sábado, 23 de fevereiro de 2013

Em Outras Vidas

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Que olhar é esse?
que me transmite paz,
mas também me deixa inquieta.
que olhar é esse?
tão cheio de mistérios,
mas tão conhecido.
que olhar é esse?
um pouco triste,
mas que também mostra a felicidade.
que olhar é esse?
que diz o quanto quer,
mas que foge.
Me diga , que olhar é esse?
ou deixa que eu decifro.
seu olhos , são o que já olhei
algum tempo antes,
mas que agora reencontro,
em outro corpo,
em outra estação,
mas com a mesma sintonia.
então que olhar é esse?
é o mesmo que eu amei
em outras vidas.

Deise Marchezan
deisepintom@hotmail.com
Santiago, RS



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ATENÇÃO: A Casa do Poeta de Santiago não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos ou pelas ideias expressadas por estes. Os artigos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores, e expressam as idéias pessoais dos mesmos.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Vem aí a 2ª edição do livro Infinitamente Mulher

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Até a próxima quinta-feira, 28 de fevereiro, as escritoras de Santiago podem enviar textos para participar da 2ª edição livro Infinitamente Mulher, que mostrará o talento das santiaguenses na literatura. O livro reunirá contos, crônicas e poesias produzidas por escritoras veteranas até as mais jovens. O lançamento vai ocorrer no evento Mulher Nota Mil, dia 8 de março deste ano, sendo que cada escritora participante vai ganhar um exemplar. A organização do livro é do Centro Materno Infantil e Casa do Poeta de Santiago.

Você quer participar? Então, o prazo é curto: basta encaminhar o seu texto (conto, crônica, poesia, etc) para o e-mail casadopoeta.stgo@gmail.com.

ATENÇÃO: textos recebidos após o dia 28 de fevereiro não entrarão no livro, visto que temos que diagramar, revisar, enviar para a gráfica etc.

Bullying: a máscara das problemáticas sociais

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Toda forma de agressão, intencional e repetida, sem justificativas e que utiliza o poder ou força para intimidar alguém, submetendo o indivíduo ou a vítima a traumas, baixa autoestima e problemas de relacionamento; atitudes discriminatórias e uso de apelidos pejorativos, foram denomidadas Bullying.

Esse termo obtido por meio da abstração dos processos sociais responsáveis pela sua eclosão, reduz o peso real na consciência do ser humano e sua reflexão sobre as atitudes que corrompem o bem estar social. É um estereótipo de problemas de relação com o outro. São questões fundamentais falseadas a um interesse maior. Interesses políticos? Aquém do que uma sociedade alienada pode cocluir, sociedade essa que interessa aos líderes viosionários e corruptos que têm o controle de tudo. Não o governo, o controle!

A denominação Bullying importada da língua inglesa camurfla muitas problemáticas sociais, tais como agredir fisicamente, roubar ou estragar, objetos alheios, extorquir dinheiro, forçar comportamentos sexuais, obrigar a realização de atividades servis, insultar, apelidar, “tirar sarro”, fazer comentários racistas, homofóbicos ou que digam respeito a qualquer diferença no outro; excluir sistematicamente uma pessoa, fazer fofocas ou espalhar boatos, ameaçar excluir alguém de um grupo para obter algum favorecimento ou, de maneira geral, manipular a vida social de outrem.

Quando um ofende o outro, é uma prática de Bullying. Não! É divergência de gênero, de raça, de sexo, de ideias, de sociedade e tantos outros ítens que o Bullying não deixa aparecer.

Nas escolas, nas ruas, em todos os lugares da sociedade andam os Bullies, que são os agressores. Agressores? Também não! Esses são os racistas, egoístas, preconceituosos, homófobos, mal educados, intolerantes, violentos, dentre muitos outros adjetivos que representam verdadeiramente os Bullies. E quem vê isso? A sociedade não vê porque a realidade não aparece.

Esse comportamento resiste á soluções simplistas e quando se utiliza Bulyling para definir diversos processos sociais geradores de indiferenças entre povos, o leque de dissolução reduz ao mínimo possível, porque se não há uma visão objetiva e clara do fato social correspondente à ação preconceituosa, uma atitude meramente punitiva alimentará uma agressvidade passível de transtornos e ideias de vingança que culminarão numa tragédia até mesmo futura.

