segunda-feira, 25 de abril de 2011

Mata aos poucos

Já ouviu falar em água e fogo ? Vento e mar ? Céu e estrela ? Acaso e destino ? Sol e lua cheia ? Milagre e sorte ? Medo e coragem ?

Não consigo me concentrar em palavras no momento, faltam-me cuidados para isso.
Há uma explosão interna incapaz e tímida para demonstrar o que sente.
Inexpressiva, oca, abandonada de sentido e entendimento.
Repugnante.

Meus sentimentos ultimamente não são de deixar desculpas ou um aviso por escrito sequer.
Entram sem bater na porta, assumem o coração por um impulso vital, fazem lágrimas derramarem por horas a fio, fazem o coração palpitar e pular a quase mil metros em momentos que poderiam valer uma vida inteira,.. me fazem tentar erroneamente escrever.
Fardo pesado esse meu.

Entendam, está difícil.
Não flui. Apenas descarrega, ou tenta ao menos descarregar o que se petrifica no peito e faz doer de saudade, de angústia e ansiedade.

Pronto.
Cansei desse foco de falar e escrever de forma tão clichê o amor, o amor que vá para puta que pariu !
Ninguém te merece coração: Ama errado, nos faz cometer besteira, não tem juízo, parece que não pensa com a cabeça, é injusto, doloroso, pungente, e permito-me dizer, suicida.
Um coração que só sabe viver de presentes, detesta meio termos, não ama pela metade, não voa com os pés no chão, que não se contenta apenas com a felicidade, e sim com a euforia.
Perverso.

E voltando para as crises dos quase já 15, dos atos rebeldes, das músicas melodramáticas, do all star, das maquiagens borradas e das bolhas do salto alto (anti-plataforma) e do meu caso , (não consigo ainda denominá-lo de amor, clichê piegas demais) que é para acontecer e não acontece, dois corpos predestinados mas incapazes de ocupar o mesmo espaço, impermetrabilidade do caralho.
Dois seres que sabem da presença de afeto e carinho entre ambos mas que não se permitem a tal, dois tolos desabafando sobre as paqueras, os flertes, os namoros temporários e um rezando para ser o único a ter o que contar, o ciúme toma conta.
Dois que se confiam desconfiando, dois que se gostam amando, dois que choram sentindo e riem chorando.

Quisera eu que fosse caso de fogo e gasolina, ao menos haveria o respeito pela ardência, consumo e desejo que a paixão propicia. Nada.
Fogo e água.
Que se consomem propositalmente aos poucos, se ferem e se mastigam até chegar ao fim.
Morte de um e outro, e vice- versa, em que o amor é explícito mas o contato é fatal.
Em que o vidro é frágil mas quando quebra é perigoso e pode cortar.

Admita coração fajuto e inocente, você foi justo se entregar, e se apaixonar, pela mais bela e mais pura das amizades ? Isso devia ser considerado pecado, heresia, blasfêmia.

Amizade e amor ? Minha razão força a dizer que não. Impossível.
Ou a amizade acaba com o amor ou este acaba com a amizade.
Afinal, onde pode haver culpa pode haver inocência.

Não me permito, não neste momento com milhões de nervos quase saindo pela boca e pensamentos que se estes não fossem escritos aqui iria explodir.

Tomem um pouco para si dessa dor caros leitores, não cabe mais em um peito só.
Martiriza e mata aos poucos.

E um aviso é dado : Quem souber o telefone dos “Apaixonados Anônimos” por favor se sensibilizem com a crise dessa jovem louca e impensante, que nem uma vodka pura ou Black label amargo resolve.
Minha falta de maturidade torna o “caso” sério e agravante,
a mim o castigo que mereço.

Amanda Lemos Lages
http://bolgdoano.blogspot.com
lemoslages@hotmail.com
Montes Claros, MG



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