quinta-feira, 16 de junho de 2011

Olhar verde calado

Hoje meus olhos
Resolveram repousar
Não querem ver
O escuro do mundo
Nem esse véu absurdo
Que insiste em calar

Precisam de luz
Para ser / respirar
Buscam as escolhas
Que nunca foram dadas
As vestes amarrotadas
As mãos desamarradas

E atrás das pálpebras
Minha vida anda sentada
Não quer correr
Fica parada
Nessa calçada de caminhos
Distantes
Rasos
Inertes

Minha alma não fala
Calada respira
Um ar sem cheiro de vida
Mas cheio de começos
Que nunca são esquecidos
Apenas guardados
Numa mente atrevida

Não desanimo
Nem me entrego
Sou ainda caminho
Sou pedaço de espinho
Sou sempre o que quero

E mesmo cansada
Volto naquele inicio
Onde os olhos serão abertos
Para que enfim vejam

Que desde o princípio
Eram apenas verdes versos

Ka Santos
http://menteflorida.blogspot.com
karinalimasantos@hotmail.com
Piracicaba, SP



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2 comentários:

Ka Santos disse...

Muito feliz em estar aqui...Agradeço muito...beijos a vcs... ♥ ♫ ☼

Vyrena disse...

Quanta inspiração! Dá gosto te ler, poetisa.
Parabéns pelo belo poema!
Beijos da Vyrena

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