, quanto ao motivo. Estranhamente, aparecia escrito “assento sanitário plus – modelo universal”. Havia mais informações, inclusive: “material almofadado. Acesse nosso site www.nomedaempresa.ind.br". Tinha, também, o SAC, Serviço de Atendimento ao Cliente. Fiquei tentado a ligar para lá e indagar o motivo de uma mulher jovem, possivelmente antes dos 20 anos, loira, produzida um pouco no Photoshop (arrisco eu), aparecer na embalagem de algo que serve para as pessoas sentarem na hora de irem aos pés.

As cervejarias e outras que vendem produtos de baixo valor e grande vendagem utilizam uma técnica semelhante, onde associam os seus produtos a imagens de mulheres impecavelmente lindas de rosto e corpo, banhadas em pó, luzes e retoques digitais para deixar perfeitas todas as silhuetas dos seus corpos. E para que tudo isso? Pesquisas comprovam que no momento que um homem (o maior cliente quando se trata de cerveja, neste exemplo) vê a imagem de mulheres bonitas na televisão, tende a ser mais impulsivo. E como uma cerveja é relativamente barata e dá para comprar na esquina, esse impulso leva-o a comprar pelo menos um exemplar de cevada. Depois de fazer esta associação, constatei que os donos da empresa de assento sanitário devem ter pensado na pesquisa e tentado adequá-la ao produto que vendiam.

Ainda ilustrando essa situação, a Antarctica lançou a Juliana Paes tomando cerveja, o que inicialmente não tem nada a ver uma coisa com a outra. Mas criaram toda uma história para que houvesse relação. Dessa maneira, toda hora que a Juliana for vista, a mente vai remeter à cerveja e à vontade de beber.

Há pessoas que são assim. Você vê um eu que não é o verdadeiro. É apenas aquela imagem bonitinha, certinha e perfeita que é transmitida com o intuito de parecer ser alguém seguro de si, alguém que resolve todos os problemas num passe de mágica. Um super-herói. Mas descobrimos ainda na infância que superpoderes só existem na ficção. No entanto, continuamos acreditando que existem super-heróis na quadra ao lado. E tentamos, inutilmente, ser como aquele nosso farol, nosso deus particular. Fracassamos e jogamos a culpa em nós, que somos incompetentes. Ledo engano. A pessoa segura que vemos treme de medo ao sair de nossa visada. A pessoa a qual aspiramos ser chora deitada na cama. A pessoa que endeusamos clama por ser criança de vez em quando, ao aparecer um problema de difícil solução. Assim como nós, os reles mortais.

Mas, também, há outro motivo para ver uma garotinha bonita na tampa de um assento sanitário. Qual é a primeira coisa que uma mulher se preocupa quando entra numa casa? Se ela é higiênica. Em especial, se o banheiro é limpo. E nada mais íntimo que a tampa do vaso, o assento sanitário. Por isso a preocupação da empresa em associar a imagem de uma garota à “tampa injetada em polipropileno de alto brilho com base soprada com PEBD/EVA preenchida com espuma de poliuretano”. Ao olhar para a imagem da menina na capa do assento, a mulher tem a sensação de que a garota já o usou e o aprova. Isso quer dizer que é um produto higiênico, limpo, de qualidade, que pode ser comprado.

A aparência sempre foi protagonista. O conteúdo continua remando para assumir a relevância devida. Ser apenas um rostinho bonito pode abrir algumas portas, mas não dá a chave da casa. Para isto, o conteúdo se faz necessário. Não compensa ser o que não somos, porque um dia a máscara cai e o verdadeiro rosto, feinho, se descortina.

Giovani Roehrs Gelati
http://giovanigelati.blogspot.com
grgletras@gmail.com
Uruguaiana, RS





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Bleeding Heart (Angra)

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Sou Poeta

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Sou poeta enclausurado
Nas duras agruras do tempo.
Descrevo, no presente, o passado
Que rebusco a todo momento.

