segunda-feira, 14 de junho de 2010

Odeio o consumo exagerado...

Não quero alimentar falsas esperanças, não quero vibrar de alegria com o pouco conhecido que muito me atrai; não quero me enganar com as pessoas que eu convivo e mal sabem elas que pouco conhecem sobre mim. Não que eu esconda, só costumo agir em silêncio, não gosto da exposição exagerada de sentimentos. Isso sempre traz afastamento, pelo menos isso me enoja de certa forma, que eu não sei explicar.
Estou cansada de tentar achar explicações sobre o que é realmente fundamental, e as prioridades em minha vida, isso me causa uma zombaria, a qual faz com que me sinta uma ridícula perante meus pensamentos "revolucionários", a fim de descobrir a formula da verdade, o que diz respeito a tudo e a todos, é lamentável reconhecer a pessoa que me tornei.
Não gosto da maneira como muitas das pessoas agem diante do reconhecimento pela maldita merda que fizeram e deu certo, acho totalmente desnecessárias suas atitudes de superioridade, não gosto dos seus sorrisos de deboche, dos seus elogios para si mesmas... Para ser sincera, eu odeio todas elas. Odeio a forma como falam e vivem, odeio as suas ilusões de serem melhores que todos; prefiro com todas as letras a humildade, o simples e o verdadeiro.
Não, isso você não compra na sua boutique preferida, ou acha a "receita" em livros do seu acervo intelectual em casa, e muito menos naquele site da internet onde você bomba de compras, isso você conquista através da sinceridade, do valor que você da para as pessoas e a você mesmo; reconhecendo antes das suas qualidades, os seus próprios defeitos, e sabendo também que nem você e nem ninguém é perfeito.
Eu não ligo se meu cabelo está sujo, minha roupa amassada ou com alguma mancha. Não possuo a mania de achar que a roupa que você veste possa interferir no caráter de alguém. O “ser” sempre virá antes do “ter”, mesmo que muitas pessoas insistam em pensar que o dinheiro ou a posição social fará você ser melhor que alguém. Qual foi mesmo o idiota que disse ser possível isto? O que me decepciona mais, é que muitas ainda acreditam nisso. Somos uma nação vítima da injustiça social, se você não tem nada você é apenas mais uma face na multidão, sem valor, contra o padrão. É quando eu me pergunto: Onde ficam os valores? Por isso cansei de tanta “frescurite”, de tanta coisa sem razão, de atitudes que não servem para nada, a não ser impressionar o desconhecido. Eu quero o simples, o transparente, o sincero, eu quero fazer parte da minoria, abaixo moral da maioria, eu odeio o consumo exagerado de ego.

Débora Melo
http://girlnofuture.blogspot.com
x__deka__x@hotmail.com
Santiago, RS



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