quinta-feira, 28 de abril de 2011

Casa do Poeta de Santiago recebe convite para a abertura da Feira do Livro de Santa Maria

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A Casa do Poeta de Santiago recebeu o convite para participar da abertura da FEIRA DO LIVRO DE SANTA MARIA. O Presidente Giovani Pasini estará presente, representando a entidade.

Ilusão

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No sol de teu olhar
embrenhei-me. Perdi o rumo!
Mergulhei fundo no abismo
de tuas retinas.
Esqueci de mim,
perdi-me em ti...

Naveguei
no desejo de ser tua,
afoguei-me na fantasia
de que me pertencias.

Acordei em marés
de desatino,
ao ancorar na praia
da realidade
e constatar
que me encontrava só!

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



Se você quiser divulgar neste espaço, envie seu seu trabalho para casadopoeta.stgo@gmail.com com os seguintes dados: nome completo; foto; blog (se tiver); e-mail para contato e cidade/estado.

ATENÇÃO: A Casa do Poeta de Santiago não se responsabiliza pelo conteúdo dos artigos ou pelas idéias expressadas por estes. Os artigos publicados neste espaço são de inteira responsabilidade dos seus respectivos autores, e expressam as idéias pessoais dos mesmos.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

Anna Julia

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Estava levando minha irmã numa amiga e eis que ocorre uma situação interessante. O rádio do carro tocou uma música que se costuma dizer, foi “desenterrada” da memória, cavoucada até os grotões da lembrança e lançada ao ar. Gente, quanto tempo faz que estourou nas rádios esta música? Mano, muito tempo, credo! Anna Julia, música emblemática dos Los Hermanos, de 1999, idos doze anos atrás. Mesmo sem ouvi-la há alguns, em uníssono, acompanhamos a letra, admirados por ainda recordarmos quase perfeitamente toda a composição.

Um misto de sensações passou na minha mente. Vieram à tona lembranças boas e ruins. Daquele eu de dez anos atrás. Com minhas apreensões de dez anos atrás. A mentalidade da época. Os problemas que eu tinha e que hoje até esquecera que um dia convivera com eles.

Quando uma música nos marca, anos depois ela traz-nos uma doce melancolia que gera risos e choros. Lembramo-nos mais jovens e dos fatos contemporâneos à música que mexeram com nossas emoções.

Quantos relacionamentos foram lamentados sob o fundo de Anna Julia? Uma trilha sonora de corações partidos e mesmo de jovens imberbes à procura do primeiro amor, que buscavam nessa e em tantas outras canções juvenis um bálsamo para a sua solteirice.

Sim, havia pessoas que não gostavam de Anna Julia. Conheci poucas, muito poucas, mas existiam bem mais. Há ainda, aquelas que inicialmente não gostavam do single, mas com o tempo simpatizaram. Isso devido à excessiva exposição da música na rádio e televisão.

Quando ouvimos constantemente uma música, em distintos momentos, mesmo que não gostemos, passamos a associá-la às sensações que sentimos enquanto é executada. Dessa forma, aquela sonoridade que era indigesta transforma-se numa amigável música. Isso deve ter ocorrido com um antipatizante dos Los Hermanos que a ouviu no mesmo momento que recebeu a notícia que seria pai e em homenagem, sua filha recebeu o nome de Anna Julia.

A música tem esse poder. Essa magnífica força de mover-nos para mais à frente, motivando-nos e, com a mesma intensidade, reforçar o sentimento depressivo que possamos estar sentindo. Ela embala todas as idades. O bebê no seu sono inocente. A adolescente no namorisco com o amigo. O adulto, o idoso. Da mesma maneira que Anna Julia embalou-me anos atrás e novas músicas embalam, hoje, outros jovens como eu.


Giovani Roehrs Gelati
http://giovanigelati.blogspot.com
grgletras@gmail.com
Uruguaiana, RS





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Iris (Goo Goo Dolls)

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segunda-feira, 25 de abril de 2011

Mata aos poucos

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Já ouviu falar em água e fogo ? Vento e mar ? Céu e estrela ? Acaso e destino ? Sol e lua cheia ? Milagre e sorte ? Medo e coragem ?