Sou poeta que sofre calado,
Suas dores, seus tormentos,
Guardando no peito magoado
Seus mais íntimos sentimentos.

Sou poeta, é minha sina.
Mesmo com versos sem rima,
Meus ais vou registrando.

Nos caminhos por onde passo,
Do meu jeito meus versos faço,
Mesmo certas regras quebrando.

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Orgulho e Preconceito

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Sugerido por Dje.
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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Energía

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Maria Cristina Faleroni Christensen

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Voando Para o Eu

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A dor não importa,
eu vou voar.
Mesmo que para longe,
mesmo que para outro mundo
ou quem sabe
para o mais distante que a matéria pode ir.
Mas eu vou voar.

Como um pássaro eu vou voar.
Ou seria melhor como uma espécie mais evoluida?
de qualquer maniera, eu vou voar.
E vou me encontrar.
Porque estarei me esperando
bem ao lado da liberdade.

E pra não perder a felicidade,
vou costurá-la na ponta das minhas asas.
Assim não vou machucar meus dedos
e porderei me tocar assim que me encontrar.
E poderei abraçar a liberdade,
como se ela não fosse minha,
como se ela ainda fosse inalcansável.

E eu vou voar...
para longe dos gritos e gemidos.
Sentirei o vento formigando minhas asas
e o céus molharão meus olhos com os pingos de chuva,
mas eu já estarei em paz,
porque eu apenas voei.

Andrei R. Lopes
http://andreilopes.blogspot.com
andrey.rl@hotmail.com

Santiago,RS



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Você fala corretamente?

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Essa língua portuguesa vem, cada vez mais, conspurcada... Deletou o texto? Printou o texto? A língua sendo engolida por essas coisas todas... pode ser um processo normal, pode ser um enriquecimento da língua, mas pode ser, também, às vezes, um desvio.

Pode ser um abuso, porque se você tem a palavra em português, por que não usá-la corretamente? Essa invasão da língua talvez seja não conhecer a língua e vai assimilando o que vem como vem.

Aí vem com a bandeira de libertário, de inovador. É um grande engano.

Por favor, não atirem pedras neste cronista. Apenas reproduzi a fala tosca do jornalista e escritor Ignácio de Loyola Brandão, em entrevista ao professor Pasquale Cipro Neto, num DVD da TVEscola, promovido pela Secretaria de Educação a Distância do Ministério da Educação. Na ocasião, o escritor comentava do grau de responsabilidade que possuía um cronista de jornal. Ele via o seu papel de comunicador como uma grande ferramenta na ajuda a lutar por uma língua mais pura, ou menos conspurcada, ou seja, menos suja, corrompida. Vernáculo este que poucas pessoas utilizam. Geralmente são do rol discursivo de teóricos, intelectuais, nas suas ânsias em demonstrar toda a gama de conhecimento que possuem. Não passa de erudição quadrada, arcaica, retrógrada, infeliz.

Pois esse purismo de Ignácio de Loyola está em todo canto, mascarado em forma de piadinha entre amigos, discriminação de alunos com outros. Os estudantes de escola rural que saem do seu lócus e buscam vida melhor na cidade encontram uma realidade cruel. São discriminados pela sua fala caipira, diferente da fala da elite. Das pessoas que acham que conseguem flexionar verbos e estruturar orações como se habitassem o mundo do Parnasianismo de Vaso Grego e Vaso Chinês, preocupados tão só com a estrutura, de discursos esvaziados.

Joga nesse time torto de puritanos, também, o integrante do programa CQC, Rafinha Bastos. Ele e Marcelo Mansfield analisaram, inoportunamente, a fala do casal Nardoni, numa entrevista do casal para o programa Fantástico, da Rede Globo. Sem a mínima sensibilidade com o tema e desprovidos de conhecimento da gramática, fizeram pouco caso da morte da menina Isabella e tentaram seguir a fórmula mágica do Ignácio de Loyola: falar corretamente e explicar como se faz isso. Mas o resultado foi trágico: demonstraram sua ignorância linguística, que não são pessoas sérias e que a fala coloquial sempre prevalece no discurso. Mesmo quando se tenta ostentar maior sapiência e termos arcaicos são buscados no dicionário apenas com essa finalidade, sempre escorregamos e não falamos o português formal (e irreal).

