quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Contagem regressiva de um Big Bang interno

Desse poema frio
Mas de placas incandescestes,
Queimaduras do mais alto grau
Irão te esfoliar delicadamente.

Dessa poesia falsa
Mas de enigmas verdadeiros
Há de rasgar os tímpanos
Dos com ouvido vacilante.

Desse poema opaco
Mas de potente reflexo da alma
Há de assombrar teus fantasmas.
Adormecidos em tua calma.

E o verso surgirá como bolhas
No lago tranquilo de outrora
E de lago se fará usina
Que mão nenhuma controla.

Berg Nascimento
http://poesiasciberneticas.blogspot.com
rnascimento_rio@hotmail.com
Rio de Janeiro, RJ



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