Não consigo me concentrar em palavras no momento, faltam-me cuidados para isso.
Há uma explosão interna incapaz e tímida para demonstrar o que sente.
Inexpressiva, oca, abandonada de sentido e entendimento.
Repugnante.

Meus sentimentos ultimamente não são de deixar desculpas ou um aviso por escrito sequer.
Entram sem bater na porta, assumem o coração por um impulso vital, fazem lágrimas derramarem por horas a fio, fazem o coração palpitar e pular a quase mil metros em momentos que poderiam valer uma vida inteira,.. me fazem tentar erroneamente escrever.
Fardo pesado esse meu.

Entendam, está difícil.
Não flui. Apenas descarrega, ou tenta ao menos descarregar o que se petrifica no peito e faz doer de saudade, de angústia e ansiedade.

Pronto.
Cansei desse foco de falar e escrever de forma tão clichê o amor, o amor que vá para puta que pariu !
Ninguém te merece coração: Ama errado, nos faz cometer besteira, não tem juízo, parece que não pensa com a cabeça, é injusto, doloroso, pungente, e permito-me dizer, suicida.
Um coração que só sabe viver de presentes, detesta meio termos, não ama pela metade, não voa com os pés no chão, que não se contenta apenas com a felicidade, e sim com a euforia.
Perverso.

E voltando para as crises dos quase já 15, dos atos rebeldes, das músicas melodramáticas, do all star, das maquiagens borradas e das bolhas do salto alto (anti-plataforma) e do meu caso , (não consigo ainda denominá-lo de amor, clichê piegas demais) que é para acontecer e não acontece, dois corpos predestinados mas incapazes de ocupar o mesmo espaço, impermetrabilidade do caralho.
Dois seres que sabem da presença de afeto e carinho entre ambos mas que não se permitem a tal, dois tolos desabafando sobre as paqueras, os flertes, os namoros temporários e um rezando para ser o único a ter o que contar, o ciúme toma conta.
Dois que se confiam desconfiando, dois que se gostam amando, dois que choram sentindo e riem chorando.

Quisera eu que fosse caso de fogo e gasolina, ao menos haveria o respeito pela ardência, consumo e desejo que a paixão propicia. Nada.
Fogo e água.
Que se consomem propositalmente aos poucos, se ferem e se mastigam até chegar ao fim.
Morte de um e outro, e vice- versa, em que o amor é explícito mas o contato é fatal.
Em que o vidro é frágil mas quando quebra é perigoso e pode cortar.

Admita coração fajuto e inocente, você foi justo se entregar, e se apaixonar, pela mais bela e mais pura das amizades ? Isso devia ser considerado pecado, heresia, blasfêmia.

Amizade e amor ? Minha razão força a dizer que não. Impossível.
Ou a amizade acaba com o amor ou este acaba com a amizade.
Afinal, onde pode haver culpa pode haver inocência.

Não me permito, não neste momento com milhões de nervos quase saindo pela boca e pensamentos que se estes não fossem escritos aqui iria explodir.

Tomem um pouco para si dessa dor caros leitores, não cabe mais em um peito só.
Martiriza e mata aos poucos.

E um aviso é dado : Quem souber o telefone dos “Apaixonados Anônimos” por favor se sensibilizem com a crise dessa jovem louca e impensante, que nem uma vodka pura ou Black label amargo resolve.
Minha falta de maturidade torna o “caso” sério e agravante,
a mim o castigo que mereço.

Amanda Lemos Lages
http://bolgdoano.blogspot.com
lemoslages@hotmail.com
Montes Claros, MG



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Casa Do Poeta na feira do livro de Santa Maria

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Clique na imagem para ampliar.

Além dos lançamentos dos livros, haverá uma exposição do "Projeto Santiago do Boqueirão: seus poetas quem são?" no próprio domingo, com a entrega de poemas de santiaguenses.

Penso noventa...

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Penso noventa e nove vezes e nada descubro; deixo de pensar, mergulho em profundo silêncio - e eis que a verdade se me revela.

Albert Einstein

Parabéns, Lígia!

