sexta-feira, 3 de setembro de 2010

Que se destrua

Eu estou desesperada. Não sou capaz de dizer se cheguei ao meu limite porque tenho certeza de que há muito deixei de ter consciência do quanto minha dor é intensa, aguda e absurda.
Eu sequer consigo explicar a mim mesma o quanto você me machuca. Carreguei minha angústia com prazer pelo máximo de tempo que pude, mas já não posso suportar seu enorme peso sozinha.

Desde que enterrei todos os meus segredos em sua pele, sinto que já não possa ser sincera com pessoa alguma. Você faz com que eu viva apenas pelo repouso do sepulcro, afogando-me em minhas próprias lágrimas a cada uma de minhas noites. Faz-me pensar que eu gostaria de poder viver um pouco mais para sentir algo além de ansiedade, mas também leva-me a acreditar que eu realmente desejo morrer da maneira mais lenta e dolorosa possível.

Fui marcada na carne pela vergonha que sinto de mim mesma por amar você, e já não vejo como continuar a esconder minhas feridas abertas. Eu preciso, desesperadamente, substituir você.
Eu gostaria de que a minha própria vida continuasse sem mim; gostaria de que você parasse de me dizer o quanto importa-se comigo. Porque você sabe que continuar a alimentar esta obsessão, cedo ou tarde, fará com que eu me quebre em milhares de pedaços - e que eu me dissolveria em lágrimas de dor se voltasse a ouvir sua voz.

Eu não desejo o seu amor. Desejo apenas que você me diga o que eu devo fazer para me libertar desta doença.

Luciana Nogueira
http://anjoshistericos.blogspot.com
hysteric.angel@hotmail.com
Santos, SP



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