quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Lutar

É cada vez mais bonito amar e ter alguém para amar. Principalmente quando se é correspondido. Principalmente quando seu coração não estava desejando um amor para se encantar. No começo, algumas coisas não parecem importar, porque não fazem sentido. Mas de repente tudo vira do avesso. E é de repente mesmo. As coisas começam a se encaixar, parecendo que estão fazendo sentido, quando na realidade o que realmente fazem é confundir cada vez mais nossos instintos relacionados ao coração. Começamos a perder o controle, largar a direção do carro e deixar que ele se vá por conta própria. Quando vemos, batemos nas árvores, nos machucamos um pouco, mas continuamos, na maioria das vezes. Sabemos que o carro é forte e aguenta o tranco, pois já passou por várias outras batidas e nunca acontecera nada - isso basta, é o que repetimos constantemente ao nosso pessimismo. Com um pouco mais de atenção do que o normal, com uma mão no volante, esboçamos as curvas dessa estrada, com os olhos bem abertos, com receio de que ele bata de novo. Não por bater, sim por machucar. A dor nos provoca sensações ridículas. Nos sentimentos aptos a desistir do amor, das estradas, do futuro, das expectativas, de tudo. O temporal, algumas vezes, parece não querer passar. Mas passa. E quando passa, vemos o quão valeu a pena lutar.

Fernanda Fávero Alberti
http://poeta-de-privada.blogspot.com
fernanda.lbrt@gmail.com
Santiago, RS



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