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Nesta segunda-feira, a Casa do Poeta de Santiago está em festa! É que a nossa colega Lígia Rosso, diretora de eventos da Casa, está completando mais um aniversário e, por isso, recebe os parabéns de todos os seus amigos. A Lígia é muito conhecida em Santiago por conta de seu carisma contagiante e também por seu profissionalismo. Ela dá aulas de Inglês na CNA-Curso de Idiomas, no colégio Medianeira, leciona também no Sinapse e é professora concursada da URI-Campus Santiago, onde também é coordenadora do projeto literário Santiago do Boqueirão seus Poetas quem São?

Conheça o seu blog: http://ligiarosso.blogspot.com

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Páscoa

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É Páscoa
É chegada a hora
de refletirmos sobre nossos atos,
renovarmos ideais e princípios.

Sejamos adeptos da paz
esqueçamos desavenças, mágoas
e rancores
que, por ventura,
tenhamos guardados no coração.

Lembremos de Jesus
que padeceu,
sem nenhuma queixa,
naquela cruz
onde o pregaram
sem dó, sem piedade
e, ainda que sofrendo
atrozes dores,
ele a seus algozes perdoou.

É hora de abrirmos
a alma e o coração
para a fé
e a esperança
de que melhores dias virão.

O sofrimento do Senhor
não pode ter sido em vão!

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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Horseshoe Bend

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Rio Colorado, Estados unidos.

terça-feira, 19 de abril de 2011

Chegaste

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Em poças de desespero,
soterrados
jaziam meus sonhos,
esperanças e alegrias,
abraçados
a minha alma descrente
e ao coração
despedaçado!

Chegaste
e, com a força de teus braços
e a delicadeza de tuas mãos,
ergueste minha alma
machucada
pela dor e a desilusão!

Meu coração mutilado,
por ti foi recuperado
com amor e dedicação!

Acordaste
também meu desejo,
da letargia
de um sono longo
e profundo!

Com carinho e afeto,
devolveste-me
a vontade de viver,
sorrir, sonhar
e amar!

E, embrulhada
em bonito papel dourado,
deste-me de presente
a esperança
de voltar a ser feliz!

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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Noutro vermelho

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Quando segurei mãos
Somente em cruzar dedos
Firmar-te como conforto
E não em segurança da minha solidão

Quando abracei corpo
Somente em fazer ponte
Firmar-te como caminho
E não apenas passagem de amor

Quando despi lábios
Somente em falar em silêncio
Firmar-te num diálogo
E não apenas beijar os teus!

Quando tirei meu sinal
Somente em sentir outro semáforo
Firmar-te noutra cor
E não apenas:
Parar o carro
Baixar o vidro
E te conhecer no mesmo vermelho!

Nome: Camila Canterle Jornada
camila.cj@globo.com

http://camilajornada2.blogspot.com
Santiago, RS



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When You're Gone (Avril Lavigne)

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segunda-feira, 18 de abril de 2011

É só uma piadinha inocente

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Na quinta-feira, 7 de abril, presenciamos uma chacina numa escola de Realengo, no Rio de Janeiro. Acontecimento lamentável. Muito triste. No dia seguinte, parte da torcida do Sada Cruzeiro, equipe de voleibol de Araçatuba – SP, bradava em coro “bicha, bicha, bicha!” enquanto o meia-de-rede Michael, da equipe adversária, o Vôlei Futuro, preparava-se para sacar. E isso ocorreu mais de uma vez. Da mesma forma, um acontecimento lamentável. Muito triste.

Como era de se esperar, a repercussão do ato de homofobia ocorrido não foi bem recebido pela mídia e uma mobilização anti-homofóbica invadiu a televisão e culminou no jogo seguinte entre ambas as equipes, no sábado, 9 de abril. O Vôlei Futuro venceu a equipe do Cruzeiro por 3 sets a 2, numa partida bastante equilibrada. Mas a vitória residiu, efetivamente, no ato anti-homofobia pela equipe e torcida do Futuro.

Como relata a reportagem da E-Band, de sábado, mesmo dia do ato, a torcida estendeu uma bandeira com a inscrição “Vôlei Futuro contra o preconceito” e agitou bastões rosa em repúdio à vergonhosa atitude do dia anterior. Os gandulas vestiram camiseta rosa e o líbero Mário Júnior utilizou uma camisa com as cores do arco-íris.