Em determinado momento, Rafinha critica a coerência da fala do casal e Marcelo complementa “verbo, objeto direto, sujeito oculto, não dá pra entender... ditongo crescente”. Tem frase mais mal estruturada que essa? Citar classes gramaticais, termos da oração, apenas, escancara o ridículo de suas falas. São críticas vazias, inconsistentes. Assim como os Nardoni, utilizaram uma variação não-padrão da língua.

Posicionamentos retrógrados como esses, de um escritor aclamado e de dois comunicadores de grande projeção no cenário nacional, remontam quase à Idade Média. Esse purismo que evidenciam surgiu na França, no longínquo Século XVII. A terra do perfume vivia um regime absolutista, centralizado na figura do rei, detentor de poderes inquestionáveis.

Nasceu com aquela aura e naquele solo, em 1585, Claude Favre, Barão de Pérouges, senhor de Vaugelas. Acreditava, à semelhança de nossos antagonistas, que a “boa linguagem” era a falada pelos aristocratas. A sua visão delimitava-se à condição de que, para falar francês corretamente, deveria-se ter como inspiração a parte mais sadia da Corte. Palavras de Marcos Bagno, professor sociolinguista, estudioso da nossa língua falada, no seu site: “Então, não basta ser nobre, não basta ser aristocrata, é preciso ser mais nobre que a nobreza, mais aristocrata que a aristocracia… O espírito de Vaugelas se incorpora hoje em muitos paspalhos e sacanas que andam por aí atacando as “impurezas” do português brasileiro”.

“Paspalhos” como Rafinha e Marcelo Mansfield não deveriam palpitar em campos desconhecidos, deixando claro um posicionamento preconceituoso e inaceitável. Loyola deveria conhecer o profº Bagno. Ou, pelo menos, aprender que os abusos e desvios da língua aos quais ele se referiu, nada mais são que a evolução dinâmica da língua. De todas as línguas, não só a portuguesa. Assim como evoluímos e adaptamo-nos de acordo com o tempo, o que falamos também assume formas diferentes.

Giovani Roehrs Gelati
http://giovanigelati.blogspot.com
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Uruguaiana, RS





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Angel (Sarah Mclachlan)

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segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Vale a pena esperar

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Quando puder voarei até o infinito,
buscarei o brilho da estrela mais brilhante,
se um pouco dele a mim estiver destinado.

Para mim, o melhor almejarei
porque merecedora sou, eu sei!
De meus sonhos, por mais impossíveis
que pareçam, jamais desistirei!

Não importa o tempo, a demora,
saberei esperar até que chegue a hora.

Estou certa de que num tempo qualquer,
Num lugar distante, onde jorram fontes
de esperança e felicidade, embrulhados
em bonito papel de presente,
estarão meus sonhos, anseios
e desejos mais ardentes!

Quando os encontrar saberei
que valeu a pena a espera.
Valeu a pena sofrer,
chorar e viver!

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
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A dúvida...

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A dúvida é o princípio da sabedoria.

Aristóteles

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Guerra ao Terror

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quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Depois da Escuridão (Sidney Sheldon)

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Abençoada com um rosto angelical e a inocência de uma criança, Grace Brookstein é a esposa perfeita de Lenny Brookstein, o rei de Wall Street. O bilionário – que tem prioridades no mundo todo, uma frota de iates e uma vida aparentemente perfeita – fez sua fortuna com o fundo de hedge Quorum, voltado para idosos, operários, pequenas instituições de caridade e famílias que lutam para sobreviver e garantir uma vida melhor para seus descendentes.

