No abrigo deste galpão, Vou tragando inspiração Na fumaça da madeira. A cambona chiadeira, Se aquece sobre o tição E eu cevo um bom chimarrão, Com esta erva da Palmeira. Vem chegando o mês de agosto, Trazendo o vento no rosto, Lá das bandas orientais. Vai sapecar os hervais E enrugar beiço e garrão, Do meu flete redomão, Que é bagual entre os baguais. Já, separei da eguada, Pois, tinha a crina esfiapada, De trotear de encontro ao vento. Cumprindo seu mandamento, De selvagem natureza E é minha maior riqueza, Nos itens do testamento. Vou tomar meu chimarrão, Perto do fogo de chão, Onde a friagem se amena. E dar de mão numa pena, Pra ir rabiscando um verso, Pois, usando esse processo, Eu nunca fujo do tema. E nem começo com broma, Se é sobre cuia e cambona, Que o mote trouxe à porfia. Mas, se me falta fantasia, Quando é assunto amarrado. O meu verso fica ajoujado, Nos recaus da poesia. Falar de cuia e cambona, Que rima com cordeona, Com doma e com redomona E outras cositas mas. Sinto que ...