domingo, 19 de junho de 2011

Tempo Insano

Nos meus castos olhos revivo
As lembranças
De sempre e de criança
Tentando manter abertos seus olho
Uma fagulha no meu peito se faz
Mas nada é simples nesse véu que t
No meu mundo tudo se desfaz

A sujeira dos teus olhos é límpida
Teu cheiro pérfido é doce
Tuas respostas atentas são mudas
Meu corpo saudável e jovem dói

Quero ofegante deixar
Meu corpo nu e quente
Que belos sejam meus olhos
Negros, fechados para sempre

O tempo rouba-me enquanto durm
E me aborrece enquanto o tomo
Um dia, ó tempo insano
Abandonar-te-ei, sem infortúnio

Camilla Cruz
http://spleen-e-charutos.blogspot.com
camillcruz@gmail.com
Santiago, RS



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2 comentários:

Vyrena disse...

Gostei do seu poema. Muito bem elaborado. parabéns, guria!
Beijos da Vyrena

Vyrena disse...

Gostei de teu poema. Muito bem elaborado. Parabéns, guria!
Beijos
Vyrena

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