Sendo a personificação do cidadão americano – ambicioso, workaholic e generoso -, o rosto de Lenny está; em todo lugar: desde as páginas de publicações de negócios até as colunas sociais. O casal é enaltecido por sua generosa contribuição filantrópica, principalmente pelo baile anual de caridade promovido pelo Quorum.

Apesar do colapso catastrófico do mercado de ações, o estilo de vida dos Brookstein (veraneios, partidas de pólo e jatinhos particulares) não se abala. Até o dia em que Lenny sai para velejar e nunca mais retorna. Seu iate é encontrado vazio em alto-mar. Inconsolá;vel, Grace Brookstein não imagina que o desaparecimento do marido representa apenas o início de um pesadelo sombrio e aterrorizante que está; prestes a dominar sua vida.

Algumas semanas depois, bilhões dólares desaparecem do fundo Quorum, provocando a falência de milhares de famílias de classe média e pequenas instituições. A viúva de Lenny Brookstein encabeça a lista de suspeitos pelo roubo. O país inteiro está; convencido de que ela cometeu o crime e todos querem vê-la pagar por isso – ou pior: querem fazer justiça com as próprias mãos. Subitamente, a socialite que um dia foi a queridinha da América se transforma em uma odiada Maria Antonieta contemporânea, sozinha e indefesa diante de sua iminente queda.

Mesmo assim, Grace está; certa de que foi usada como bode expiatório, e fará; tudo para provar isso. Cercada por inimigos, ela aprende a confiar apenas em si mesma, e embarca numa odisséia psicologia que transformará; para sempre a doce e angelical Grace Brookstein.

Repleto de casos amorosos, glamour, reviravoltas surpreendentes e do suspense sedutor que fizeram de Sidney Sheldon um lendá;rio autor best seller. Depois da escuridão conduz o leitor a uma jornada alucinante que dá; continuidade ao legado do mestre.


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quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Desejável Imperfeição

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Ah, como eu queria, como eu queria ser boêmio e deixar o cabelo comprido. Beber insaciavelmente o absinto e não pensar nas conseqüências de minha própria vida.
Ah, como eu queria ser o bêbado daquela música, trajando luto e lembrando Carlitos. Ficar na praça à deriva, monologando meus problemas.
Ah, como eu queria não gostar do bom gosto, não gostar do bom senso, não gostar dos bons modos, não gostar. Ser rude sem culpa, ser grosseiro sem preocupação.
Ah, como eu queria ser Fortunato, de Machado de Assis, e torturar aquele rato maldito sem piedade. Sentir seu sangue escorrer junto de minha felicidade.
Ah, como eu queria ser cruel e apagar a punhaladas quem me machucou inteiramente. Quebrar os seus sonhos e riscar sua memória.
Ah, como eu queria ser apático e vazio, ser um nada. Não reagir, nem sentir quaisquer tristezas que estivessem em meu coração.
Ah, como eu queria, como eu queria partir sem deixar rastros, recomeçar o que nunca pude e terminar o que sempre ansiei.

Ettore Stefani de Medeiros
http://ettorestefani.blogspot.com
Santa Maria, RS



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terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Desabafo de um Senhor

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A gravidade penetrou por entre os vácuos.
Cá estou a sentir o efeito do tempo.
O andar da juventude passou e não voltará
E as memórias da infância, hoje, são apenas vultos indistintos.

As rugas em minha face fingem minha sabedoria,
Porque de nada mostram o meu âmago.
Vejo linhas curvas e mal-traçadas que contornam meu rosto,
Assim como os caminhos que sempre percorri.

Como último desejo de uma história de amargura,
Desejaria apenas ser amado.
Um amor que transpusesse os bloqueios entre vida e morte
E que completasse todas as tristezas sofridas.

Depois disso eu iria até profundo e escuro falecimento
E sorriria em louvor encantado
Por ter tido a chance, mesmo no último momento,
De sentir o coração acalentador de um grande amor.
De amar e ser amado.

Ettore Stefani de Medeiros
http://ettorestefani.blogspot.com
Santa Maria, RS



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