Gostaria de chamar a atenção a esse deplorável acontecimento. Escancaradamente, ele pode ser considerado um fato isolado. Mas velado, é uma realidade quotidiana de todos os ambientes de trabalho. O preconceito que diz respeito à cor, classe social, opção sexual, principalmente estes três aspectos, ocorre dissimulado, vez ou outra vez à tona e a opinião popular condena.

Lembro de quando estava na 5ª série e tentei entrar para a equipe de futebol do colégio. Assim como a maioria de meus colegas, tinha o desejo de ser um sucesso entre as quatro linhas do gramado. E do mesmo modo, junto à maioria dos que tentaram ser aprovados no teste, fui reprovado e tive que tentar outro esporte. Um professor chegou à sala de aula e fez propaganda do voleibol, interessei-me e comecei a treinar. Depois, alguns colegas começaram a falar que era jogo de menina, que “não era coisa de macho”. Senti vergonha no início, mas com o tempo passei a entender que era puro preconceito arraigado no imaginário das crianças. Um esporte não define a sexualidade de ninguém. E essa opção sexual, seja qual for, aprovada ou não, deve ser respeitada.

Da mesma maneira que crianças de 10 anos pensam como meus colegas, quando se tornam adultos, desmascaram-se como pessoas inflexíveis nas suas teorias sobre “como o mundo deve ser” e discriminam colegas de trabalho, funcionários, amigos e desconhecidos.

Quem não tentou ouvir na infância, uma piada imprópria a crianças? As de conotação sexual são contadas longe dos pequenos. Mas se é uma “piadinha inocente” sobre negro, gay e “gordo”, o acesso é livre ao rol de anedotas. Censura zero.

Por mais engraçadas que sejam e ainda que discursemos que “é uma simples piada, porque não sou racista, nem homofóbico”, os relatos engraçados reforçam aos adultos a ideia transmitida na história e sentencia às crianças, ainda que de maneira bem sutil, conceitos discriminatórios. É como um remédio homeopático medicado. Aos poucos, sem que se perceba, o conceito preconceituoso está formado e nem nos tocamos de onde ele surgiu.

Pode ser que tenhamos atitudes discriminatórias e nem percebamos. Mas, em muitos casos, temos a total ciência do que dizemos e devemos arcar pelo palavreado reprovável. Ícone disso é o deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ), que no Programa CQC, da TV Bandeirantes, de 28 de março, respondeu a perguntas e destilou formidáveis frases: “O que você faria se tivesse um filho gay? Isso não passa pela minha cabeça, porque eles tiveram uma boa educação. Sou um pai presente, então não corro esse risco”.

Bolsonaro foi, ao menos, sincero, coisa que muito político não é. Isso que disse é o que realmente pensa. Sendo condenável ou não, retrógrado ou não, é um retrato fiel do seu pensamento. É a única coisa louvável no parlamentar.

Aprender a conviver com as diferenças é uma máxima que comunga o discurso-comum. Querer ver o outro lado, a outra perspectiva, não é tão simples assim. O deputado falou asneira e está sendo processado por isso. A torcida do Sada Cruzeiro e a equipe também estão sendo devidamente sancionados legalmente. E nós? Realmente não pensamos como a torcida mineira ou guardamos em silêncio as mesmas palavras que humilharam o jogador do Vôlei Futuro?

Giovani Roehrs Gelati
http://giovanigelati.blogspot.com
grgletras@gmail.com
Uruguaiana, RS





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Eterno é...

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Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.

Carlos Drummond de Andrade

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Um parto de viagem

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quinta-feira, 14 de abril de 2011

31º Cafezinho Poético

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LOCAL: sede da Casa do Poeta de Santiago, rua Silveira Martins, 1432, Santiago, RS (próximo ao Mercado Camelo).
DATA: 16 de abril de 2011, sábado.
HORÁRIO: 19h.

Evento aberto ao público. Participe!