Vitimados pelo Bulyling vivem com baixa autoestima, baixo rendimento e evasão escolar, estresse, ansiedade e agressividade, isolamento social como uma forma de fuga e proteção contra as agressões. A situação pode, ainda, progredir para fobias e depressões com idéias suicidas.

A pergunta que não quer calar é se estamos prontos para lidar com isso nos ambientes em que vivemos. Em casa, na escola, no trabalho, com a família, com os amigos. Muitas pessoas, muitas crianças precisam ser ouvidas, porque essa agressão que foi tão reduzida atualmente, não se limita a fatores sociais, econômicos e culturais, ela abrange a influências de colegas, da escola, da comunidade, as relações de desigualdade e de poder, relações negativas com os pais, o clima emocional frio em casa, produzem esses comportamentos. Está mais próximo do que conseguimos enxergar.

A intolerância e o preconceito não devem ser camurflados a Bulyling. Não se trata de uma brincadeira, porque na brincadeira todos se divertem. Não são simples gracejos, nem “coisa de criança ou de amigos”, tampouco de uma fase que passa na vida das pessoas. E se passar, as consequências não importam?

No Brasil essa forma de violência estará sempre atrelada à imensa problemática caracterizada pela desigualdade e exclusão social, contudo, os germes do preconceito e da intolerância podem ser localizados em cada ser humano, sem exceção.

A informação leva ao conhecimento, a partir de que é internizado e praticado por quem leu ou ouviu. Fazer as perguntas certas é um exercício desenvolvido pela filosofia, encontrar as respostas é resultado de uma inquietação despertada.

Pessoas alienadas não se movem, não reivindicam. A sociedade é imediatista, informações correm a todo o tempo, e não nos damos ao trabalho de pensar em tudo que vemos, abrindo espaço para que a injustiça controle o comportamento de uma massa de seres inteligíveis, porém retrógados.

Mais do que vemos são as coisas que nos são mostradas. Abrir os olhos é acionar o intelecto. Bullying não é um problema, são muitos problemas falseados para que os seres humanos se corrompam entre si, se preocupem entre si, e tirem sua atenção do alvo que promove todo um desconserto social. Somos Bullies de nós mesmos quando não queremos mais enxergar.

Allan Maykson Longui de Araújo
Professor de Filosofia do Centro Educacional Projetar e Contador de Histórias.
allan.maykson@hotmail.com
Linhares, ES



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Só um minuto

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Pudesse eu ter a força do destino para te proteger de todas as dores e choros.

Pudesse eu ter o dom do canto para acordar-te sempre ao som de uma melodia suave.

Pudesse eu ter o dom da fala para acalmar teu pranto e dizer que adoro teu jeito de ser seguro e doce ao mesmo tempo.

Pudesse eu viver e segurar tuas mãos frias durante todos os invernos.

Pudera eu aprender que a arritmia que sinto por ele é normal e que a falta dela é um vazio igual a morte.

Angélica Erd 
Santiago, RS
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O Celular

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Cada vez mais sou surpreendido pela tecnologia modernal.

Os primeiros celulares, que aqui chegaram, eram do tamanho de um tijolo, e os preços tão pesados quanto.Hoje são do tamanho de uma bolacha de sal, das médias, e os valores variando, entre o salgado comum e light para hipertensos.

Nesses aparelhos modernos podemos ter, desde ligações telefônicas comuns, até as atualizações instantâneas sobre como será o capítulo da novela das oito, jogos, GPS, enviar fotografias, filmagens, e mais um sem número de utilidades,
e inutilidades virtuais, mas tudo isso  com uma única condição, se o dito cujo não se encontrar “fora de área de serviço”.

A maioria usa moderadamente, outros com exagerada inconveniência, falando em voz alta em lugares públicos, como restaurantes, supermercados, tratando de negócios como se ali fossem seus escritórios, ou descrevendo com detalhes sua última intervenção cirúrgica.

Ontem vinha eu, dirigindo-me uma farmácia, quando deparei-me com um velho amigo, portando-se mais ou menos assim: nada nas mãos, com um fiozinho saindo do ouvido em direção ao bolso da camisa, vermelhão no rosto, gesticulando adoidadamente, e falando aos berros:

- Mas tem que ser hoje ???

Não tive dúvida, seu interlocutor deveria ser o gerente do banco pedindo para cobrir o saldo devedor.

Paulo Walmir Assunção Vargas

São Leopoldo, RS


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