sexta-feira, 13 de julho de 2012

Rosas Negras

Elas florecem em meio á tristeza;
Pétalas negras,sem vida
Deixadas em meu mero sepulcro
Perturbando-me em ferida.

Oh,tão belas flores
Sombrias,raras
De beleza pura,
Não colham-as da terra
Deixem-as em minha sepultura.

Negras como o bréu dos teus olhos
Que de encontro aos meus
Queimam a deslumbrar...
Clamam eternamente
Sob a divindade das cruzes
Que volte a me amar...

Não!Não recolham-as de seu jazigo!
Elas murmuram baixinho
Que seus quebradiços espinhos
Samgram sem mistério.
Não recolham-as por obséquio?
Elas estão condenadas a viverem
Sobre o chão de um cemitério.

Negras de raridade intensa
Comove-me a tristeza de tais flores
Tão meigas e maléficas
Como quem ouve minhas dores.

Murmuram ainda fininho
Trancafiadas em um pântano lacrimoso;
Como o extase que sinto ao teu beijo venenoso...

Por última vez ...
Não recolham-as de seu jazigo!
A beleza mais triste e pura...
Deixem-as ao meu lado.
Deixem-as em minha sepultura.

Cátia Corrêa Farias
http://thevigillants.blogspot.com.br
cathy.correa@hotmail.com
Santiago, RS



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