Martin Eden (Jack London)

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Escrito durante uma viagem à volta do mundo no veleiro Snark, Martin Eden (1909) é o romance mais autobiográfico de Jack London. Descreve a sua luta para se cultivar, a fama literária que alcançou na juventude e a desilusão com o sucesso na maturidade. A identificação apaixonada do autor com o seu herói, Martin Eden, confere ao livro um poder e força de atracção inigualáveis. Ataque à burguesia, mas também aos valores do individualismo, deste romance emerge ainda a consciência crítica de London na luta pela transformação da sociedade do seu tempo.



Dica da Bianca Legramante.

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quarta-feira, 13 de abril de 2011

Back to December (Taylor Swift )

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terça-feira, 12 de abril de 2011

Erupção vulcânica

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Eyjafjallajökull, Islândia.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Questionamentos de Realengo

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Além do assassino, estou convicto de que outras pessoas sabiam que uma chacina ocorreria na Escola Tasso da Silveira, em Realengo, Rio de Janeiro, na última quinta-feira. Essa linha de raciocínio parece-me mais coerente que crer que Wellington Menezes de Oliveira pensou em tudo sozinho. Se fosse assim, por que ele destruiria o seu computador? Estando morto, não teria por que temer verem suas informações no PC. Queimou o equipamento porque alguém o convenceu a fazer isso. Quem leu sobre o assunto se consterna e quem viu os vídeos da fuga das crianças, arrepia-se.

Wellington era um jovem introspectivo e, aparentemente, guardava para si os ressentimentos. Ele não era muito sociável, não saía com garotas -possivelmente resultado do seu comportamento- e tinha um gosto musical hardcore, mas não havia nada que despertasse a atenção quanto à periculosidade que representava. Mesmo depois do massacre, muitas questões continuam pairando no ar, sem resposta. Como avaliar que ele era um psicopata em potencial? Onde houve falhas na sua educação que o levou a tornar-se o vilão de uma história que choca pelo requinte de crueldade?

Não se pode colocar a culpa em uma pessoa, apenas. Muita gente cruzou pelo rapaz, durante a sua vida, e ninguém constatou nada além de ser esquizofrênico, vítima de bullying e introspectivo. Poucos argumentos para deduzi-lo como um possível assassino. Se havia uma patologia, a esquizofrenia, por que o Estado não o estava tratando? E a família, como enfrentou esse assunto, se enfrentou?

Já o acesso às armas, alguém que deve ter lhe ensinado a atirar, fornecedores de armamento e munição e “amigos” lhe incitando para que se vingasse das garotas e garotos que outrora lhe humilharam, fizeram dele uma pessoa muito perigosa.

Na sua carta de despedida, deixa claro que era virgem: "...os impuros não poderão me tocar sem luvas, somente os castos [...] nem nada que seja impuro poderá tocar em meu sangue, nenhum impuro pode ter contato direto com um virgem sem sua permissão...". Talvez isso tenha relação com o desequilíbrio no número de mortos entre homens e mulheres: 10 meninas e dois meninos. Se tinha problemas com garotas quando era estudante e isso lhe motivou a vingar-se, a desforra ocorreu entre muitas aspas, pois aqueles que lhe humilharam quando criança, hoje são adultos que não estavam no local. E as crianças que ficaram feridas e as que faleceram nunca tiveram relação com os traumas passados.

A violência escolar tem sido ilustrada por alunos batendo em professores, matando-os, e em todos os casos, os motivos são fúteis. Mas chacinas como a de Realengo não haviam ocorrido ainda. A Tasso da Silveira torna-se a primeira escola. Como disse o Juremir Machado em sua crônica no jornal Correio do Povo (jornal de Porto Alegre, RS) de sexta-feira, 8 de abril, entramos para o triste time dos países de chacinas escolares.

Outras nações já foram notícia no mundo sobre atentados em escolas, como a Finlândia e o Canadá. E encabeçando a lista, está os Estados Unidos. Dentre os vários assassinatos ocorridos, os de maior destaque ocorreram em 1999 e 2007. Em 1999, morreram 13 pessoas na escola secundária Columbine, no estado do Colorado. E em 2007, 32 pessoas foram assassinadas na Universidade Virginia Tech, na cidade de Blacksburg, cidade próxima a Washington. Parece uma “onda” norte-americana, onde jovens desequilibrados espelham-se em outros desequilibrados e executam seus planos diabólicos.

Já foram presos dois homens que confessaram terem vendido o armamento ao assassino de Realengo. Aos poucos, a polícia começa a descobrir todos os culpados pelo ocorrido. Porque tão culpado quanto Wellington são aqueles que lhe forneceram armamento, quem o incentivou a cometer os assassinatos e quem ajudou a planejar as execuções.

O país escreve uma mancha vermelha em sua página histórica. Com o amargo gosto de sangue na boca. Ficam os questionamentos: mais segurança nas escolas? Usar detectores de metal, pôr um policial na porta de cada instituição de ensino? E isso tudo resolverá o problema? Os próximos dias serão de muita comoção e de respostas. Respostas sobre Wellington e sobre como anteciparmo-nos a novos episódios lamentáveis como o da escola de Realengo.

Giovani Roehrs Gelati
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Uruguaiana, RS





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O homem que eu amo

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O homem que eu amo
sei que não é perfeito
é cheinho de defeitos
Mas, quando aconchegado
a meu peito
é delírio, é emoção,
é fogo que incendeia
corpo, alma e coração

É licor que embriaga,
que atiça meus desejos.
Faz-me arder de paixão.

Com defeito ou sem defeito
é a ele que me entrego
nas noites de inverno ou verão
É por ele que vivo,
de meu viver, ele é a razão.

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
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Não tenho...

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Não tenho tempo pra mais nada, ser feliz me consome muito.

Clarice Lispector

sábado, 9 de abril de 2011

Palavras e Ondas (09/04)

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O Rodrigo Neres, Chefe do Departamento de Cultura de Santiago e Diretor de História e Memória da Casa do Poeta de Santiago estará entrevistando:

Professora Leonice Regina Kowalski - Departamento Pedagógico da SMEC, Coordenadora das Ações do Projeto Smequinho, junto ao Programa Cidade Educadora.

Professora Rosane Bonoto - Departamento Pedagógico da SMEC, Coordenadora Local das Ações do Programa União Faz a Vida em parceria com o SICREDI.

Sintonize 87,9, rádio Central FM, a partir das 14h.

Você poderá ouvir o programa pela internet, clicando AQUI.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Ensaio Sobre a Cegueira (José Saramago)

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A cegueira começa num único homem, durante a sua rotina habitual. Quando está sentado no semáforo, este homem tem um ataque de cegueira, e é aí, com as pessoas que correm em seu socorro que uma cadeia sucessiva de cegueira se forma… Uma cegueira, branca, como um mar de leite e jamais conhecida, alastra-se rapidamente em forma de epidemia. O governo decide agir, e as pessoas infectadas são colocadas em uma quarentena com recursos limitados que irá desvendar aos poucos as características primitivas do ser humano. A força da epidemia não diminui com as atitudes tomadas pelo governo e depressa o mundo se torna cego, onde apenas uma mulher, misteriosa e secretamente manterá a sua visão, enfrentando todos os horrores que serão causados, presenciando visualmente todos os sentimentos que se desenrolam na obra: poder, obediencia, ganância, carinho, desejo, vergonha; dominadores, dominados, subjugadores e subjulgados. Nesta quarentena esses sentimentos se irão desenvolver sob diversas formas: lutas entre grupos pela pouca comida disponibilizada, compaixão pelos doentes e os mais necessitados, como idosos ou crianças, embaraço por atitudes que antes nunca seriam cometidas, atos de violência e abuso sexual, mortes.



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quarta-feira, 6 de abril de 2011

Da minha janela

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Vejo o rio de águas claras refletindo o pôr-do-sol...
Vejo edifícios enormes quase a tocar o céu...
Vejo a opulência exagerada nos carros barulhentos
da juventude agitada!

Vejo também a miséria que passa na rua
pela mão do mendigo que remexe no lixo...
como verdadeiro bicho à procura de alimento!
Vejo a alegria na algazarra das crianças
que correm pela calçada... tal qual andorinhas
em plena revoada!

Vejo a esperança no sorriso do estudante
que espera ser um dia talvez alguém importante!
Vejo a saudade estampada na face enrugada
subindo a rua com seu passinho cansado
pelo tempo que já andou!

Vejo a felicidade no abraço dos namorados
que se fitam enlevados... deslumbrados...
com seu amor!

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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Borboletas

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Da espécie Morpho peleides.

terça-feira, 5 de abril de 2011

O fim

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O fim, algo inesperado e ao mesmo tempo esperado
Na vida sempre há um fim para tudo,
há tantos com medo de seu fim que chega a ser engraçado,
Não entendo porque esse medo se o fim é a libertação de tudo que nos torna homens
Tão sutil a chegada dele que há pessoas nem ao mesmo percebem
Fazem tudo errado, priorizando valores não necessários
Deixam de lado a verdadeira essência da felicidade
Felicidade... quantos a perseguem a vida toda, e não entendem que
Ela não é grande, a acham complicada e a abandonam
Por coisas fúteis e nem ao menos percebem que o fizeram
Imploram a Deus por coisas boas, por felicidade, por ser amado e
Esquecem, realmente esquecem que somos nós os sujeitos de nossas vidas
Fizemos dela o que quisermos, podemos fazer com que seja inferno ou o mais glorioso vale
Depende do que valorizarmos, das coisas que realmente nos importam
E colocá-las a frente de todo o resto
Falo de amor por o próximo, confiança na bondade das pessoas
Tantos valores esquecidos, tantos ideais perdidos
E ainda falam que querem ser felizes
Complicados esses humanos, mais difícil ainda é entendê-los...

Nara Bachinski
narinha-bachinski@hotmail.com
Mata, RS


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Sina de Poeta

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Poeta vive de sonhos
quimeras e fantasias
vivendo paixões imaginárias,
sofre por amores ardentes,
fictícios, inexistentes.

Poeta é assim:
sofre e inventa dores
que só ele mesmo sente.
Inventa amores
que só se concretizam
em sua mente.

Poeta tem coração diferente
vive triste e, ao mesmo tempo,
contente,
por imaginar que seus amores
durarão eternamente.

Essa é a sina do poeta:
Sonhar... sonhar
ser infeliz e ao mesmo tempo
viver alegremente.

Antonia Nery Vanti (Vyrena)
http://sonhandocomvyrena.eu5.org
vyrena@terra.com.br
Porto Alegre/RS



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The Voice Within (Christina Aguilera)

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segunda-feira, 4 de abril de 2011

O mundo...

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O mundo é um lugar perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem o mal, mas sim por causa daqueles que observam e deixam o mal acontecer.

Albert Einstein

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Nos recaus da poesia

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No abrigo deste galpão,
Vou tragando inspiração
Na fumaça da madeira.
A cambona chiadeira,
Se aquece sobre o tição
E eu cevo um bom chimarrão,
Com esta erva da Palmeira.

Vem chegando o mês de agosto,
Trazendo o vento no rosto,
Lá das bandas orientais.
Vai sapecar os hervais
E enrugar beiço e garrão,
Do meu flete redomão,
Que é bagual entre os baguais.

Já, separei da eguada,
Pois, tinha a crina esfiapada,
De trotear de encontro ao vento.
Cumprindo seu mandamento,
De selvagem natureza
E é minha maior riqueza,
Nos itens do testamento.

Vou tomar meu chimarrão,
Perto do fogo de chão,
Onde a friagem se amena.
E dar de mão numa pena,
Pra ir rabiscando um verso,
Pois, usando esse processo,
Eu nunca fujo do tema.

E nem começo com broma,
Se é sobre cuia e cambona,
Que o mote trouxe à porfia.
Mas, se me falta fantasia,
Quando é assunto amarrado.
O meu verso fica ajoujado,
Nos recaus da poesia.

Falar de cuia e cambona,
Que rima com cordeona,
Com doma e com redomona
E outras cositas mas.
Sinto que não sou capaz,
De bolear mais uma rima,
Então, ergo a cuia pra cima
E faço um brinde à paz!

Clodinei Silveira Machado
silveiraselva@ibest.com.br
Santo Ângelo, RS



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Uma Manhã Gloriosa

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